Álbum de estreia do “Vozes Bugras” está disponível em várias lojas

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O grupo Vozes Bugras surgiu em 2002 e já possui dois discos gravados, “Folia”, e “Vozes Bugras” (Foto: Ulisses Matandos)

Amigos: o grupo Vozes Bugras, formado por sete belas aves cantadeiras, lançou recentemente o álbum “Folia”, com show no teatro do antigo Cine Olido. Este é o segundo trabalho das meninas que estão juntas desde 2002 e têm como norte de pesquisas dos repertórios a valorização de canções, contos, ritos, mitos e lendas que remetem à identidade mestiça brasileira. É uma delicada tarefa, por meio da qual  se busca renovar a cada apresentação o sentido de rituais ancestrais, celebrando a riqueza e a diversidade de nossas raízes culturais, e promover a reflexão sobre o sagrado e o feminino no nosso legado cultural.

capa do cd
Cada do primeiro CD

“Folia” antecede o abre-alas “Vozes Bugras”, que ao ser gravado contou com participação especial de alguns instrumentistas, a percussão do Barbatuques, a craviola de Stenio Mendes e a voz de Marcelo Pretto. Sobre ele, um aviso: elas não dispõem mais de cópias para venda direta, mas o disco pode ser encontrado em várias lojas espalhadas pelo Brasil. Aqui em Sampa um endereço certo é o da Livraria da Vila da Fradique Coutinho, na Vila Madalena, e o da Cultura do Shopping Villa Lobos. Clique agora Vozes Bugras”, abra o linque com os endereços de todos os locais onde o álbum poderá ser localizado e entre as cantigas e canções ouça, por exemplo, a bela lenda da curumim tupi-guarani Mani, cujo pai despreza e acaba tornando-se alimento para a tribo, um dos mais belos mitos de nossa cultura.

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Ricardo Vignini e Zé Helder voltam a Osasco e anunciam “Moda de Rock 2”

Na noite de ontem, 26 de junho, o Barulho d’Água acompanhou a segunda apresentação dos músicos e professores de viola caipira Ricardo Vignini e Zé Helder, que voltaram ao Deck da Cafeteria, espaço para pequenas apresentações do SESC Osasco, mais uma vez para mostrar ao público as músicas do “Moda de Rock-Viola Extrema”. Para quem ainda não conhece este trabalho, uma breve descrição: a dupla toca sucessos de bandas e de expoentes do rock mundial, adaptadas para as dez cordas do instrumento que talvez melhor represente o Brasil, embora a viola tenha raízes ibéricas.

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O repertório do álbum, gravado em 2011, é de tirar o chapéu. Rola Led Zeppelin (Kashmir), Pink Floyd (In the Flash), Iron Maiden (Aces High), Mettallica (Master of Pupets), Sepultura (Kaiowas), Jethro Tull (Aqualung), Norwegian Wood (The Beatles), e Jimi Hendrix (May this be love) entre outros. Além destes clássicos, Ricardo Vignini e Zé Helder ainda brindam a plateia com Ramones, The Rolling Stones, Matuto Moderno e até a Quinta Sinfonia de Ludwig van Beethoven e pagodes de Tião Carreiro, Índio Cachoeira e Gedeão da Viola. No retorno ao SESC após três semanas para mais uma edição do projeto “Caldos com Sons Brasileiros”, eles informaram que o segundo volume de “Moda de Rock – Viola Extrema” já é projeto jurado e sacramentado e chegará em breve, com direito, inclusive, a faixas como “Why Worry”, do famoso álbum “Brothers in Arms”, do Dire Straits, quase uma cantiga de ninar que Sir Mark Knopfler toca utilizando um violão metálico National.

O primeiro “Moda de Rock-Viola Extrema”, possui ainda uma versão em DVD e outra gravada ao vivo no Teatro do SESC Pinheiros, em junho de 2011. Naquela ocasião, Vignini e Zé Helder contaram no palco com uma participação ilustre, o guitarrista Pepeu Gomes. O bom soteropolitano que encanta várias gerações mostrou toda sua arte e manhas em “Bilhete para Didi” (Jorginho Gomes), “May this be love”, do Hendrix, e ainda “Preta Pretinha”, de Moraes Moreira e Luiz Galvão. MK_guitars_nationalreissue

As apresentações de Ricardo Vignini e Zé Helder, que integram ainda a banda Matuto Moderno, merecem adjetivos maiores que a reducionista expressão “show”. Classificá-los como concertos a quatro mãos, talvez, faça mais jus ao que os caras tiram e como tiram das violas, explorando todas as possibilidades melódicas dos cinco pares de arames metodicamente afinados e bem entrosados. Neste sentido, são produções que merecem ser curtidas em total estado de concentração, pois são capazes, inclusive, de nos fazer transcender o ordinário. Sobre esta observação, por sinal, cabe nestas mal traçadas linhas um puxão de orelhas na direção do SESC de Osasco, que na noite de ontem por um triz quase melou o clima de contemplação programando simultaneamente ao “Caldos com Sabor Brasileiro” mais uma sessão do “Cine Chaparral”. Os diálogos da crônica “Boleiros”, uma joia de película do Ugo Georgetti que estava sendo exibido ao ar livre, a poucos metros do Deck da Cafeteria, em vários momentos sobrepuseram-se às violas, cortando a onda e atrapalhando a relação. O pior é que não é a primeira vez que isto ocorre…

Beethoven
Beethoven e Dire Straits, do sir Mark Knopfler (acima, à esq.), vão pintar no Moda de Rock 2, de Vignini (dir.) e Zé Helder (Fotos da dupla: Marcelino Lima)
Foto de Marcelino Lima
Ricardo Vignini e Zé Helder entre admiradores do “Moda de Rock”: com ambos as novas gerações aprendem a tocar rock na viola caipira, mas primeiro conhecem os pagodes de Tião Carreiro, Índio Cachoeira e Gedeão da Viola