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Rodrigo Zanc e banda levam “Fruto da Lida” e clássicos de raiz ao SESC Campinas

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Rodrigo Zanc (viola, de branco), Ricieri Nascimento (baixo), Bruno Bernini (bateria), Thadeu Romano (sanfona) e Rodrigo Zanin (violão) encantaram o público de Campinas (Foto: Nalu Fernandes)

O cantor e compositor Rodrigo Zanc fez mais uma apresentação no SESC baseada em músicas dos seus dois álbuns, “Pendenga” (2006) e “Fruto da Lida” (2013), desta vez para o público que frequenta a unidade Campinas da entidade. Admiradores e amigos de outras cidades também acompanharam o show realizado no domingo, 27 de julho. Zanc tinha ao seu lado, no palco, o filho Rodrigo Zanin (violão), Ricieri Nascimento (baixo), Bruno Bernini (bateria) e Thadeu Romano (sanfona). Da primeira à última canção que compunha o repertório, ele demonstrou a mesma simpatia e alegria que o caracterizam, e, em vários momentos, interagiu  com o público, ora contando detalhes sobre composições que assina com parceiros como Isaías Andrade, Carlin de Almeida e Fernando Mori,  ora convidando os presentes a responder sobre questões relativas a sucessos do nosso cancioneiro de raiz e regional que também interpretou, como “Frete”“Romaria”, de Renato Teixeira; “Bandeira do Divino”, de Ivan Lins e Vitor Martins;  “Quem saberia perder”, de Sá e Guarabyra, tema que fez parte da trilha da novela “Pantanal”, e “Chico Mineiro”, de Tonico e Francisco Ribeiro.

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Zanc cantou mais uma vez com muita emoção e apresentou a alegria que marca sua carreira (Foto: Nalu Fernandes)

Uma destas marcantes músicas Rodrigo Zanc cantou com especial carinho, propondo ao final que o público dissesse o nome do autor. “Os novos compositores precisam ter a preocupação de compor músicas como esta, que deixam legados e atravessam gerações”, comentou o violeiro de Araraquara ao se referir a um dos mais consagrados trabalhos presentes no cancioneiro do país  desde 1918, quando um ilustre morador de Botucatu teve a inspiração para escrever o que Zanc chama de “hino do caipira”.  E, de fato, a “Tristeza do Jeca” vem se perpetuando, sempre sendo lembrada por grandes intérpretes e duplas como Paulo Freire, Sérgio Reis, Inezita Barroso e Pena Branca e Xavantinho. O tema também virou filme, dirigido por Mazzaroppi, em 1960.    

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“Alma Lavada”, música que Cláudio Lacerda interpreta e Zanc cantou pela primeira vez em seus shows (Foto: Marcelino Lima)

Rodrigo Zanc além da carreira solo ainda leva para a estrada um tributo a Pena Branca e Xavantinho , ao lado de Cláudio Lacerda, e o projeto “4 Cantos”, que forma também com Lacerda, Wilson Teixeira e Luiz Salgado. Ao montar o repertório para o SESC Campinas, pela primeira vez, ele incluiu “Alma Lavada” , que faz parte do disco de mesmo nome do parceiro Cláudio Lacerda, gravado pelo paulistano em 2003, de autoria dos trovadores urbanos Juca Novaes, Eduardo Santhana e Rafael Altério.  Já nos ensaios em São Carlos, Rodrigo se emocionava quando ao lado da banda a cantava “Vai meu coração de tropeiro/ Vai partindo a cada alvorada/ Vai que o destino traçou nosso roteiro/
E a longa estrada é nossa morada…”

Clique neste linque e veja vídeo de Lu Fernandes da música “Alma Lavada”:

https://www.facebook.com/photo.php?v=837041346308931&set=vb.100000092192320&type=2&theater

    

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Autor: barulhomarcel

Jornalista nascido em Bela Vista do Paraíso (PR). Corintiano por herança do pai, Geraldo Caetano de Lima. Do velho também puxou a paixão por modas de viola, música de raiz e caipira, que era chamada de "sertaneja" antes da mídia comercial se apropriar, indevidamente, do nome. Quando criança ouvia aos pés da cama dele, vindas de um rádio à pilha que chiava muito, clássicos destes gêneros que marcaram para sempre a sua vida. Eu e Andreia Beillo não temos nada em comum. Para começo de conversa, ela torce pelo Palmeiras. Mas resolvemos juntos botar o pé na estrada e acreditar nas bençãos de São Gonçalo do Amarante e tentar encontrar na atividade de blogueiros dedicados à música de qualidade algo que nos una e ajude muita gente boa espalhada por todo este país, e lá fora, também, a ter seus méritos reconhecidos, resgatando e preservando valores de nossa cultura popular.

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