Barulho d'Água Música

Veículo de divulgação de cantores, duplas, grupos, compositores, projetos, produtores culturais e apresentadores de música independente e de qualidade dos gêneros popular e de raiz. Colabore com nossas atividades: leia, compartilhe e anuncie!

Viola na estrada: Show na praça Santa Terezinha, em Piracicaba, fecha turnê do 4 Cantos

Deixe um comentário

1478966_915194361826962_4966437410535908880_n

O 4 Cantos tocou em Piracicaba canções autorais de Rodrigo Zanc, Wilson Teixeira, Cláudio Lacerda e Luiz Salgado, juntos desde 2011 (Foto: Lu Fernandes)

Com a Agência Social de Notícias, de Campinas

“Por canto, serra, chuva e cheiro do mato/ Me abandono pelo estradão (…)” Os versos de Veneno Viola, parceria de Cláudio Lacerda e Ighor Aguila, definem a turnê do 4 Cantos pela região, começando por Santa Bárbara d’Oeste e terminando em 13 de dezembro, em Piracicaba. O próprio Cláudio Lacerda, e mais os parceiros Luiz Salgado, Rodrigo Zanc e Wilson Teixeira se apresentaram  na área de lazer da avenida Adelmo Cavagione, em Santa Terezinha.

As condições do tempo em Piracicaba e região, na maior parte do dia, ameaçavam com a possibilidade de a cantoria de encerramento ser cumprida debaixo de forte chuva. Ao começar a cair a tarde, entretanto, o aguaceiro amainou e, em pouco tempo, a praça na qual era montada a  estrutura para o show começou a ser iluminada pelo sol, que, ainda entre nuvens, custou a se firmar.

Minutos antes de os músicos subirem ao palco, o poente trouxe em tons firmes de alaranjado e amarelo a certeza de que São Pedro também estava já contente. Com uma temperatura das mais agradáveis, Zanc, Teixeira, Lacerda e Salgado, acompanhados por Bruno Bernini (bateria) e Ricieri Nascimento (baixo) começaram a apresentação, abrindo o repertório com Canto Brasileiro, de Cláudio Lacerda e Edu Santhana. Até o bis, quando foi a vez de Canta que é bonito, também de Lacerda, mas desta vez em parceria com Júlio Bellodi, apenas músicas autorais dos quatro, presentes nos álbuns das respectivas carreiras solo como Caipira absoluto (Isaías Andrade/Rodrigo Zanc, do álbum Pendenga); Zoada (Wilson Teixeira, de Almanaque Rural); e Décima de Reis (Luiz Salgado, de Sina de Cantadô)

4-Cantos-1024x682

Prosa-show no Centro Cultural e Biblioteca de Santa Bárbara d’Oeste (Foto: Adriano Rosa)

Quatro biografias, quatro origens, mas a mesma paixão pela viola, pela estrada que une, aproxima, reinventa o canto da música de raiz.  

Cláudio Lacerda é de São Paulo e, descendente de mineiros, sempre teve um pé na música de raiz. Paixão/vocação consolidada durante sua graduação em Zootecnia em Botucatu, um dos berços da legítima música caipira paulista. “Cada passo nessa estrada, eu sigo sem saber/ Deus mostra o caminho, mas quem caminha é você”, diz o cantor-compositor em Caminhador (com Zé Paulo Medeiros)

B

A estrada continua com o cantor e compositor araraquarense Rodrigo Zanc, atualmente residindo em São Carlos. A conversa entre o rural e o urbano sempre o seduziu, e por isso mesmo anda preocupado com o que tem acontecido com as coisas da natureza. “Quando vejo a sua água,/ Que de pura não tem nada;/  Sinto uma tristeza e junto à correnteza,/  Corre minha lágrima”, ele canta, em Rios. Mas ele tem fé: “O rio vai reviver./ Ver a chuva, ver a cheia, ver levante de barreira”.

Nascido em Avaré, Wilson Teixeira também cresceu com o cheiro do campo, com o encanto da viola, influência que veio do pai, o jornalista Wilson Ogunhê. Estudou quatro anos de piano e a múltipla formação está na base de sua música. E sempre a estrada e suas possibilidades, sua promessa de liberdade. “Não arrepare se vivo na estrada/  Procurando razão pra viver/  A poeira que arde nos olhos é poesia que a gente não vê”, ele conta, em Canção de estrada.

O mineiro de Patos de Minas Luiz Salgado, atualmente residindo em Araguari, nem precisa dizer, também nasceu e cresceu com o gosto da terra na boca e na alma. Ama particularmente o Cerrado e seus moradores. “O Cerrado é seu império/ Bela ave de rapina/ Avoar é sua sina/ Então avoa, carcará”, ele exalta, em Carcará, guardião do Cerrado.

3 Marias

Ana Paula (em pé), Luciana e Eliane integram a 3 Marias Produções (Foto: Marcelino Lima)

O projeto 4 Cantos, com apoio e patrocínio do Proac, das Indústrias Romi, do Supermercado Pague Menos, da Usicomp, da Fundação Romi, do SESC, Prefeituras de Santa Bárbara d’Oeste e de Piracicaba, é uma produção cultural 3 Marias (Ana Paula, Eliane e Luciana). Rodrigo, Wilson, Cláudio e Luiz se apresentaram com Bruno Bernini (bateria) e Ricieri Nascimento (baixo). O 4 Cantos passou pelo Centro Cultural e Biblioteca “Léo Sallum” e Estação Cultural de Santa Bárbara D´Oeste, nos dias 10 e 11; no Centro Cultural Zazá  no SESC, ambos em Piracicaba, antes da cantoria final.

Prosa-show no SESC de Piracicaba

Prosa-show no SESC de Piracicaba (Foto: Nalu Fernandes)

Adriano Analu Andreiaw

Andreia Beillo, Nalu Fernandes e Adriano Rosa (Foto: Marcelino Lima)

O Barulho d’água Música acompanhou a turnê do 4 Cantos com a fotógrafa Ana Lúcia Fernandes (Lu Fernandes/Araraquara/SP), a relações públicas Andreia Regina Beillo (São Paulo) e o jornalista Marcelino Lima (Carapicuíba/SP). A equipe ficou hospedada na aprazível Pousada Cachoeiras da Furna, onde os acolheram com atenção e carinho os proprietários Elisabete e José, além dos funcionários. 

A Agência Social de Notícias é dirigida pelo jornalista e editor José Pedro Martins, em parceria com o fotógrafo e editor de fotografia Adriano Rosa, há dois meses e meio. Estabelecida em Campinas (SP), possui com visualizações em toda a América do Sul. Aborda matérias de Educação, Meio ambiente, Cultura, Área Social e acompanha, entre outros,  o trabalho de entidades sociais. Saiba mais em http://agenciasn.com.br/arquivos/1641#sthash.lhrvMyF3.dpuf

Anúncios

Autor: barulhomarcel

Jornalista nascido em Bela Vista do Paraíso (PR). Corintiano por herança do pai, Geraldo Caetano de Lima. Do velho também puxou a paixão por modas de viola, música de raiz e caipira, que era chamada de "sertaneja" antes da mídia comercial se apropriar, indevidamente, do nome. Quando criança ouvia aos pés da cama dele, vindas de um rádio à pilha que chiava muito, clássicos destes gêneros que marcaram para sempre a sua vida. Eu e Andreia Beillo não temos nada em comum. Para começo de conversa, ela torce pelo Palmeiras. Mas resolvemos juntos botar o pé na estrada e acreditar nas bençãos de São Gonçalo do Amarante e tentar encontrar na atividade de blogueiros dedicados à música de qualidade algo que nos una e ajude muita gente boa espalhada por todo este país, e lá fora, também, a ter seus méritos reconhecidos, resgatando e preservando valores de nossa cultura popular.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s