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Osasco terá dois shows do “Moda de Rock -Viola Extrema”

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O SESC de Osasco terá como atrações nos dias 5 e 26 de junho, quintas-feiras, em ambas as ocasiões às 19 horas, os músicos Ricardo Vignini e Zé Helder. Eles vão apresentar com entrada franca as músicas do álbum “Moda de Rock – Viola Extrema”, lançado em 2011 e que se tornou sucesso de vendas e de shows tanto no Brasil, quanto no exterior, sobretudo nos Estados Unidos, e em 2013 arrebatou um dos troféus do 3º Prêmio Rozini de Excelência de Moda de Viola, entregue em noite de gala no Memorial da América Latina. A razão para tamanha repercussão é a adaptação de clássicos do rock para as cordas de duas violas, entre as quais “In the Flesh”, faixa de “The Wall”, do Pink Floyd, que nos dedos da dupla transformou-se em uma singela valsinha.

Para quem não consegue conceber a ideia de Pink Floyd tocado assim, procure imaginar “Aces High”, do Iron Maiden, e “Master of Puppets”, do Metallica, levadas em ritmo de pagode de viola. Além de músicas destas bandas, o “Moda de Rock” traz Led Zeppelin (“Kashmir”), Beatles (“Norwegian Wood”), Jimi Hendrix (“May This Be Love”), Megadeth (“Hangar 18”), Sepultura (“Kaiowas”), Nirvana (Smells Like Teen Spirit), Jethro Tull (“Aqualung”) e Ozzy Osbourne (“Mr. Crowley”). Participam do trabalho o também violeiro Renato Caetano e Edson Fontes, este integrante dos grupos “Os Favoritos da Catira” e “Matuto Moderno”.

Moda de Rock (Ulisses Matandos) (3)

 

Vignini e Zé Helder também integram o “Matuto Moderno” e seguem carreiras solos ou com outras formações. O primeiro, por exemplo, é autor do disco instrumental autoral “Na Zoada do Arame” (2010) e no domingo, 1º de junho, a partir das 18 horas, lançará no SESC do Belenzinho “Duas Gerações”, um belo disco instrumental de viola caipira que gravou em companhia com Índio Cachoeira. O músico terá acabado de chegar de um pulinho aos Estados Unidos, onde tocará na noite de quinta-feira, 29 de maio, em Indiana, como um dos integrantes do “Dotô Tonho” durante o Fourth Annual John Hartford Memorial Festival. A maratona teve início no domingo, 25, quando Ricardo Vignini juntou-se aos outros dois músicos do “Mano Sinistra” (canhoto, em italiano) Paulo Thomaz (ex-Centúrias e Firebox, atual Baranga e Kamboja) e Lucke (Frank Elvis e Los Sinatras, Houdinis, Malaco Soul) para uma apresentação do disco do trio lançado neste ano no espaço Serralheria, situado na Lapa.

Zé Helder já lançou “A Montanha” (Pedralva – 2004), “No Oco do Bambu” (São Paulo – 2009), com participações especiais de Ivan Vilela, Dani Lasalvia, Índio Cachoeira e Guca Domenico, e com o grupo Orelha de Pau (2002). A voz dele também pode ser reconhecida em trabalhos de diversos artistas, entre os quais Levi Ramiro (SP) e Walgra Maria (RS). O disco de Walgra, “Caminho da Fé”, foi produzido por Dércio Marques, que morreu em 2012 e assim como Ramiro é considerado um mestre por todos os violeiros e cantores dos gêneros caipira, de raiz e regional.  Zé Helder também já acompanhou Ceumar e tem composições gravadas por artistas do sul de Minas. Formado em Licenciatura Plena em Música, criou o curso de viola caipira no Conservatório de Pouso Alegre (CEMPA), e atualmente leciona o instrumento no Conservatório Municipal de Arte de Guarulhos.

Foto: Ulisses Matandos

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Autor: barulhomarcel

Jornalista nascido em Bela Vista do Paraíso (PR). Corintiano por herança do pai, Geraldo Caetano de Lima. Do velho também puxou a paixão por modas de viola, música de raiz e caipira, que era chamada de "sertaneja" antes da mídia comercial se apropriar, indevidamente, do nome. Quando criança ouvia aos pés da cama dele, vindas de um rádio à pilha que chiava muito, clássicos destes gêneros que marcaram para sempre a sua vida. Eu e Andreia Beillo não temos nada em comum. Para começo de conversa, ela torce pelo Palmeiras. Mas resolvemos juntos botar o pé na estrada e acreditar nas bençãos de São Gonçalo do Amarante e tentar encontrar na atividade de blogueiros dedicados à música de qualidade algo que nos una e ajude muita gente boa espalhada por todo este país, e lá fora, também, a ter seus méritos reconhecidos, resgatando e preservando valores de nossa cultura popular.

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