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Rodrigo Zanc leva a Jaboticabal músicas dos discos “Pendenga” e “Fruto da Lida”, mais clássicos da música brasileira moderna e de raiz

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Rodrigo Zanc transita em sua obra entre a música caipira, com composições próprias ou interpretando clássicos, à sonoridade dos autores mineiros como Ivan Lins, além de Almir Sater e Renato Teixeira (Foto: Marcelino Lima)

Jaboticabal, conhecida como “Cidade das Rosas”, é a próxima cidade na qual o cantor e compositor Rodrigo Zanc vai se apresentar, levando ao público um repertório de excelentes composições próprias  e de vários parceiros, gravadas nos discos “Pendenga” (2006) e “Fruto da Lida” (2013). A cantoria está marcada para começar às 20 horas, com as participações de Rodrigo Zanin (violão) e Ricieri Nascimento (contrabaixo), na sede da Associação Regional de Engenheiros e Arquitetos (AREA), situada na avenida Carlos Berchieri, 300. É necessário reservar mesas pelos telefones 16 3203-1605 ou 16 3202 1214.

Rodrigo Zanc é uma grata revelação artística do Interior paulista. Talentoso o suficiente, tanto como compositor, quanto como cantor e violeiro, reúne excelentes credenciais para ser um nome respeitado e cultuado no cenário estadual e nacional. Recentemente,  foi atração no programa Sr. Brasil, de Rolando Boldrin, que a TV Cultura exibe já há quase dez anos e cobre todo o território nacional como um dos mais aclamados do gênero. Ou seja: quem passa por aquele palco como convidado de Boldrin só chega lá porque tem muitas qualidades, pois o próprio programa em si — no ar há mais de 30 anos, desde que surgiu na Rede Globo, na década dos anos 1980, ainda como “Som Brasil” — é um “filtro”, um revelador de estrelas, e a contribuição dele para a revelação de novos valores ou a devida consagração e valorização de quem já estava na estrada, nestas três décadas, tem sido insofismável.

Rodrigo Zanc é natural de Araraquara, e, atualmente, mora em São Carlos. Por ser violeiro, em um primeiro momento, logo é associado a um cultivador da música caipira, o que sim, é verdade, pois ama e preserva suas raízes. Mas este rótulo além de reducionista não define o conteúdo e a totalidade de sua criativa obra, que é muito mais dedicada à preservação da cultura brasileira como valor maior e encontra na viola seu instrumento de manifestação, sua principal ferramenta de trabalho para revelar que no país há muitos outros ritmos e sonoridades no qual a viola pode pontear, para além dos gêneros caipiras e regionais.

Os dois álbuns, mais a interpretação de clássicos regionais, de raiz e consagrados na MPB, demonstram que Rodrigo Zanc  transita com desenvoltura, maturidade e competência  entre o caipira e o urbano. Sempre atento às tradições e novidades destas duas vertentes, produz  músicas em parcerias com compositores modernos como Isaias de Andrade, Fernando Mori, Wolf Borges, Carlin de Almeida e Cláudio Lacerda, entre outros. Influenciado ainda por nomes como Almir Sater, Renato Teixeira, Ivan Lins, e Sá e Guarabyra e outros expoentes da música mineira, a temática presente na obra de Zanc, desta forma, termina por ser das mais variadas e gostosas de se ouvir e curtir.

 

Quem curte Rodrigo Zanc poderá também se interessar por Fernando Sodré, logo o Barulho d’Água também recomenda o show abaixo, que ocorrerá em Belo Horizonte  (MG)

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Autor: barulhomarcel

Jornalista nascido em Bela Vista do Paraíso (PR). Corintiano por herança do pai, Geraldo Caetano de Lima. Do velho também puxou a paixão por modas de viola, música de raiz e caipira, que era chamada de "sertaneja" antes da mídia comercial se apropriar, indevidamente, do nome. Quando criança ouvia aos pés da cama dele, vindas de um rádio à pilha que chiava muito, clássicos destes gêneros que marcaram para sempre a sua vida. Eu e Andreia Beillo não temos nada em comum. Para começo de conversa, ela torce pelo Palmeiras. Mas resolvemos juntos botar o pé na estrada e acreditar nas bençãos de São Gonçalo do Amarante e tentar encontrar na atividade de blogueiros dedicados à música de qualidade algo que nos una e ajude muita gente boa espalhada por todo este país, e lá fora, também, a ter seus méritos reconhecidos, resgatando e preservando valores de nossa cultura popular.

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