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Temporada do Arreuní em 2014 chega ao fim marcada por uma coincidência das mais felizes em Campinas (SP)

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Arreuni outubro

A última edição do Arreuní, projeto do Centro Cultural Casarão do Barão que permite ao público contato com o trabalho de vários artistas reunidos em um mesmo palco para celebrar a música e a arte, promovida em 19 de outubro, ficou marcado por uma feliz coincidência que todos os presentes na plateia sempre se lembrarão.

O anfitrião, João Arruda, estava recebendo, na ocasião, os violeiros Paulo Freire (Campinas/SP) e Valdir Verona (Caxias do Sul/SP) e convidara para acompanhá-los e se juntar no palco a cantora e poetisa Ana Salvagni. Esposa de Freire, Ana entoava com sua acalentadora voz Pingo d’água (singela composição de Raul Torres e João Pacífico cuja letra narra a promessa de um lavrador para que volte a chover sobre sua roça ameaçada pela seca) quando, enfim, depois de longa estiagem na cidade e na região, sentida também em vários municípios paulistas, uma agradável chuva, que há tempos se armava, mas insistia em apenas ameaçar, começou a cair.

Arreuni 1

Os aplausos e suspiros de alegria foram gerais e a própria intérprete demonstrou bastante emoção, ainda mais pelo fato de que, naquele exato instante, Ana chegara à parte da letra que diz FUI NA CAPELA E LEVEI / TRES PINGO D´ÁGUA/UM FOI O PINGO DA CHUVA / DOIS CAIU DO MEU OLHAR. E os belos momentos da cantoria não se resumiram a apenas este. Além de Ana Salvagni, Paulo Freire e Valdir Verona, a cantoria comandada por João Arruda ainda teve as participações especiais de Esther Alves (flauta transversal), Iandara Pimentel (bumbo e pandeiro) e Moreno Overá, músico do Tarancón que acrescentou ao repertório da noite a canção Brasil Viola, do álbum homônimo dele, lançado há pouco mais de um ano, e mais uma fantástica história de lobisomem, o Causo do Primo Justino, de Rogério Granjeiro dos Santos.

Arreuni 2www

Antes da entrada em cena de Ana Salvagni (que cantou, ainda, Roseira) Esther, Iandara e Moreno Overá, João Arruda, Paulo Freire e Valdir Verona já haviam brindado os ouvintes cantando e tocando juntos músicas próprias e de outros autores como A cobra e a onça, Km 11 (instrumental do folclore da região de Corrientes, na Argentina, considerada nos estados sulistas e próximos à Bacia do Prata como O hino do chamamé), O Brasil tá no balaio (que Verona gravou em parceria com o autor, Levi Ramiro, um dos precursores do Arreuní),  Viola na Garupa, Os Homens de Preto, O causo do Pedro Paulo e, já com todos juntos, Beira-Mar, Beira de rio, de Luis Perequê (Parati/RJ). Para o bis, os músicos escolheram Balaio (meu bem balaio), clássico do folclorista, músico e historiador Barbosa Lessa. Acompanhado por Esther, João Arruda ainda interpretou Roda Carreta, de Paulo Rushel.

Finda a cantoria, público e artistas foram convidados a repartir uma fornida mesa de frutas, compartilhada ao som da chuva. João Arruda já adiantou que em 2015 manterá o projeto, que entre outras instituições recebe apoio das Secretarias de Cultura do Estado, por meio do Proac, e de Campinas.

O Centro Cultural Casarão também continuará oferecendo ao público várias das atrações que acolhe. Em 7 de novembro, por exemplo, o palco estará reservado para a apresentação de outro gaúcho, Giancarlo Borba, desta vez pelo  Dandô- Circuito de Música Dércio Marques. O anfitrião de Borba será Moreno Overá. Para saber mais o telefone do Centro Cultural Casarão do Barão, situado no bairro de Campinas Barão Geraldo é (19) 3287-6800. O endereço virtual é http://centroculturalcasarao.wordpress.com

http://http://m.mp3wm.com/download-musica/causo-do-primo-justino-texto-rogerio-granjeiro-do-santos-musica-moreno-overa-21500154.html#

 

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Autor: barulhomarcel

Jornalista nascido em Bela Vista do Paraíso (PR). Corintiano por herança do pai, Geraldo Caetano de Lima. Do velho também puxou a paixão por modas de viola, música de raiz e caipira, que era chamada de "sertaneja" antes da mídia comercial se apropriar, indevidamente, do nome. Quando criança ouvia aos pés da cama dele, vindas de um rádio à pilha que chiava muito, clássicos destes gêneros que marcaram para sempre a sua vida. Eu e Andreia Beillo não temos nada em comum. Para começo de conversa, ela torce pelo Palmeiras. Mas resolvemos juntos botar o pé na estrada e acreditar nas bençãos de São Gonçalo do Amarante e tentar encontrar na atividade de blogueiros dedicados à música de qualidade algo que nos una e ajude muita gente boa espalhada por todo este país, e lá fora, também, a ter seus méritos reconhecidos, resgatando e preservando valores de nossa cultura popular.

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