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Nativismo mato-grossense é destaque do novo álbum de viola de cocho de Daniel de Paula

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O músico e compositor Daniel de Paula lançou no começo deste mês com shows no Mato Grosso e no vizinho Mato Grosso do Sul Viola e Sentimento, trabalho que sucede Lufada em viola de cocho. Nas apresentações do novo álbum, o cuiabano tocou com Marcos Azevedo e Di Brandão (violão) e Júlio Santin (viola caipira), em participações especiais. 


Viola e Sentimento reúne 11 faixas, a maioria autorais e outras em parceira com Levi Ramiro, Di Brandão e Branco Barros e, em todas, é marcante  o virtuosismo de Daniel de Paula com a viola de cocho.

Com habilidade o suficiente para dedilhar duas no mesmo show, com afinações diferentes, além de cantar, Daniel de Paula tem talento reconhecido entre os diversos companheiros de estrada e representa como poucos a música nativista mato-grossense. Suas composições exigem maestria e revelam a sonoridade praticamente inclassificável do instrumento pantaneiro. 

De acordo com ele, as canções em viola de cocho “proseiam” com outros instrumentos como a viola caipira, o violão, o violoncelo, a flauta transversa, o pífano, o charango e quenas, apresentando aos ouvintes expressões tipicamente de fronteira, carregadas de histórias e das muitas vertentes advindas da miscigenação de nossa cultura com elementos folclóricos da região do Prata e do rasqueado mato-grossense. 

Daniel de Paula integra as duas antologias do Prêmio Syngenta de Música Instrumental de Viola, cujas faixas é possível ouvir por meio dos linques abaixo.

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Capas dos dois álbuns de Daniel de Paula, disponíveis pelol correio eletrônico danielvioladecocho@gmail.com
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Autor: barulhomarcel

Jornalista nascido em Bela Vista do Paraíso (PR). Corintiano por herança do pai, Geraldo Caetano de Lima. Do velho também puxou a paixão por modas de viola, música de raiz e caipira, que era chamada de "sertaneja" antes da mídia comercial se apropriar, indevidamente, do nome. Quando criança ouvia aos pés da cama dele, vindas de um rádio à pilha que chiava muito, clássicos destes gêneros que marcaram para sempre a sua vida. Eu e Andreia Beillo não temos nada em comum. Para começo de conversa, ela torce pelo Palmeiras. Mas resolvemos juntos botar o pé na estrada e acreditar nas bençãos de São Gonçalo do Amarante e tentar encontrar na atividade de blogueiros dedicados à música de qualidade algo que nos una e ajude muita gente boa espalhada por todo este país, e lá fora, também, a ter seus méritos reconhecidos, resgatando e preservando valores de nossa cultura popular.

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