Rodrigo Zanc apresenta-se em Jaboticabal e anuncia novidades para o final do ano que incluem apresentações do 4 Cantos

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Rodrigo Zanc, durante a apresentação em Jaboticabal: carisma e simpatia no trato com os admiradores, seja por meio de um impecável repertório, seja interagindo ao relatar as influências de uma carreira que tem a valorização da cultura popular como meta (Fotos: Marcelino Lima)

Rodrigo Zanc, cantor e compositor de São Carlos, esteve em Jaboticabal na noite de quinta-feira, 25, quando apresentou um repertório formado por músicas dos seus álbuns “Pendenga” (2006) e “Fruto da Lida” (2013), além de vários clássicos regionais e de raiz. Já unanimidade para o público da região onde se encontram as duas cidades, Rodrigo conseguiu atrair lotação máxima ao restaurante Mamma Mia e em torno de amigos de várias gerações, familiares e novos fãs, proporcionou uma agradável e memorável noite. Além de tocar e cantar com a emoção que o caracteriza, ele também interagiu animadamente com a plateia, da qual recebeu por várias vezes calorosos aplausos, mesclando a cantoria com informações sobre as influências que sua obra reflete e por meio da qual desenvolveu a identidade de um cantador liberto de rótulos e tendências, dono de voz marcante e de enorme carisma. Estes atributos somados à responsabilidade e ao profissionalismo com os quais baliza a carreira, levaram-no a se tornar nome de destaque na cena musical independente.

O trabalho de Rodrigo Zanc deixa a cada apresentação mais evidente o desapego do artista com modismos e tendências constantemente impostos pelo mercado. O trato com as composições, as harmonias, os arranjos, a colocação da voz e outros recursos nos remetem a um campo novo belíssimo, porém pouco visitado, e neste ofício ele cada vez mais reafirma seu compromisso de defender, cultuar e promover a autentica cultura popular.

Acompanhado pelo filho Rodrigo Zanin (violão) e pelo compositor e produtor musical Ricieri Nascimento (contrabaixo), por quase uma hora ele relembrou joias do nosso cancioneiro como “Frete”, “Raízes” e “Amora” (Renato Teixeira); “Lua Nova”, “Na subida do balão” e “Rasta bonito” (Almir Sater); “Estrada de Canindé” (Luiz Gonzaga); “Triste Berrante” (Adauto Santos e Solange Maria); “Casinha Branca/Você vai Gostar” (Elpídio dos Santos); “Chico Mineiro” (Tonico e Francisco Ribeiro), “Bandeira do Divino” (Ivan Lins e Vitor Martins); “Quem saberia perder” (Sá e Guarabyra); “Bons amigos” (Nilson Ribeiro, Beto Rivas, João Paulo Reis, Laura Fraia, Mara Rivas) “Tristeza do Jeca” (Angelino de Oliveira), e “Canto Brasileiro” (Cláudio Lacerda e Eduardo Santhana).

“Se ‘Tristeza do Jeca’ é o hino do caipira, ‘Canto Brasileiro’ é um hino dos cantadores e dos demais perfis humanos que compõem a alma do nosso povo, o qual eu tenho muita satisfação de cantar”, disse Rodrigo. “Eu sempre defendo que os novos compositores deveriam fazer músicas como estas, pois elas acabam se consolidando no imaginário popular e atravessam gerações carregadas de simplicidade e poesia, nos deixam uma mensagem que jamais se esgota” como fez Angelino de Oliveira, em 1918, ano em que legou “Tristeza do Jeca”, canção que tal qual “Chico Mineiro”, seja qual for a leitura ou o intérprete que a execute, todos cantam e sabem o conteúdo de cor.

Dos álbuns da carreira, Rodrigo Zanc apresentou, por exemplo, “Eu sou da roça”, “Luz das Candeias”, “Sítio Paraíso”, e “É sempre assim”, dele e em parceria com amigos como Isaias Andrade, Fernando Mori, Carlin de Almeida e Mauro Mendes e Murilo Romano. “É uma responsabilidade muito grande, mas me sinto muito feliz por ser o transportador desta carga tão valiosa presente nestas músicas na qual eu ponho minha verdade para fora enquanto canto para vocês, aos quais sou muito grato pelo apoio que têm me proporcionado nesta estrada”.

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Zanc ao lado dos promotores do show e articuladores culturais da cidade Marcão (ao centro), proprietário do Mamma Mia, e Marcílio Martins, vice-presidente da AREA e do campus Unesp de Jaboticabal

Vale a pena ressaltar que a segunda passagem por Rodrigo Zanc por Jaboticabal (a primeira ocorrera em 2008, no Cine Teatro) foi uma iniciativa da Associação Regional dos Engenheiros e Arquitetos (AREA), entidade que por meio dos seus diretores Marcão e Marcílio Vieira Martins Filho, entre outros, procura fomentar a cultura e a valorização dos artistas populares de várias vertentes, da música às artes plásticas, na cidade de Jaboticabal e arredores, abrindo e oferecendo o restaurante Mamma Mia (rua Rui Barbosa, 181, Centro, telefone 16-3602-1214) como um centro de cultura e de exposição para além da função comercial de casa na qual se pode saborear deliciosos pratos caseiros e degustar licores de fino sabor, como o de jabuticaba. Para quem perdeu a apresentação do violeiro araraquarense na noite do dia 25 e quiser conhecer o seu trabalho, estão disponíveis na internet os linques dos vídeos aqui reproduzidos, nos quais ele é entrevistado por Rolando Boldrin, durante passagem pelo palco do programa Sr. Brasil.

Rodrigo Zanc também já está se preparando para trazer novidades aos amigos e seguidores nos meses de novembro e de dezembro. Ao lado de Cláudio Lacerda, por exemplo, está articulando apresentações dos projetos em tributo a Pena Branca e Xavantinho e 4 Cantos, este com ambos mais os violeiros Wilson Teixeira  (Avaré/São Paulo-SP) e Luiz Salgado (Patos de Minas-MG).

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O trio que animou a noite no restaurante Mamma Mia, em Jaboticabal, e que tem levado sucessos do nosso cancioneiro, além de músicas de Rodrigo Zanc e parceiros: Ricieri, Zanc e Zanin

 

 

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