Barulho d'Água Música

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Cláudio Lacerda e Rodrigo Zanc fazem nova cantoria para Pena Branca e Xavantinho, agora em Presidente Prudente

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Rodrigo Zanc e Cláudio Lacerda levam à estrada desde 2010 tributos à dupla Pena Branca e Xavantinho, legítimos representantes caipiras (Foto: Adriano Rosa)

 Se você mora em Presidente Prudente ou em cidades próximas, anote em sua agenda, convide um amigo e leve a família!

O SESC Thermas de Presidente Prudente programou para sábado, 20 de dezembro, dentro do projeto Múltiplos Sons, show no qual os cantores Cláudio Lacerda (São Paulo) e Rodrigo Zanc (São Carlos) prestam tributo a Pena Branca e Xavantinho. A apresentação começará às 16 horas, na Área de Convivência, com entrada franca. O SESC Prudente fica na rua Alberto Peters, 111, Jardim das Rosas.

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Canções eternizadas por uma das duplas mais autênticas, amadas e importantes do nosso universo caipira são interpretadas por Lacerda e Zanc. Os irmãos Pena Branca e Xavantinho inovaram com um repertório que ultrapassou fronteiras e gravaram com enorme sucesso músicas de autores consagrados da nossa MPB como Milton Nascimento, Chico Buarque e Caetano Veloso.

Em suas carreiras estiveram sempre muito bem acompanhados e assessorados por artistas inquestionáveis como Rolando Boldrin e Renato Teixeira.

As paixões de Cláudio Lacerda e Rodrigo Zanc pelo Brasil e suas tradições são facilmente observadas em trabalhos que já lançaram durante o ofício do estradar. Como Pena Branca e Xavantinho, por meio de interpretações autorais, eles abrem novos caminhos para esta reconhecida mistura que preserva histórias, causos, sons, ritmos, melodias e culturas, uma das marcas da canção de raiz. O público, portanto, tem contato com a criatividade autoral de cada um dos músicos e intérpretes, ao mesmo tempo em que testemunha surgirem novos sentidos ouvindo canções imortalizadas pelos mineiros, que se orgulhavam de serem caipiras por natureza.

Vale a pena recordar que a última apresentação do cantor Pena Branca ocorreu em 25 de janeiro de 2010, no Teatro do Sesc Pompéia, em São Paulo. Tratava-se de uma roda de violas entre ele, Cláudio Lacerda e Rodrigo Zanc. Ao final do show os três decidiram levar  aquele formato para outras freguesias. Pena Branca, infelizmente, faleceu dias depois, em 8 de fevereiro. Com três cantorias já marcadas naquele momento, Cláudio e Rodrigo decidiram reverter o projeto inicialmente proposto e adaptá-lo ao tributo à dupla Pena Branca e Xavantinho, desde então unindo os dois cantadores em shows pelo Brasil. Em 7 de setembro, ambos estiveram no distrito de Rosana, e em 2 de novembro, em Bertioga, ambos em São Paulo.

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Zanc e Lacerda cantam as belezas rurais mescladas  a sonoridades modernas, mas sem se afastarem das tradições (Foto: Rubens Porto)

Rodrigo é exímio violeiro e cantador. Desde a infância se dedica aos valores da cultura brasileira. Já gravou Pendenga (2006) e Fruto da Lida (2013), nos quais apresenta suas belas composições, os diferentes sotaques e a versatilidade da viola caipira mesclada a ritmos que remetem às modernas músicas de Sá e Guarabyra, Ivan Lins e Almir Sater. Participou do programa Sr. Brasil, de Rolando Boldrin, entre muitos outros, e foi finalista em cinco edições do Festival Viola de todos os cantos da EPTV, filiada à Rede Globo. Desde 2006, é presença constante nos palcos de unidades do SESC e do SESI no Estado de São Paulo, além de festivais e mostras culturais e se apresentou ao lado de nomes importantes da música regional, como o próprio Pena Branca, Zé Mulato e Cassiano, Levi Ramiro, Paulo Freire, Ricardo Vignini e Índio Cachoeira.

Cláudio Lacerda se destaca no cenário musical brasileiro como intérprete e compositor, autor de Alma Lavada (2003), Alma Caipira (2007) e Cantador (2010). Coleciona elogios dos críticos musicais nos jornais O Estado de São Paulo (São Paulo), Diário de São Paulo (São Paulo), Estado de Minas (Belo Horizonte), Correio Popular  (Campinas), Correio Braziliense (Brasília),  O Popular (Goiânia) e da revista Rolling Stones. Na TV, participou entre outros dos programas de Rolando Boldrin (Sr. Brasil), Inezita Barroso (Viola minha viola), Hebe Camargo, Ana Maria Braga e Tavinho Ceschi (Dia Dia Rural).  Já dividiu palco ou faixas de seus três discos com Dominguinhos, Renato Teixeira, Miriam Mirah, Pena Branca, Tinoco, Paulo Simões, Alzira e Tetê Espíndola, Lula Barbosa, Cris Aflalo, Levi Ramiro e Paulo Freire. Em 26 de outubro apresentou no teatro do SESC Campinas pela primeira vez o projeto Olhos d’agua, pelo defende com um repertório baseado em músicas que falam sobre água a importância da preservação de nossos mananciais.

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O projeto cultural 4 Cantos une além de Zanc e Lacerda os violeiros Wilson Teixeira e Luiz Salgado (Foto: Marcelino Lima)

Com Luiz Salgado e Wilson Teixeira, Cláudio Lacerda e Rodrigo Zanc também integram o projeto cultural 4 Cantos, que entre 10 e 14 de dezembro esteve em turnê pelas cidades de Santa Bárbara d’Oeste e de Piracicaba, ambas em São Paulo.

Nestas apresentações, que começaram em 2011, quatro estilos diferentes de tocar e de cantar, unidos pela paixão à viola caipira, buscam unir o talento comum a todos para entre outros objetivos despertar em novas gerações o gosto e o respeito pela música que levam, além de democratizar o acesso (e o interesse da) mídia ao que produzem, defendem e querem preservar, bem como tornar mais flexíveis e abrangentes a distribuição de recursos públicos disponíveis para rubricas determinadas a projetos culturais congêneres. O ideal é que sejam contemplados com a mesma generosidade cantores e compositores independentes, como eles, da mesma forma como se atende “grandes nomes” do mundo artístico.

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Autor: barulhomarcel

Jornalista nascido em Bela Vista do Paraíso (PR). Corintiano por herança do pai, Geraldo Caetano de Lima. Do velho também puxou a paixão por modas de viola, música de raiz e caipira, que era chamada de "sertaneja" antes da mídia comercial se apropriar, indevidamente, do nome. Quando criança ouvia aos pés da cama dele, vindas de um rádio à pilha que chiava muito, clássicos destes gêneros que marcaram para sempre a sua vida. Eu e Andreia Beillo não temos nada em comum. Para começo de conversa, ela torce pelo Palmeiras. Mas resolvemos juntos botar o pé na estrada e acreditar nas bençãos de São Gonçalo do Amarante e tentar encontrar na atividade de blogueiros dedicados à música de qualidade algo que nos una e ajude muita gente boa espalhada por todo este país, e lá fora, também, a ter seus méritos reconhecidos, resgatando e preservando valores de nossa cultura popular.

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