Barulho d'Água Música

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Carro tem sim, sua utilidade, mas todo dia é dia de bicicleta…

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Dia Mundial sem Carro em Brasília: proposta nascida na França já pegou em vários países, mas no Brasil a cultura ao automóvel ainda gera atitudes arrogantes e é um dos pilares da produção industrial (Foto: Edilson Rodrigues/ Agência Senado)

 

Hoje,  22 de setembro, mais uma Primavera está começando no Hemisfério Sul, no qual se encontra nosso estimado Brasil.

Coincidentemente, em São Paulo, e em outros estados, ocorreu o Dia mundial sem carros”, movimento que teve inicio na França em 1997 e rapidamente ganhou adesão em vários lugares do planeta. 

O Barulho d’água Música, claro, apoia iniciativas como estas. Em cidades paulistanas como a própria Capital, e em Osasco, entre outras, registramos que prefeitos deixaram os automóveis na garagem ou no pátio oficial e saíram para despachar de bicicletas.

Mas não acreditamos muito nestas atitudes, não, acreditamos que são muito mais encenações, em que pese, por exemplo, o paulistano Fernando Haddad, recentemente, ter implantado várias ciclofaixas em bairros da zona Oeste.

Infelizmente, porém, em locais limítrofes aos dois municípios, como o tradicional Jaguaré, não é novidade ver automóveis estacionados sobre elas, muitas vezes debaixo das placas que informam que naquele local passou a ser proibido estacionar. E ainda se ouve gente que questiona, vocifera, pragueja contra a medida, bate no peito e afirma, valente, que vai manter o carro sobre a ciclofaixa e soltando bravatas como “quero ver quem vai me impedir”. E, de fato, ninguém impede. O veículo fica lá, não pinta nenhum policial ou agente fiscalizatório para multar e, neste caso, sem discussão, guinchar o supremo carro.

É por atitudes como estas que não levamos muito a sério esta decisão de em pleno dia 22 posar para fotos conduzindo bicicletas, em se tratando de políticos. Há até um exemplo de um  vereador que, tendo sido autor do projeto de lei que aprovado pela Câmara  implantou em Barueri, vizinha a Osasco, o respeito ao Dia Mundial sem Carros por lá, faz alguns anos, com a lei já em vigor, foi flagrado trafegando em seu veículo oficial, ato que procurou justificar afirmando “preciso visitar as bases no exercício do meu mandato, todos os dias, e elas nem sempre ficam em bairros próximos do Centro”.

Dia Mundial sem Carros é sim, uma sacada legal. As ruas estão cada vez mais entupidas, o estresse dos engarrafamentos são provocadores de acidentes e de doenças, mas a indústria automobilística segue comemorando recordes atrás de recordes de produção e vendas mensais. O governo incentiva mais a cultura do automóvel para alardear que o pobre passou a ter acesso a um bem de consumo durável cobiçado do que medidas educativas e redutivas em relação à preferência por este meio de transporte, então, parece que não tem jeito .

Não se trata de condenar o carro, que, claro, tem sua utilidade prática no dia a dia.

O que é preciso é incentivar a carona solidária, investir com seriedade em mais transporte sobre trilhos e fluvial, sem partir para a prática do enriquecimento ilícito e o discurso para ganhar votos, por exemplo. E enquadrar quem pisa na bola e tenta boicotar ciclovias.

Enquanto as autoridades empurram o problema da mobilidade com a barriga, devemos procurar, sim, fazer a nossa parte. E uma contribuição legal é adotar para ir ao trabalho, ao mercado, ao cinema, ao motel, à missa, à casa da vovó quando não as próprias pernas, justamente … uma bicicleta.

E fica a dica: se pelo caminho de sua ciclofaixa existir um carro, fotografe-o, compartilhe a imagem nas mídias sociais. Quem sabe assim, sendo submetido a um pouco de constrangimento, pessoas que agem apenas pensando em si próprias aprendem a respeitar o que é público e gera bem estar coletivo.

 

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Autor: barulhomarcel

Jornalista nascido em Bela Vista do Paraíso (PR). Corintiano por herança do pai, Geraldo Caetano de Lima. Do velho também puxou a paixão por modas de viola, música de raiz e caipira, que era chamada de "sertaneja" antes da mídia comercial se apropriar, indevidamente, do nome. Quando criança ouvia aos pés da cama dele, vindas de um rádio à pilha que chiava muito, clássicos destes gêneros que marcaram para sempre a sua vida. Eu e Andreia Beillo não temos nada em comum. Para começo de conversa, ela torce pelo Palmeiras. Mas resolvemos juntos botar o pé na estrada e acreditar nas bençãos de São Gonçalo do Amarante e tentar encontrar na atividade de blogueiros dedicados à música de qualidade algo que nos una e ajude muita gente boa espalhada por todo este país, e lá fora, também, a ter seus méritos reconhecidos, resgatando e preservando valores de nossa cultura popular.

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