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Déa Trancoso recebe amigos e promove oficinas na Casa do Núcleo, em São Paulo

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Déa Trancoso, de Almanara (MG) traz em sua obra as raízes presentes na cultura dos povos do Norte do Estado, de quem herdou tanto a energia e a capacidade criativa, quanto os valores espirituais (Foto: Marcelino Lima)

A Casa do Núcleo, espaço situado no bairro paulistano do Alto de Pinheiros, receberá a cantora Déa Trancoso para apresentações nas quais dividirá o palco com amigos e oficinas, entre a sexta-feira, 26, e o domingo, 28. Déa cantará ao lado de Consuelo de Paula, que recentemente lançou o álbum “O Tempo e o Branco”, em sua primeira noite do “Especial Déa Trancoso”, e, no dia seguinte, terá as companhias de Ivan Vilela, João Arruda, Ari Colares, Swami Júnior, Letícia Bertelli, Gisella Gonçalves e Renata Gelamo, em ambas a ocasião a partir das 21 horas. A mineira de Almanara também coordenará duas oficinas, intituladas “Corpo e Voz”, no sábado e no domingo, a partir das 10h30, e será curadora da mostra de imagens “Estórias de Luz” exposição fotográfica de Marcelo Oliveira que começará às 21 horas do dia 26, com previsão para ser encerrada apenas no domingo, 28.

Déa Trancoso está celebrando 50 anos de vida e 25 de carreira. Em sua passagem pela Casa do Núcleo ela mostrará um recorte da sua trajetória, com canções e poemas inéditos. Em julho, ela esteve no SESC Vila Mariana e ao lado de Carlinhos Ferreira brindou a plateia com “Concerto nu para voz e percussão”, turnê que ambos iniciaram em março por Diamantina (MG), e depois de passar por outras cidades próximas, chegou a São Paulo justamente para comemorar meio século de primaveras de ambos.

O repertório de Déa está reunido em quatro álbuns (todos esgotados!) que são a base para suas cantorias, mas ela também interpreta canções de nomes consagrados da música brasileira como João Bá e Dércio Marques. O que a caracteriza, além da voz singular, é a energia que costuma desprender oriunda de sua formação de uma autêntica filha de Minas Gerais, universo abençoado e sagrado e fonte inesgotável de talentos.

Déa é ungida tanto por orixás, quanto por santos. Em seu ofício, recolhe desde canções de lavadeiras entoadas às margens de rios e afluentes do norte das Alterosas, como o São Francisco, até cantigas de domínio público, chegando à sofisticação de gravar cocos, lundus e batuques com a produção e a parceria de Paulo Belinatti (“Flor do Jequi”) e com Chico Lobo canções que retratam a cultura caipira em “O Violeiro e a Cantora”.

Em sua discografia, que inclui ainda “Tum, Tum, TumeSerendipity”, ouve-se de banjo e acordeom a rabeca e cítara, tocados com muita suavidade, mas não faltam batuques e outros instrumentos de percussão cujas batidas ritmadas recordam nossos traços indígenas e afros; em sua obra encontra-se, enfim, o olor, a pulsação, a alma, as diversas formas de espiritualidade brasileiras, revela o retrato do povo sertanejo que apesar de sofrer tantas mazelas sabe e tem a mania de ser feliz e de se alegrar por encontrar pelo caminho uma simples flor ou rés desgarrada; são alento e uma forma de comunhão entre o chão e a paixão, uma celebração ao amor, aos seres vivos e à vida — que deveria ser ávida, não no sentido de mesquinha ou de demasiada sonhadora ou avara, mas de ampla e continua busca e tomadas de atitudes pela realização e pela completude.

Durante a oficina “Corpo e Voz”, Déa comentou que procura trabalhar a “lembrança de si mesmo” por meio de exercícios de consciência do corpo e da voz, a partir de sonoridades, movimentos, recolhimentos, jogos e brincadeiras que fazem parte de escolas espirituais do oriente e do ocidente. A curadoria das apresentações e das oficinas na Casa do Núcleo serão de Geórgia Gugliotta e Lúcia Oliveira.

Exposição fotográfica

Estórias de Luz – exposição fotográfica
fotografia: Marcelo Oliveira
Curadoria: Déa Trancoso
26, 27 e 28 de setembro | sexta, sábado e domingo
a partir de 21h do dia 26

 

 Coletivo Roda Gigante

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O Coletivo é formado por Felipe Siles (piano), Renato Pereira (violino), Maurício Pazz (bandolim), Lucas Silva (percussão), Alysson Bruno (percussão), Ricardo Perito (cavaco) e Rafael Galante.

Além de Déa Trancoso, no domingo, 28/09, a partir das 20 horas, o grupo Coletivo Roda Gigante vai fazer a habitual apresentação de todo último domingo de cada mês na Casa do Núcleo trazendo no repertório um panorama da diversidade das tradições musicais brasileiras, por meio da linguagem do choro, afoxé, samba, baião, ijexá e outros ritmos. O grupo é conhecido pelo alto astral, boa energia e inspiração. O Coletivo é formado por Felipe Siles (piano), Renato Pereira (violino), Maurício Pazz (bandolim), Lucas Silva (percussão), Alysson Bruno (percussão), Ricardo Perito (cavaco) e Rafael Galante.

A Casa do Núcleo fica na rua Padre Cerda, 25, Alto de Pinheiros, São Paulo. Para mais informações há o telefone  3815-9714.

Especial Déa Trancoso

Oficina Corpo e Voz:  27 e 28 de setembro | sábado e domingo, 10h30h | R$152

Apresentações
Déa Trancoso e Consuelo de Paula:  26 de setembro | sexta-feira, 21h | R$26

Déa Trancoso, Ivan Vilela, João Arruda, Ari Colares, Swami Júnior, Letícia Bertelli, Gisella Gonçalves e Renata : 27 de setembro | sábado, 21h | R$26

Pacote completo (oficina + apresentações) | R$170
Pacote para as 2 apresentações | R$44

 

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Autor: barulhomarcel

Jornalista nascido em Bela Vista do Paraíso (PR). Corintiano por herança do pai, Geraldo Caetano de Lima. Do velho também puxou a paixão por modas de viola, música de raiz e caipira, que era chamada de "sertaneja" antes da mídia comercial se apropriar, indevidamente, do nome. Quando criança ouvia aos pés da cama dele, vindas de um rádio à pilha que chiava muito, clássicos destes gêneros que marcaram para sempre a sua vida. Eu e Andreia Beillo não temos nada em comum. Para começo de conversa, ela torce pelo Palmeiras. Mas resolvemos juntos botar o pé na estrada e acreditar nas bençãos de São Gonçalo do Amarante e tentar encontrar na atividade de blogueiros dedicados à música de qualidade algo que nos una e ajude muita gente boa espalhada por todo este país, e lá fora, também, a ter seus méritos reconhecidos, resgatando e preservando valores de nossa cultura popular.

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