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Passoca abre programação de fevereiro do Brasil Caboclo, projeto do Sesc de São Caetano (SP)

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O Sesc de São Caetano do Sul, cidade da Região Metropolitana de São Paulo, promoverá durante as sextas-feiras de fevereiro o projeto Brasil Caboclo, quatro encontros de cantores e compositores que ao som do ponteado da viola apresentarão  canções, causos, crenças e histórias, sem classificação etária, e preço de ingresso variando entre R$ 5,00 e R$ 17,00.

Natural de Santos (SP), atualmente residindo na Capital,  Passoca será a primeira atração. O violeiro é um dos mais aclamados não apenas entre os companheiros das vertentes caipira e regional, mas querido, ainda, no seio da geração considerada como a da vanguarda paulistana, na qual tem parcerias entre outros com Vânia Bastos, Arrigo Barnabé e José Miguel Wisnik.
Passoca é, de berço, Marco Antônio Vilalba, expressivo e criativo artista, também, manejando pincéis, com os quais costuma produzir capas dos próprios álbuns. Arquiteto de formação superior, suas criações e interpretações musicais passeiam entre o urbano e o rural, o que permite a Passoca cantar desde Sonora Garoa e Relógio da Paulista, ícones da Paulicéia, até sucessos de Adoniran Barbosa e João Pacífico
“Para a turma da música de ‘raiz’, eu sou MPB; pro pessoal da MPB eu sou violeiro, e assim eu levo a vida”, disse Passoca certa vez. Este amplo leque estilístico faz ainda mais sentido quando se sabe que os primeiros passos na estrada foi com a banda de rock Flying Banana, cuja linha pode ser classificada como woodstock rural, relembrando os mentores Sá, Rodrix e Guarabyra. O disco dessa banda, homônimo, está na lista dos pioneiros do rock brasileiro e hoje é relíquia de colecionadores.

As andanças de Passoca já o levaram para todo o país, além de shows na  França, Alemanha, Itália, Portugal e Espanha. As parcerias são incontáveis. Além dos já citados, incluem Almir Sater, Roberto Corrêa, Renato Borghetti, Dominguinhos, Tetê Espíndola, Inezita Barroso, Tom Zé, entre outros.

Passoca também assina músicas para novelas e filmes e nos três mais recentes trabalhos atuou como intérprete gravando Breve História da Música Caipira, Passoca canta inéditos de Adoniran Barbosa e Passoca canta João Pacífico. No Sesc de São Caetano o repertório será baseado em Breve História da Música Caipira, que relembrará clássicos de Alvarenga e Ranchinho, Inezita Barroso, Raul Torres, João Pacífico, Cascatinha e Inhana, entre outros, intercalados com “causos” e curiosidades sobre a vida destes artistas  que construíram a história da música caipira.

 

 

“Para se tocar viola não há necessidade de ter nascido no campo”, afirma, completando: “Basta ter sensibilidade”. Autodidata, ele aprendeu a tocar observando os violeiros mais experientes e ouvindo histórias que contavam sobre o instrumento. “Na cidade de São Paulo é quase que impossível ignorar a realidade em que o caipira e o sambista (o índio, o europeu, o africano) sempre conviveram desde os primórdios da nossa formação cultural”.

Programação do Brasil Caboclo

6/2, Passoca|13/2 Yassir Chediak|20/2  Oswaldinho e Marisa Viana|27/2 Acordais

O Sesc São Caetano fica na Rua Piaui, 554, telefone 11 4223 8800, a 1400 metros da estação CPTM 1400 m

Discografia de Passoca

passoca discos

  • (2012) Suíte paulistana 
  • (2004) Violeiros do Brasil • Revivendo 
  • (2000) Inéditas de Adoniran • Arte Viva 
  • (1999) Passoca canta inéditas de Adoniran • Arte Viva 
  • (1998) Violeiros do Brasil • SESC-Núcleo Contemporâneo 
  • (1997) Breve história da música caipira • Devil Discos 
  • (1995) Sabiacidade 

 

 

 

miar pb

 

 

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Autor: barulhomarcel

Jornalista nascido em Bela Vista do Paraíso (PR). Corintiano por herança do pai, Geraldo Caetano de Lima. Do velho também puxou a paixão por modas de viola, música de raiz e caipira, que era chamada de "sertaneja" antes da mídia comercial se apropriar, indevidamente, do nome. Quando criança ouvia aos pés da cama dele, vindas de um rádio à pilha que chiava muito, clássicos destes gêneros que marcaram para sempre a sua vida. Eu e Andreia Beillo não temos nada em comum. Para começo de conversa, ela torce pelo Palmeiras. Mas resolvemos juntos botar o pé na estrada e acreditar nas bençãos de São Gonçalo do Amarante e tentar encontrar na atividade de blogueiros dedicados à música de qualidade algo que nos una e ajude muita gente boa espalhada por todo este país, e lá fora, também, a ter seus méritos reconhecidos, resgatando e preservando valores de nossa cultura popular.

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