“Dia Dia Rural”, de Tavinho Ceschi, apresenta Wilson Teixeira ao vivo

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Wilson Teixeira, acompanhado por Walter Bini, cantou músicas do “Almanaque Rural” e “Canta que é bonito”. de Cláudio Lacerda

 

Especial para a Rádio UOL

 

O programa “Dia Dia Rural”, que Tavinho Ceschi apresenta no canal Terra Viva, contou na sexta-feira, 20 de junho, com a participação do violeiro Wilson Teixeira. Acompanhado por Walter Bini ao violão, Teixeira cantou “Canção de Estrada” e “Seresteiro”, duas das músicas mais consagradas e solicitadas entre os admiradores cada vez mais numerosos. Ambas integram a lista de 10 faixas do “Almanaque Rural”, álbum independente lançado em 2007. Para o encerramento, o convidado de Ceschi escolheu a composição “Canta que é bonito”, escrita pelo parceiro Cláudio Lacerda e já incluída no rol das novidades que aparecerão no segundo disco de Teixeira, já em fase de produção.

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Tavinho Ceschi apresenta ao público o primeiro álbum do cantor de Avaré

Wilson Teixeira é natural de Avaré, cidade do Interior Paulista, embora já resida há 14 anos no bairro paulistano do Jaguaré. Além da carreira solo, ele tem percorrido o estado com shows nos quais presta tributo à dupla Tonico e Tinoco. Outro projeto dele, agora em conjunto com Sarah Abreu, dedicado à Cascatinha e Inhana, chamou a atenção de Rolando Boldrin. Uma edição do programa Sr. Brasil sobre o casal que encantava os fãs e está entre os mais cultuados no panteão da música brasileira, gravado em maio, em breve será apresentado pela TV Cultura.

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Wilson Teixeira já está produzindo o segundo álbum da carreira (Fotos de Marcelino Lima)

 

Vale a pena destacar, ainda, que Wilson Teixeira juntou-se no final de 2011 aos amigos Cláudio Lacerda (São Paulo), Luiz Salgado (Patos de Minas/MG) e Rodrigo Zanc (São Carlos/SP) para colocar na estrada o projeto 4 Cantos, grupo que também arrancou calorosos aplausos da plateia do Sr. Brasil quando esteve no Teatro do SESC Pompeia, em agosto de 2013. O avareense é, ainda, dono de uma estrela que costuma brilhar muito em festivais. Em 2012, por exemplo, faturou o certame de Tatuí (SP) defendendo “No último pé do pomar”. Mais recentemente (2009), “Trem de Verão”, que compôs com Adilson Casado, venceu o 440. Festival de Música e Poesia de Paranavaí (PR). Há um ano, em 17 de junho de 2013, Teixeira esteve no Memorial da América Latina. Em noite de gala, recebeu a estatueta do 3o. Prêmio Rozini de Excelência de Música de Viola conferida a “Almanaque Rural”, considerado pelo júri um dos três melhores da categoria álbum solo.

Linque para assistir ao programa:

http://mais.uol.com.br/view/15085296

Linque para o Femup de 2009:

http://www.youtube.com/watch?v=F_x1qFR257U

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América 4 comemora 25 anos no Carlos Gomes de Vitória

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O Grupo América 4,  lá da cidade de Vila Velha (ES), vai dar continuidade ao projeto de comemoração aos 25 anos de estrada promovendo mais um show naquele estado. A apresentação desta vez será no Teatro Carlos Gomes, que fica em Vitória, e está marcada para começar às 19 horas de 6 de julho, sem cobrança de entrada. Na ocasião, Tobi Gil e os demais integrantes vão brindar o público com músicas do álbum comemorativo ao Jubileu de Prata e outros sucessos admirados pelo público.

O álbum  foi lançado em 2 de abril no Teatro Marista, em Vila Velha. O Grupo América 4 começou a tocar em 1988, inicialmente nos estados do Espírito Santo e de Minas Gerais por Tobi Gil, que está há 39 anos radicado naquele munícipio capixaba. No ano de fundação, ele buscou reunir diversos músicos de vários países da América Latina que residiam no Brasil. O objetivo era unir o “o canto dos quatro cantos da América Latina”.

A integração dos sons e ritmos das raízes culturais da América Latina e a mistura de instrumentos musicais folclóricos como a flauta andina, zampoñas, toyos, quenacho, charango, tambores de congo e tambor de maracatu, casaca e bombo leguero com instrumentos convencionais são as características marcantes do América 4. Essa fusão instrumental e de cantorias tornou o Grupo referência nesse gênero e pioneiro na divulgação da música latino-americana no ES. Sempre atuante em projetos culturais da cultura local e também fora do estado, os músicos já se apresentaram em aberturas de shows de nomes consagrados da MPB, entre os quais Fagner, Zé Ramalho, Zé Geraldo, Sá e Guarabira e Sérgio Reis. Participou, ainda, de vários shows em teatros, festivais e eventos e ações culturais no Vale Jequitinhonha (MG), em parcerias com os violeiros Rubinho do Vale, Sergio Moreira, Marku Rivas, Tizumba e outros.

Passados 25 anos, e já há 12 sem se apresentar, Tobi Gil retomou o projeto de integração em torno da musica latino-americana e convidou os parceiros Cesar Rebechi, Renato Pablo, Aguilar Alves, Raul Paredes, Graça Silva, Nina Candido, e Carmem Amorim para a nova empreitada que seria lançar o CD que marca a trajetória de um quarto de século. A novidade vem para se juntar na discografia a “12 anos de América 4”, coletânea de 1999; “Tambores de Congo” (1998); “Fusão Latina” (1996) ; “Cinco Anos de Estrada” (1992); “Amo Espírito Santo” (1991) e “Minas Latina” (1990).

 

Peleja de Chico Bento e Zé Lelé narrada por Almir Sater


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É período de festas populares e religiosas, quermesses, quadrilhas e fogueira (qu)então vou deixar uma dica  para leitores e amigos, especialmente os violeiros e rabequeiros: ler e ouvir A Peleja do Violeiro Chico Bento com o Rabequeiro Zé Lelé” (2012), de autoria de Fábio Sombra e de Maurício de Souza.

A obra é da Editora Melhoramentos e narra, em versos de cordel escritos por Sombra, o desafio entre os dois personagens do nicho caipira do criador da “Turma da Mônica“. A peleja é para tentar provar qual dos instrumentos que Chico Bento e Zé Lelé tocam seria o “mais importante”, se a “Luzia”, ou a “Serafina”. É uma história rápida e divertida, que corre em texto primoroso e que se apoia em ilustrações muito ricas do “pai” do Cebolinha. Ah, o CD é narrado por Almir Sater, e tem direito a uma faixa bônus instrumental!

 

Grupo Violado comemora cinco anos de gravação do primeiro DVD

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A partir da dir. Guilherme, Amaral, Fernando Tal, João Paulo e Filipe, do Grupo Violado, de SBO (Fotos: Azael Bild e Valter Guarnieri)

 

Já estou atrasado há quase um mês, mas acredito que, ainda assim, dá para enviar aqui pelo Barulho d’água (que nasceu bem depois e há apenas alguns dias) um abraço e desejar parabéns aos rapazes do Grupo Violado de Música Raiz, de Santa Barbara d’Oeste, cidade do Interior paulista. Em 22 de Guilherme, Filipe, Amaral, João Paulo e Fernando Tal, amigos e fãs comemoraram cinco anos de lançamento do primeiro DVD, gravado no Teatro Municipal Manoel Lyra, naquela cidade. Tenho o disco autografado por dois deles, Filipe e Guilherme, e desde abril, quando os conheci em Piracicaba, volta e meia o ponho para rolar e voltar a ter a oportunidade e o prazer de ouvir, por exemplo, o clássico de raiz “A Volta do boiadeiro”, de Sulino e Marrueiro — toada já gravada por Lourenço e Lourival e Sérgio Reis com a qual me reencontrei assistindo justamente ao DVD, removendo-a do esquecimento de um escaninho qualquer da minha memória.

A canção que destaquei é a #3 de 17 sucessos do repertório que relembra ainda Teddy Vieira e Luizinho, Moacyr dos Santos, Raul Torres, Tinoco, João Mulato, Dino Franco, Jacozinho e os parada-duras Creone e Barrerito (o terceiro era o Mangabinha), entre outros nomes consagrados do gênero que integram uma lista dourada complementada por vários pagodes do mestre Tião Carreiro. Entre os clássicos dos craques acima citados, o Grupo Violado apresenta “Pé de ipê”, “Amargurado”, “Moreninha linda”, “Chico Mineiro”, “Boiada Cuiabana”, “Empreitada Perigosa”, “Pagode de Brasília”, “Chora Viola”. A abertura é “Vide, Vida Marvada”, de Rolando Boldrin.

Para quem tem mais de 50 aninhos, como eu, esta seleção atiça uma gostosa saudade! Eu, por exemplo, voltei aos quintais da infância, revisitei tempos distantes e já meio esmaecidos que na verdade não passaram e estão marcados por experiências e brincadeiras aparentemente pouco significativas, mas que moldam o caráter e definem os valores que abraçamos para o resto da vida tais como subir em goiabeiras, beber leite ordenhado na hora, pisar em merda de vaca, ouvir moda de sanfona e de viola aos pés da cama dos pais, rezar em novenas ou em vias sacras, marcar as horas pelo canto de uma seriema, assustar-se com o pio de uma coruja. Acredito que as memórias se manifestam assim para todos; jamais morrem, ficam apenas quietinhas dentro da gente, só esperando a hora de a porteira que as aprisiona se abrir ou ser aberta a modo de correrem a galope por campinas, levando-nos a passear de canoa, a pescar na beira de um córrego, tomar café coado recém socado em pilão, a admirar a bunda de uma aranha, com reverência ao inseto, na varanda do sítio das nossas Tias Marias, onde escutamos tanta história de mulas sem cabeças, de assombração de tudo que é jeito esquisito.

Ah, então, vamos deixar de prosa. E parafraseando Paulo Freire, vai ouvindo, vai ouvindo e assistindo; não se contenha se de uma hora para outra a garganta apertar em um nó, os joelhos tremelicarem, o peito sufocar…

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Primeiro DVD do grupo, gravado em 22 de março de 2009, tem sucessos como “Menino da Porteira” e o pagode “Nove Nove”, de Tião Carreiro