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Filarmônica de Violas de Campinas e Renato Braz no MCB

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A Filarmônica de Violas apresentou-se com 21 integrantes no MCB (Fotos de Marcelino Lima)

O Museu da Casa Brasileira, situado no bairro paulistano de Itaim Bibi, realiza atrações especiais durante os meses de junho e julho. Entre os destaques da programação deste mês constavam apresentações que integram o projeto “Viola em Casa Brasileira”, que trouxe ao público shows com entrada gratuita de alguns dos principais representantes do gênero do país. O projeto conta com apoio do Ministério da Cultura.

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Renato Braz canta “Índia” durante a participação com os violeiros

 

Para encerrar a série, na quinta-feira 10 de julho, a atração veio de Campinas: Orquestra Filarmônica de Violas, fundada em 2001 por Ivan Vilela, uma das mais aclamadas e admiradas deste estilo. Atualmente regida por João Paulo Amaral, a Orquestra Filarmônica veio à Capital com 21 integrantes, entre os quais Diná Mendes, a única mulher. E recebeu como convidado de honra o cantor Renato Braz, já com lugar assegurado no firmamento da MPB, mas de raízes interioranas, pois é natural de Penápolis e, ainda garoto, vivia em contato com a música e a viola caipiras.
Renato Braz tem marcante presença no álbum “Orquestra Filarmônica de Viola II” (2010), com “Correnteza”. Este sucesso de Tom Jobim e Luiz Bonfá foi uma das músicas que ele cantou acompanhado dos violeiros. A apresentação dele começara com “Índia”, no disco gravado por Tetê Espíndola. Depois, em dueto com Messias da Viola, Braz relembrou “Estrada da Vida”, de José Rico, o parceiro de Milionário. Outro clássico do cancioneiro caipira Renato Braz interpretou com o Senhor Osório: “Cabocla Tereza”, de João Pacífico.

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O cantor de “Correnteza”, presente no álbum da Orquestra, tem raízes em Penápolis

 

“Romaria”, o mais bonito dos sucessos do xará Renato Teixeira, também constava do repertório que Renato Braz mostrou no MCB. Chamado de volta ao palco ao final da apresentação, o penapolense cantou outra obra prima que integra o disco da Orquestra, “Chico Mineiro”, de Tonico e Francisco Ribeiro. Ao lado dele, Senhor Osório e Amaral.

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Renato Braz e Messias da Viola cantaram a música “Estrada da Vida”, de José Rico

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João Paulo Amaral

A presença de Renato Braz tornou ainda mais especial o encontro da Filarmônica de Violas com a plateia paulistana. O passeio por algumas composições nacionais consagradas incluiu logo de saída “Vaca Estrela e Boi Fubá”, de Patativa do Assaré. Com arranjos inusitados e por vezes ousados, os músicos exploravam as várias possibilidades das violas, aproveitando desde a capacidade percussiva do seu tampo até a semelhança de suas mais diversas sonoridades com instrumentos como cello e violino, permitindo em vários momentos que o popular soasse como erudito.
Este fantástico recurso tornou ainda mais preciosa “Você vai gostar”, joia de Elpídio dos Santos que a cultura popular cultua como “Casinha Branca”.

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Senhor Osório, um dos integrantes e mais carismáticos do grupo de violeiros que encantou a plateia, tratado carinhosamente por “Tião Carreiro”

O pagode “A coisa tá feia”, de Tião Carreiro e Lourival dos Santos, com arranjo de Amaral, foi outro momento de gala do espetáculo. Até a sempre instigante obra de Hermeto Paschoal rendeu uma releitura para as cordas caipiras, desafio que o baiano campineiro Almir Cortês tirou de letra. “São Jorge”, versão capiau com sabor bolo de milho desta alquimia do bruxo, também integra o álbum de 2010, bem como “Primavera Pantaneira”, de Messias da Viola e Vinícius Alves. Ambas constavam no programa da Orquestra Filarmônica para encerrar o projeto “Viola em Casa Brasileira”.

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Almir Cortês fez vários arranjos especiais para a Filarmônica de Violas gravar no segundo álbum

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Autor: barulhomarcel

Jornalista nascido em Bela Vista do Paraíso (PR). Corintiano por herança do pai, Geraldo Caetano de Lima. Do velho também puxou a paixão por modas de viola, música de raiz e caipira, que era chamada de "sertaneja" antes da mídia comercial se apropriar, indevidamente, do nome. Quando criança ouvia aos pés da cama dele, vindas de um rádio à pilha que chiava muito, clássicos destes gêneros que marcaram para sempre a sua vida. Eu e Andreia Beillo não temos nada em comum. Para começo de conversa, ela torce pelo Palmeiras. Mas resolvemos juntos botar o pé na estrada e acreditar nas bençãos de São Gonçalo do Amarante e tentar encontrar na atividade de blogueiros dedicados à música de qualidade algo que nos una e ajude muita gente boa espalhada por todo este país, e lá fora, também, a ter seus méritos reconhecidos, resgatando e preservando valores de nossa cultura popular.

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