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Evento pelo Dia Internacional da Mulher terá apresentação do Vozes Bugras na Osho Meditação (SP)

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A atual formação do Vozes Bugras reúne Anabel Andrés, Anunciação Rosa e Célia Gomes (fila da frente, a partir da esquerda) e Ully Costa, Lucimara Bispo, Cássia Maria e Tiane Tessaroto (a partir da esquerda) Foto: Ulisses Matandos

 

O grupo Vozes Bugras voltará a se apresentar em São Paulo, desta vez no sábado, dia 7 de março, a partir das 20 horas, em evento para celebrar o Dia Internacional da Mulher marcado para a sede da Organização Comunitária Osho Meditação, Transformação e Arte. A Grande Mãe deverá ser homenageada pelo Vozes Bugras por meio de contos, ritos, mitos e lendas que remetem à identidade mestiça brasileira, num delicado trabalho que  compartilha o sentido de rituais ancestrais e celebra a riqueza e a diversidade de nossas raízes culturais, o sagrado e o feminino. Os lugares para o público são limitados e as vagas disponíveis precisam ser preenchidas mediante antecipada confirmação de presença com Swami Prem Suresh, por meio dos telefones 93013-4564 (Tim/Whatsapp) ou 94262 – 8286 (Vivo). Também serão aceitas inscrições pelo endereço eletrônico suresh@terra.com.br, ou por meio da mídia social de Swami Prem Suresh no Facebook. A contribuição voluntária sugerida está estipulada em R$ 20,00.

A casa da Osho Meditaçao, Transformaçao e Arte fica na Rua Correia Dias, 406, ao lado da estação Paraíso do Metrô.

A melhor referência ou definição para o Vozes Bugras é ainda da época da primeira formação do grupo, considerado pela revista Fórum como “um ponto fora da curva no cenário da nossa música” em reportagem especial. De acordo com o texto, as  sete valentes mulheres que o constitui  “arvoraram-se a descobrir, a desvendar e a divulgar a canção mestiça brasileira”. Um pouco mais do que isso, ainda de acordo com o autor da matéria, “elas contam causos, mitos, ritos, lendas e tudo o mais que faz parte da tradição oral da gente que se miscigenou por essas bandas”.

A revista publicou a matéria quando elas lançavam, depois de dez anos de estrada, o primeiro álbum, que ganhou o nome Vozes Bugras. Naquele momento elas eram Anabel Andrés; Anunciação Rosa; Cássia Maria; Célia Gomes; Dani Lasalvia; Priscila Brigante; Tânia Piffer; e Ully Costa. Dani, Priscila e Tânia saíram, chegaram Tiane Tessaroto e Lucimara Bispo. Anabel escreveu na ocasião que o nome Vozes Bugras deriva de um trocadilho com o Mistério das Vozes Búlgaras. “A denominação depreciativa, bugre, dada aos indígenas brasileiros pelos colonizadores, provém do termo francês bougre, referente aos ‘hereges búlgaros’, resistentes à ocupação de seu território em séculos passados, e estendeu-se a todo aquele que fosse considerado rude ou selvagem, em contraposição uma ideia exclusiva de civilização europeia”.

Já naquele trabalho, a Fórum destacava, “o resultado de tantos talentos e multiplicidades é um apanhado de rara beleza e encantamento”.  É possível ouvir no primeiro álbum desde canções de roda, lendas indígenas e do candomblé e incelenças, todas tradicionais de várias regiões e etnias brasileiras. Como elas mesmas dizem, semeiam tudo isto com atitude de orgulho, tendo como referência artistas Inezita Barroso e Dércio Marques.

Para o álbum Folia, o mais recente, a pesquisa começou em 2008 com buscas apuradas junto às fontes de grandes mestres da música brasileira de raiz e divulgadores de nossa rica tradição oral. As cantorias e histórias gravadas revelam as múltiplas manifestações de devoção que por todo o país celebram a chegada de Jesus e a visita dos Reis Magos do Oriente ao menino cujos pais, fugindo para o Egito da perseguição de Herodes, abrigaram-se em uma gruta na qual havia um estábulo,  situada em Belém da Judéia. Neste local, em uma manjedoura, o redentor nasceu e daquele dia em diante a humanidade mudou definitivamente.

Vozes Bugras, o primeiro disco, está quase esgotado, mas pode ser encontrado, com um pouco de paciência e disposição para pesquisar, em livrarias megastore de shoppings centers. O blog Quadrada dos Canturis disponibiliza ambos em formato mp3, e o próprio grupo oferece uma versão online de Folia, pela Soundcloud, para os internautas que visitarem a sua página eletrônica.

 

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Autor: barulhomarcel

Jornalista nascido em Bela Vista do Paraíso (PR). Corintiano por herança do pai, Geraldo Caetano de Lima. Do velho também puxou a paixão por modas de viola, música de raiz e caipira, que era chamada de "sertaneja" antes da mídia comercial se apropriar, indevidamente, do nome. Quando criança ouvia aos pés da cama dele, vindas de um rádio à pilha que chiava muito, clássicos destes gêneros que marcaram para sempre a sua vida. Eu e Andreia Beillo não temos nada em comum. Para começo de conversa, ela torce pelo Palmeiras. Mas resolvemos juntos botar o pé na estrada e acreditar nas bençãos de São Gonçalo do Amarante e tentar encontrar na atividade de blogueiros dedicados à música de qualidade algo que nos una e ajude muita gente boa espalhada por todo este país, e lá fora, também, a ter seus méritos reconhecidos, resgatando e preservando valores de nossa cultura popular.

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