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Hamilton de Holanda grava programa no Sr.Brasil e em novembro vai a Londres

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Hamilton de Holanda com Rolando Boldrin: carioca é um dos artistas mais cultuados do país depois de Jacob do Bandolim e admirado por seu virtuosismo em vários países além do Brasil (Fotos de Marcelino Lima)

Hamilton de Holanda, um dos mais conceituados bandolinistas do Brasil lançou em primeira mão na quarta-feira, 15/10, no palco do Sr.Brasil, o projeto “Brasil Afora”, no qual apresentará músicas como A escola da bola, Caliandra e Caprichos do Sul, esta do recente álbum Caprichos. O convidado de Rolando Boldrin, que pela primeira vez ocupou o palco do Teatro do SESC Pompeiadeixou hipnotizada a plateia que prestigiava a gravação do programa, pela execução de seu bandolim de dez cordas, das quais parece tirar com extrema facilidade composições que evocam tanto o clássico, como o popular, e vão do baião e do maracatu ao chamamé, aproveitando ainda o tampo como instrumento de percussão. Desta forma, o repertório visita boa parte dos ritmos que mais encantam e estão presentes nos vários estados do país.

Boldrin perguntou se Hamilton guarda parentesco com a família do cantor e compositor carioca Chico Buarque. Embora seja conterrâneo do famoso filho do não menos ilustre historiador Sérgio Buarque, o bandolinista não confirmou a possível ligação, mas lembrou de que herdou o sobrenome do avô, nascido em Pernambuco, um dos estados brasileiros onde há mais forte presença de ascendentes de holandeses ligados a esta linhagem (veja o linque http://histormundi.blogspot.com.br/2013/03/as-raizes-de-sergio-buarque-de-holanda.html). Entretanto, assim como o autor de Construção, Hamilton  é nome respeitado e admirado não apenas no cenário musical brasileiro, mas também no exterior, onde já fez concorridas passagens em cidades dos Estados Unidos, Bélgica e Itália, entre outros países. A sua agenda de viagens, de acordo com ele, em média é de oitenta shows ao ano, dos quais pelo menos a metade fora do Brasil. Em 20 de novembro, por exemplo, Hamilton de Holanda irá a Londres, onde será atração do Barbican Centre, a partir das 19h30.

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“Gosto de mexer com violão para estudar alguns acordes, se eu tocar um cavaquinho sai alguma coisa, mas me identifico mesmo desde que meu avô me deu o primeiro, no Natal de 1981, é com o bandolim, principalmente o de dez cordas, que é legitimamente brasileiro”, afirmou Hamilton Holanda. Ele contou ter encomendado o seu primeiro exemplar de dez cordas, ainda inédito no país, e cujo projeto ele mesmo desenvolvera, a um luthier mineiro que entende mais da confecção de violas caipiras. “Escolhemos uma madeira bem barata por que se a ideia não vingasse, não gastaríamos dinheiro a toa”, relembrou, rindo.

O instrumento, entretanto, vingou, e, embora hoje já esteja aposentado, ajudou Holanda a gravar álbuns tanto autorais, como em parcerias formadas por trios e quintetos, além do recentemente lançado Bossa Negra, este em dupla com Diogo Nogueira, filho do sambista João Nogueira, O carioca também revelou as influências de mestres como Jacob do Bandolim e Déo Rian, entre outros bandolinistas de primeiro time.

 

Próximos shows de Hamilton de Holanda

23 de outubro e 6 de novembro: Circo Voador, Rio de Janeiro (RJ), 21 horas

24 de outubro, Auditório do Shopping Bourbon Country, Porto Alegre (RS), 21 horas

20 de novembro, Barbican Centre, Londres, 19h30

Linque para a entrevista de Hamilton de Holanda no programa do Jô

http://globotv.globo.com/rede-globo/programa-do-jo/v/hamilton-de-holanda-lanca-cd-musicas-de-pixinguinha/2833923/

 

 

 

 

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Autor: barulhomarcel

Jornalista nascido em Bela Vista do Paraíso (PR). Corintiano por herança do pai, Geraldo Caetano de Lima. Do velho também puxou a paixão por modas de viola, música de raiz e caipira, que era chamada de "sertaneja" antes da mídia comercial se apropriar, indevidamente, do nome. Quando criança ouvia aos pés da cama dele, vindas de um rádio à pilha que chiava muito, clássicos destes gêneros que marcaram para sempre a sua vida. Eu e Andreia Beillo não temos nada em comum. Para começo de conversa, ela torce pelo Palmeiras. Mas resolvemos juntos botar o pé na estrada e acreditar nas bençãos de São Gonçalo do Amarante e tentar encontrar na atividade de blogueiros dedicados à música de qualidade algo que nos una e ajude muita gente boa espalhada por todo este país, e lá fora, também, a ter seus méritos reconhecidos, resgatando e preservando valores de nossa cultura popular.

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