Subtotal grava com Edvaldo Santana álbum ao vivo

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O acervo do Barulho d’Água acaba de ser enriquecido com o álbum M.úsica P.ropositalmente B.izarra, enviado pelos manos Drausio e Douglas Silva, de Oz, nome pelo qual popularmente é conhecida Osasco, cidade da Grande São Paulo onde já comi muita grama, mas que tem talentos brotando em todas as áreas desde bem antes da chegada do trem trazido por Antonio Agu. Entre estes poetas, compositores e músicos oriundi estão os irmãos do Grupo Subtotal, que nos enviaram um exemplar do álbum e do DVD simultaneamente gravados ao vivo em agosto de 2012, no SESC Belenzinho. O trabalho é biscoito fino, com duas letras assinadas pelo Drausião em poemas com o saltimbanco Paulo Netho, parceiro do também músico Salatiel Silva no projeto “Balaio de Dois”.

Para tornar o trabalho ainda mais instigante, o Subtotal convidou Edvaldo Santana, camarada lá de São Miguel Paulista cuja obra retrata o cotidiano das periferias em sambas, baladas, rock, folk, blues e que neste blog vai sempre navegar na janelinha da canoa. Santana canta “Raios do Oriente Médio” e, depois, no encerramento, volta com “Quem é que não quer ser feliz”.

Tá dado o recado Douglas, Dráuzio, Gilberto Campos, Jurah di Anin, Marco Soledade (Pepito). Agora é degustar umas empadas e umas brejas lá no Sr. Glutton por conta do Sala e do Paulo Netho…

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Capa do primeiro álbum do Subtotal, gravado ao vivo, no SESC Pinheiros em agosto de 2012, com participação de Edvaldo Santana e letras do poeta Paulo Netho

 

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Festa junina do Pinheiros recebe Wilson Teixeira

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Teixeira é autor de “Almanaque Rural” e um dos melhores violeiros da atualidade (Foto de Nalu Fernandes)

 

Um dos shows da festa junina deste ano do Esporte Clube Pinheiros deste domingo, 29 de junho, Dia de São Pedro, terá como atração o cantor e compositor Wilson Teixeira. O autor de “Almanaque Rural” desembarca de Americana (SP), onde tocou ontem com os irmãos Vinícius e Walter Bini para ocupar o palco a partir das 15h30. Geraldo Azevedo cantará em seguida a Teixeira, dono de promissora carreira que além do trabalho solo inclui, ainda, participação no projeto 4 Cantos e tributos a Tonico e Tinoco e a Cascatinha e Inhana, este em parceria com Sarah Abreu.

Além de comidas e brincadeiras típicas, há atrações musicais no arraial do Pinheiros, um dos maiores da cidade. O ingresso é vendido apenas aos associados e convidados.

Hoje é dia de louvar o pescador que virou o porteiro do Paraíso

Hoje, 29, é dia de louvor a mais um dos santos motivadores das festas caipiras do mês de junho. O reverenciado, desta vez, é São Pedro, um cara que em vida teria sido turrão, mas por cuja simplicidade, bondade e força Jesus se encantou a ponto de enxergar no pescador de Cafarnaum qualidades para ser a viga mestra de apoio à doutrina que pregava e o líder dos seus apóstolos. Assim, tornou-se o primeiro discípulo do carpinteiro nascido em Nazaré, e, de acordo com a fé popular, santo cujas barbas todos nós, fatalmente, iremos ver no dia em que tivermos de prestar contas de nossos atos terrenos. Ele possui a chave do reino do Céu e só abre o portão de entrada para o Paraíso a quem no balanço não apresentar a mesma sorte da maioria daqueles que mantém uma conta bancária.

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O pescador de Cafarnaum, que chamava-se Simão ao ser convocado por Jesus, tem na mão esquerda a chave do Paraíso e a atribuição de controlar as chuvas

São Pedro ainda seria o chefe da ACC (Agência Celeste de Chuvas), o controlador lá em cima das torneiras, mangueiras e chuveiros que despencam água cá em baixo, às vezes em volume tão intenso que, dependendo de onde se vive, a consequência é uma desgraceira só! Esta função, por sinal tem trazido muita dor de cabeça e rendido nos últimos meses injustas cobranças à sentinela cuja espada decepou uma das orelhas de um centurião romano encarregado de levar Jesus ao suplício. Pois é: Pedro virou Cristo de políticos que cochilaram durante a vigília, e, por falta de planejamento, não promoveram obras capazes de poupar a maior região metropolitana do país de uma seca que ainda pode vir a ser dos infernos! Nesta porção de São Paulo ameaçada de racionamento de água situa-se, por sinal, Carapicuíba, uma das cidades brasileiras que cultuam São Pedro como Padroeiro.