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Violeiro Fábio Porte animará mais uma rodada do projeto Viola e Café, em Campinas (SP)

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Fabio Porte despertou interesses pela música caipira ainda menino, levado a rodas de violas pelo pai, Luis Porte, nas quais conviveu, por exemplo, com Bambico. Hoje além de estudioso e professor que toca também cavaquinho e violão, já gravou dois álbuns. Ainda neste semestre, pretende lançar o terceiro, que se chamara Trilhos da Vida.

O cantor e compositor Fábio Porte vai se apresentar no domingo, 19, como atração do projeto Viola e Café, do Sesc Campinas. Natural de São Paulo, atualmente residente em Jundiaí (SP), Fábio Porte estará no palco da área de convivência a partir das 10 horas acompanhado por Luccas Martins (percussão) e Marcelo Eduardo (violão e cavaquinho). O repertório mesclará  ritmos como rasqueado, chamamé, polca paraguaia, valsa, baião e xote, tanto por meio de composições próprias, quanto releituras de clássicos de Sivuca, Ramoncito Gomes, Renato Teixeira e Goiá.

Fabio Porte herdou do pai, Luis Porte, a arte de bem tratar o pinho. A mistura de elementos do Interior de Minas Gerais e do Paraná presentes em seu DNA influencia sua carreira, que encontra raízes ainda na infância. Quando menino, participava de cantorias ao lado do pai, violeiro e também luthier que entre os amigos das animadas rodas convivia, por exemplo, com Bambico. Neste meio passou a se interessar pelo sertão e por tradições interioranas e despertou para a estrada da música.

Luis Porte, então, confeccionou e deu para o filho a primeira viola com a qual o garoto lidou. Não demorou muito e Fábio já nutria intimidade com as cordas do instrumento, e por também passar a dedicar atenção e estudos ao violão e ao cavaquinho — hábitos que jamais abandonou e são cotidianos –, capacitou-se a tocar além da música caipira estilos como choro e MPB, com a mesma maestria. 

A trajetória de Fábio Porte inclui aulas  em conservatórios de São Paulo e de Jundiaí. Desenvolveu métodos musicais de sua própria autoria, jingles e trilhas musicais para programas de televisão. Como músico integrou o Tem Viola no Forró, grupo coordenado por João Ormond. Sua inserção como cantor solo de música regional e de raiz começou em 2012 ao lançar Caboclo Folgado. O álbum contém músicas inéditas e regravações de aclamados sucessos da MPB.

O segundo trabalho, Jacarandá do Brasil, é completamente instrumental. Traz dez faixas retratando a pluralidade cultural dos quatro cantos do país casadas com uma proposta de necessária reflexão quanto à necessidade de preservação ambiental evocada tanto pelo conteúdo musical, quanto por sutis elementos representados no encarte. Como a riqueza rítmica do Brasil é diferente de um estado para outro, para mostrar com fidelidade estas particularidades presentes em cada região, o público de Campinas notará em Fabio outra qualidade: a interpretação bastante cuidadosa de cada composição.

Na passagem pelo Sesc  também deverá apresentar em primeira mão à plateia músicas que estarão em Trilhos da Vida, álbum que certamente marcará  a afirmação de Fábio Porte como promissor violeiro e cantor da atual safra da música regional. A previsão é que o disco chegue ainda neste semestre contendo, por exemplo, uma poética homenagem a Antônio Gonçalves da Silva, o Patativa do Assaré (CE), uma das principais figuras da música nordestina do século XX que recebeu o pseudônimo por volta dos vinte anos por ser sua poesia comparável à beleza do canto desta ave.

O Sesc de Campinas fica a menos de 1.000 metros do terminal rodoviário Ramos de Azevedo, na rua Dom José I, 53 – Vila Industrial. A entrada é gratuita e o público pode acompanhar a cantoria degustando um saboroso e típico café caipira. 

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Autor: barulhomarcel

Jornalista nascido em Bela Vista do Paraíso (PR). Corintiano por herança do pai, Geraldo Caetano de Lima. Do velho também puxou a paixão por modas de viola, música de raiz e caipira, que era chamada de "sertaneja" antes da mídia comercial se apropriar, indevidamente, do nome. Quando criança ouvia aos pés da cama dele, vindas de um rádio à pilha que chiava muito, clássicos destes gêneros que marcaram para sempre a sua vida. Eu e Andreia Beillo não temos nada em comum. Para começo de conversa, ela torce pelo Palmeiras. Mas resolvemos juntos botar o pé na estrada e acreditar nas bençãos de São Gonçalo do Amarante e tentar encontrar na atividade de blogueiros dedicados à música de qualidade algo que nos una e ajude muita gente boa espalhada por todo este país, e lá fora, também, a ter seus méritos reconhecidos, resgatando e preservando valores de nossa cultura popular.

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