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Trio José leva “Puisia” a São Caetano do Sul (SP) após passagem pelo Sr.Brasil

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Boldrin Triow

Rolando Boldrin apresenta à plateia do Sr.Brasil o disco “Puisia”, do Trio José, com composições que reúnem poesias do mineiro Juca da Angélica e letras que valorizam a a oralidade e é um passeio por costumes do interior.   (Fotos de Marcelino Lima)

Recente atração do Sr. Brasil, para o qual a TV Cultura gravou na noite de terça-feira, 14, mais um programa que em breve irá ao ar sobre o comando de Rolando Boldrin, o Trio José estará neste sábado, 18, a partir das 15 horas, na Rick and Roll Disco, situada na avenida Conde Francisco Matarazzo, 85, loja 5,  Centro de São Caetano do Sul (SP). O grupo, de São José dos Campos (SP), está lançando o primeiro álbum, intitulado Puisia, cujas canções destacam a obra do poeta mineiro Juca da Angélica. Representante da rica cultura oral no país, aos 96 anos, Juca da Angélica ainda declama com entusiasmo alguns versos da sua extensa obra.

O trabalho traz onze faixas nas quais o Trio José reverencia, justamente, a beleza da oralidade, aspecto singular da linguagem cotidiana observada para dar nome ao disco. A fala do povo, sem as amarras cultas e recomendações acadêmicas, permite às palavras ganharem outra sonoridade. É assim que, pronunciada de maneira espontânea, “poesia” acaba se tornando ‘puisia’. Todo esse incursão pelas tradições e costumes fica ainda mais tocante ao soar nos acordes da viola e do violão em cujas cordas as composições de Juca da Angélica ganham vida apresentadas nas músicas de Victor Mendes e Danilo Moura, ambos integrantes do trio, e dos parceiros Saulo Alves e Maria Fernanda.

“Uma das nossas inspirações para fazer esse trabalho que, além de enfatizar a importância da oralidade como difusora da cultura do nosso país, também é uma homenagem ao Juca da Angélica, veio por meio do livro ‘Meu canto é saudade, de autoria do nosso amigo e poeta Paulo Nunes. Esse livro é um dos poucos, senão o único, que tem o registro escrito do amplo trabalho de poesia oral de Juca da Angélica. Para nós, poder transformar em canção parte desse rico acervo, foi extremamente gratificante”, detalha o Trio José.

No processo de preparação do álbum, o Trio José fez diversas visitas ao amigo Juca da Angélica. Entre muitas conversas, palpites e causos, o poeta acompanhava com alegria os novos passos e contornos que suas poesias iam ganhando. A mesma fonte literária que serviu de base para compor o Puisia também estará presente no documentário Meu canto é saudade, dirigido por Diógenes S. Miranda, com lançamento previsto para o primeiro semestre de 2015.

Na trajetória artística desde 2007, com inicio de carreira na cidade de São José dos Campos, no interior paulista, o Trio José se inspira transitando por diversos elementos e gêneros musicais.

A partir desses passeios sonoros, o repertório do grupo ganha a peculiar característica de promover uma harmoniosa conversa entre sons mais urbanos e aquele que traduz a vida do campo, a alma do sertão.

Em cada dedilhar de cordas, o Trio José mostra, por exemplo, que mesmo partindo de temas clássicos da música caipira e da música popular brasileira, é possível encontrar contribuições sonoras vindas de outras vertentes como o rock e o jazz.

Formado por Danilo Moura (voz e violão), Victor Mendes (voz, viola, violão e guitarra) e Marcão Godói (bateria), o Trio José já tocou em cidades das regiões Sudeste e Centro-Oeste do país, com destaque para as apresentações na Virada Cultural Paulista (2011) e no 43.º Festival de Inverno da UFMG, em Diamantina (MG).

marcao godoi Danilo Moura w Victor Mendesw

 

Marcão Godoi (cajon, à direita)

Os primeiros ensinamentos sobre bateria foram com o professor Robson Meirelles, em São José dos Campos. Posteriormente, na capital paulista, estudou no Instituto de Música e Tecnologia (IMT), com Giba Favery, e, mais tarde, com o baterista Lael Medina. Desde 2005, atua como baterista em bandas de baile e de música pop na região do Vale do Paraíba e sul de Minas Gerais. Trabalhou com o grupo “Nheengatu”, onde desenvolveu um trabalho de percussão popular ao lado de David Godoi (violeiro) e atuou com o grupo de música regional “Genoma Caboclo”, de São José dos Campos.

Danilo Moura (violão, centro)

Nascido em Piracicaba (SP), o músico começou a tocar violão ainda novo, e teve aulas com o professor Carlos Ricardo Silva, em São José dos Campos (SP). Posteriormente estudou no Centro Musical Ari Barroso. Na cidade de São Paulo, Danilo Moura teve aulas com professor e guitarrista Demma K e graduou-se em História (PUC-SP). 


V
ictor Mendes (viola, à esquerda)

Natural de São José dos Campos, iniciou os estudos de violão clássico e popular aos 11 anos, com o professor Marcílio Souza Lima. Na adolescência, foi guitarrista da banda de rock Ethama, participando de festivais e gravando dois CDs com o grupo. O interesse pela viola caipira surgiu em 2007, quando o músico passou a se dedicar ao instrumento e explorá-lo de diferentes maneiras, aproveitando todas as suas influências da música brasileira, do rock e do jazz.

 

 

Mais sobre o CD Puisia

  1. Acabei cum meus boi preto (Victor Mendes / Juca da Angélica)
  2. Rego d´água (Saulo Alves / Juca da Angélica)
  3. Meu canto é saudade (Victor Mendes / Juca da Angélica)B
  4. Boiada ruim (Saulo Alves / Juca da Angélica)
  5. Quadrinhas (Victor Mendes / Juca da Angélica)
  6. Eu tranquei meu coração (Danilo Moura / Juca da Angélica)
  7. Onde tu pisa, Maria (Danilo Moura / Victor Santos / Juca da Angélica)
  8. Meu amor é uma garça (Saulo Alves / Juca da Angélica)
  9. Oh! Qui tempo, bem mim lembro… (Danilo Moura / Juca da Angélica)
  10. Perguntei a sete istrela (Victor Mendes / Maria Fernanda / Juca da Angélica)
  11. Sô rocero (Saulo Alves / Juca da Angélica)

 

 

 

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Autor: barulhomarcel

Jornalista nascido em Bela Vista do Paraíso (PR). Corintiano por herança do pai, Geraldo Caetano de Lima. Do velho também puxou a paixão por modas de viola, música de raiz e caipira, que era chamada de "sertaneja" antes da mídia comercial se apropriar, indevidamente, do nome. Quando criança ouvia aos pés da cama dele, vindas de um rádio à pilha que chiava muito, clássicos destes gêneros que marcaram para sempre a sua vida. Eu e Andreia Beillo não temos nada em comum. Para começo de conversa, ela torce pelo Palmeiras. Mas resolvemos juntos botar o pé na estrada e acreditar nas bençãos de São Gonçalo do Amarante e tentar encontrar na atividade de blogueiros dedicados à música de qualidade algo que nos una e ajude muita gente boa espalhada por todo este país, e lá fora, também, a ter seus méritos reconhecidos, resgatando e preservando valores de nossa cultura popular.

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