Fagner, mais um aniversariante de 13/10, passa por São Paulo antes de show marcado para Goiânia

Quando ainda tinha apenas seis anos incompletos, Fagner ganhou o primeiro dos muitos prêmios de uma carreira consagrada no Brasil e no exterior e que reúne mais de 70 álbuns, além de atuação em minissérie de televisão (Fotos de Elisa Espíndola)
Quando ainda tinha apenas seis anos incompletos, Fagner ganhou o primeiro dos muitos prêmios de uma carreira consagrada no Brasil e no exterior e que reúne mais de 70 álbuns, além de atuação em minissérie de televisão (Fotos de Elisa Espíndola)

O cantor e compositor Fagner vai se apresentar em Goiânia (GO) neste sábado, 18, em espetáculo marcado para o Atlantic Hall, a partir das 21h30. Cearense de Orós, ele está completando mais um aniversário hoje, 13/10, data especial pela qual ouviu o tradicional canto “Parabéns a você” dos fãs que o assistiram em 10 e 11 de outubro no Bradesco Hall, casa na qual fez mais um show em São Paulo. Representado pela fotógrafa Elisa Espíndola, amiga dele, o Barulho d’água Música estava entre os presentes e cumprimentou Fagner nos camarins.

Raimundo Fagner Candido Lopes é filho de Francisca Candido Lopes e José Fares Lopes e coleciona prêmios desde 1955, quando no Dia das Mães recebeu na Ceará Rádio Clube o troféu de Melhor Intérprete, cantando com apenas seis anos de idade a completar Mãezinha querida. Luiz Gonzaga, Orlando Silva, Nelson Gonçalves são referências para a carreira que também muito cedo o levou para turnês no exterior, como a que fez em 1969 com a turma do grupo de música e arte Capela Cristina (CE). Ao lado de Belchior e de Ednardo, tornou-se não apenas um dos mais aclamados representantes da música do estado natal, como de todo o país, ao ponto de em 1975 a exigente crítica paulista elegê-lo Cantor do Ano.

Com uma discografia que já conta mais de 70 títulos entre álbuns próprios e nos quais tem participações, arrebatou ainda discos de ouro (vendas acima de 100 mil cópias) e/ou platina (acima de 500 mil cópias). Um deles, Romance do Deserto (1987), superou 1 milhão de cópias vendidas. Destacadas desta obra volumosa e rica, músicas dele ou canções assinadas como coautor, como Joana Francesa, que interpreta com o Chico Buarque, já ganharam a tela dos cinemas (Joana Francesa, de Cacá Diegues, estrelado em 1973 pela francesa Jeanne Moreau) e fizeram parte de trilhas sonoras de novelas e minisséries na televisão. Em uma delas, Rainha da Vida, Fagner, de quebra, protagonizou com a conterrânea Florinda Bolkan, com a qual formava o par romântico do folhetim de 15 capítulos que a extinta TV Manchete exibiu, em 1987. Em Pedra sobre Pedra, sucesso da Globo que esteve no ar em 1992, interpretou o tema de abertura Pedras que cantam, composição de Dominguinhos e Fausto Nilo. Tanto faz está na trilha de Império, novela do momento que ocupa o horário nobre da emissora da família Marinho.

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Espanha e Portugal

Chico Buarque não é o único dos cantores de fama nacional com os quais Fagner gravou, ou que letras do libriano já interpretaram. Nomes como Roberto Carlos, Wilson Simonal, Elis Regina, Ivan Lins, Ângela Maria, Zé Ramalho, Djavan, Emílio Santiago, Fafá de Belém, Luiz Melodia, Milton Nascimento, Nana Caymmi, Ney Matogrosso, Luiz Gonzaga, Gonzaguinha e Zeca Baleiro, por exemplo, enriquecem a estrada do filho de dona Francisca e “seu” José Lopes. Com Paco de Lucia, Ricardo Pachón e Rafael Alberti, declamando poemas, em 1982, gravou na Espanha o disco Homenagem a Picasso. A portuguesa Susana Travassos divide com ele a faixa Noturno nº 2, presente em A Palavra Acesa, gravado  recentemente em tributo ao poeta maranhense José Chagas.

No ano anterior a Homenagem a Picasso, Fagner produzira também na terra das touradas  outro dos seus projetos consagrados, o álbum Traduzir-se, no qual apresenta poemas de Ferreira Goulart, Florbela Espanca, García Lorca e Alberti. Dedicado ao cineasta Glauber Rocha (Deus e o diabo na terra do Sol, Terra em Transe)  o disco reúne famosos intérpretes da música latina como Mercedes Sosa, Manzanita, Joan Manoel Serrat e Camarón de La Isla.  Já em seu mais recente trabalho, Pássaros Urbanos, lançado neste ano, Fagner revisita companheiros das primeiras décadas como Fausto Nilo, Clodô Ferreira e Belchior, volta a compor com Baleiro e Michael Sullivan e de Jaime Além traz a singela Doce Viola.

 

 

 Canteiros

Disco com Luiz Gonzaga

 

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