Trilogia de violão arretada de boa!

“Se a feira fô de passarim… gato que avua nem precisa sabê cantá!”

Tiradinha inspirada em “Feira do Passarinho”, do álbum Forró de Violão”.

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Fernando Melo e Luís Bueno (de óculos) formam o Duofel, dupla de violonistas que já gravou com Badal Roy e assina a trilha de “Olho de Boi”

 

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Capa de “Forró de Violão”, da trilogia de Fernando Melo

Hoje, 24 de junho, é dia de São João Batista, ocasião, portanto, propícia para acender uma boa fogueira e fazer aquela festa, já que o profeta que precedeu Jesus Cristo é considerado bastante festeiro. E ambiente de festejo popular só é bom se, além do fogo aceso no meio do terreiro, rolam comidas e bebidas típicas e a boa quadrilha. Dentro deste clima, a dica de hoje tem tudo a ver: o disco “Forró de Violão” , do alagoano de Arapiraca Fernando Melo.

Para quem não conhece o cara,  Melo, mais o paulistano Luís Bueno, compõe o Duofel”, consagrada dupla que já gravou discos ótimos, todos instrumentais, um deles em parceria com o indiano Badal Roy. Outro que faz jus ao título: “Precioso”. O “Duofel” assina, ainda, várias trilhas sonoras para o cinema, entre as quais as faixas para “Olho de Boi”.

“Forró de Violão” é o primeiro álbum da série “Alagoas em Trilogia”, que Melo fez em carreira solo e tem ainda “Tocador” e “Do mar para a lagoa e da lagoa para o mar”, de 2010. Clique no linque e ouça e/ou compre as músicas!

http://megastore.uol.com.br/acervo/mpb/f/fernando_melo/alagoas_em_trilogia__tocador

 

 

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O balão vai subindo, vai caindo a garoa (…) acende a fogueira do meu coração

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Hoje é o dia de São João Batista, conhecido no Brasil como o Santo Festeiro, por causa das manifestações e celebrações, com muita dança e fogueira, fogos e diversão, e nome do qual deriva a festa “Joanina“, ou “Junina”. 
João era filho de Zacarias e Izabel, e teria nascido em um dia  24 de junho, na Judéia. De acordo com algumas historias, ele nasceu em uma noite muito bonita. A mãe, Izabel, para dar um sinal à prima Maria, mãe de Jesus, avisando-a que o bebê havia nascido, ergueu um mastro e acendeu uma fogueira para que pudesse ser vista à distância no deserto. 
Maria, em sua primeira visita ao bebê, levou uma capelinha, um feixe de palha seca, e folhas de manjericão perfumadas.  Por isso o mastro, a fogueira, balões e fogos, simbolizam a tradicional Festa Junina.
São João recebeu o nome de Batista devido à prática da purificação por meio da imersão na água, o  batismo. Ele, inclusive, batizou o primo, nas águas do Rio Jordão.
João era um pregador e falava de amor e do reino de Deus. Com seus discursos atacava também o domínio dos romanos, na época um Império, e ainda expunha a vida íntima bastante conturbada do Rei Herodes. As palavras, obviamente, desagradavam os poderosos. Acabou preso em uma fortaleza por 10 meses e, depois,  decapitado pelo rei,  atendendo aos caprichosos pedidos de Salomé, a filha da rainha Herodíades.
Um fato curioso é o nome de São João Batista ser citado nas três principais religiões: O Judaísmo, o Cristianismo e o Islamismo. 
Para celebrar este dia tão feliz, nada como comemorar a Festa Junina com quadrilha, fogueira, quentão e pipoca, entre outras guloseimas, animados por algumas cantigas populares em nome do santo. Mas nada de balão, pois, sabemos, eles são extremamente perigosos para o meio-ambiente!
Capelinha de Melão
Autor: João de Barros e Adalberto Ribeiro
Capelinha de melão, é de São João.
É de cravo, é de rosa, é de manjericão.
São João está dormindo, não me ouve não.
Acordai, acordai, acordai João.
Atirei rosas pelo caminho, a ventania veio e levou.
Tu me fizeste com seus espinhos uma coroa de flor.
Pedro, Antônio e João
Autor: Benedito Lacerda e Oswaldo Santiago
Com a filha de João, Antônio ia se casar,
Mas Pedro fugiu com a noiva, na hora de ir pro altar.
A fogueira está queimando, o balão está subindo,
Antônio estava chorando, e Pedro estava fugindo.
E no fim dessa história, ao apagar-se a fogueira,
João consolava Antônio, que caiu na bebedeira.
Cai, cai, balão
Cai, cai, balão… Cai, cai, balão.
Aqui na minha mão. 
Não vou lá, não vou lá, não vou lá.
Tenho medo de apanhar. 
Balãozinho
Venha cá, meu balãozinho, diga aonde você vai.
Vou subindo, vou pra longe, vou pra casa dos meus pais.
Ah, ah, ah, mas que bobagem.
Nunca vi balão ter pai.
Fique quieto neste canto, e daí você não sai.
Toda mata pego fogo, passarinhos vão morrer.
Se cair em nossas matas, o que pode acontecer.
Já estou arrependido, quanto mal faz um balão.
Ficarei bem quietinho, amarrado num cordão.
Sonho de papel
Autor: Carlos Braga e Alberto Ribeiro
O balão vai subindo, vem caindo a garoa.
O céu é tão lindo e a noite é tão boa. 
São João, São João! Acende a fogueira no meu coração.
Sonho de papel a girar na escuridão
soltei em seu louvor no sonho multicor.
Oh! Meu São João.
Meu balão azul foi subindo devagar
O vento que soprou meu sonho carregou.
Nem vai mais voltar. 
Pula a fogueira
Autor: João B. Filho
Pula a fogueira Iaiá, pula a fogueira Ioiô.
Cuidado para não se queimar, olha que a fogueira já queimou o meu amor.
Nesta noite de festança, todos caem na dança alegrando o coração.
Foguetes, cantos e troca na cidade e na roça em louvor a São João.
Nesta noite de folguedo, todos brincam sem medo, a soltar seu pistolão.
Morena flor do sertão quer saber se tu és dona do meu coração
Olha pro céu, meu amor
Autores: José Fernandes e Luiz Gonzaga
Olha pro céu meu amor
Veja como ele está lindo
Olha praquele balão multicor
Que lá no céu vai sumindo
Foi numa noite
Igual a esta 
Que tu me deste
O teu coração
O céu estava
Todinho em festa
Pois era noite de São João
Havia balões no ar
Xote e baião no salão
E no terreiro o seu olhar
Que incendiou meu coração.

Leia Mais: http://www.gazetadebeirute.com/2013/06/24-de-junho-dia-de-sao-joao-batista-o.html#ixzz35Z2uA0Fp

 

Um momento de idílio, por um filho de Olhos d’Água

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No programa com Wilson Dias levado ao ar em fevereiro Rolando Boldrin contou causos e divertiu a plateia com sua irreverência

Ah, o Brasil, historicamente conhecido por tantas mazelas. Ah, mas por este imenso território de tortezas e torpezas afora, também há sutilezas, manifestações e pessoas muito ricas, cujos seus talentos e simplicidade ainda nos permitem saborear algum idílio. E um momento de rara poesia e de comunhão curtiu quem sintonizou Sr. Brasil e conferiu a apresentação do violeiro Wilson Dias no programa de Rolando Boldrin. Para começar muito bem a conversa e a cantoria, Boldrin declamou em um púlpito da Catedral da Sé (colocado no ar por meio de uma imagem recuperada dos arquivos da TV Cultura) poema em homenagem aos 460 anos da cidade de São Paulo. Wilson Dias é nativo de Olhos d’Água, cidade mineira que já chamou-se Miradouro e Mãe d’Água, cantor e compositor que tive a honra de conhecer e encheu meus olhos de água cantando “Deus é violeiro”. A obra prima é dele e do amigo, mestre, jornalista, poeta e fotógrafo João Evangelista Rodrigues.

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O mineiro de Olhos D’Água apresentou músicas em parceria com Evangelista Rodrigues e homenageou Cesaria Évora, cantora do Mindelo, em Cabo Verde

E não foi só! Afora os causos, aqueles temperos que o Boldrin e os convidados sempre acrescentam para deixar o Sr.Brasil ainda mais maneiro, com aquele gostinho de que precisamos urgentemente voltar a nos dedicar ao que é simples, ao que é mais humano (uma vida na roça, eu diria, em pegada carpe diem, não de correria e de sufoco no trânsito, empacado no túnel sob a Faria Lima; e a volta ao prosaico antes que a corredeira, o abismo água abaixo da vida surja à proa!), Wilson Dias ainda cantou “Anjo Negro”, dele e de Miguel Canguçu, e “Canção do Além Mar”. A letra desta é dele e de Evangelista Rodrigues, grata homenagem à cabo-verdiana Cesaria Evora (Mindelo, 27 de agosto de 1941 — Mindelo, 17 de dezembro de 2011). As três músicas integram “Lume”, mais recente disco de Wilson Dias, o sexto da carreira.

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Rolando Boldrin apresenta “Lume”, sexto disco da carreira do violeiro autor da canção “Deus é Violeiro”, com letra de Evangelista

O programa foi ai ar em 23 de fevereiro. Com Wilson Dias tocaram Augusto Cordeiro (violão), Gladson Braga (percussão) e Rodrigo Salvador (rabeca e bandolim). Para os que não tiveram a oportunidade de assistir e ouvir, basta clicar nos linques abaixo!

http://tvcultura.cmais.com.br/srbrasil/videos/deus-e-violeiro-por-wilson-dias-e-joao-evangelista-rodrigues-sr-brasil-23-02-14

http://tvcultura.cmais.com.br/srbrasil/videos/anjo-negro-por-wilson-dias-e-miguel-cangussu-sr-brasil-23-02-14

http://tvcultura.cmais.com.br/srbrasil/videos/cancao-de-alem-mar-por-wilson-dias-e-joao-evangelista-rodrigues-sr-brasil-23-02-14

Tita Parra participa de concertos para gravar “Violeta Terna e Eterna”

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Tira Parra, neta da chilena Violeta Parra, um dos ícones da cultura latino-americana, subirá ao palco da Casa de Francisca nos dias 27 e 28 de junho. Em suas duas apresentações, Tita estará acompanhada dos músicos Carlinhos Antunes (cordas do mundo e voz), Sarah Abreu (voz e pesquisa), Danilo Penteado (piano, acordeom, cavaco e voz), Rui Barossi (baixo acústico e voz), Maria Beraldo Bastos (clarinete e voz), Beto Angerosa (percussão e voz) e Gabriel Vieira (violino), a partir das 22 horas. Os concertos fazem parte do projeto do sexteto que busca por meio de financiamento coletivo utilizando-se da plataforma Catarse gravar o álbum “Violeta Terna e Eterna”.

http://www.youtube.com/watch?v=6b9zAWR5rmc

 

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Os concertos com Tita Parra são parte do projeto de gravação de um álbum em homenagem à avó Violeta (foto acima)
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Sarah Abreu e Carlinhos Antunes estão à frente de “Violeta Terna e Eterna”, abraçado pela Catarse