Barulho d'Água Música

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Jane do Bandolim e Miado do Gato revivem com maestria mestres do chorinho no Sesc Consolação (SP)

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Jane Silvana Corilov é reconhecida dentro e fora do país e desde 1998 porta o título de “Rainha do Bandolim Brasileiro”; sua biografia consta no Livro do Bandolim, com edições na Alemanha e nos Estados Unidos. O nome do quinteto é uma homenagem ao gato Branco, que dormia sobre suas partituras (Foto: Marcelino Lima)

O Barulho d’Água Música acompanhou na noite de segunda-feira, 13, mais uma rodada do Instrumental Sesc Brasil, atração de todas às segundas-feiras do Sesc Consolação (SP). Jane do Bandolim e o Miado do Gato foram os convidados desta vez e recordaram no palco do Teatro Anchieta vários clássicos de autores do chorinho como Jacob do Bandolim, Pixinguinha, Radamés Gnatalli, Ernesto Nazareth. Mais conhecido como sambista, Paulinho da Viola também entrou na roda com a inclusão no repertório da composição Beliscando.

Jane e os músicos Lula Gama, Edmilson Capelupi, Marcelo Cândido e Betinho Sodré, logo após a apresentação conversaram com o público e durante o bate-papo sob coordenação de Patrícia Palumbo responderam perguntas da plateia sobre curiosidades do gênero e a trajetória do quinteto formado em 1997.  Miado de Gato  é uma referência ao bichano que a artista teve, Branco, da tradução do nome do felino, em russo.

Ela contou que o animal curtia dormir sobre as folhas de suas partituras ou ao colo sempre nos momentos de estudo ou de ensaios, hábito dele que a obrigava várias vezes a interromper os exercícios. “Eu parava de tocar, o Branco acordava e miava, reclamando”. Para resolver o impasse, ela passou a ensaiar com duas partituras. Desta maneira, o gato garantia suas sonecas integralmente, ela prosseguia as tarefas sem paralisações abruptas e o quinteto terminou por ser batizado. “A referência é àquele gato, não a um outro, por isso é Miado do Gato, não Miado de Gato”.

JANE E O MIADO

Jane Silvana Corilov é reconhecida dentro e fora do país e desde 1998  porta o título de “Rainha do Bandolim Brasileiro”; sua biografia consta no Livro do Bandolim, com edições na Alemanha e nos Estados Unidos. Não sem razão: em vários momentos da apresentação, arrancou aplausos com a música ainda sendo executada; durante a valsa Só tu não sentes (Jacob do Bandolim), quando o pandeiro ficou mudo e o cavaquinho na dele, só ouvindo, o auditório apenas respirava e mexia os olhos como se suspenso no ar estivesse! 

Entre uma composição e outra, a artista comentava fatos ligados aos compositores do gênero.

“Além de fazer shows por que adoramos, temos obrigação de divulgar quanto mais possível o trabalho genial de cada um deles, pois chorinho é um gênero que não toca tanto assim nas emissoras e eles nos deixaram verdadeiras obras primas”, observou a bandolinista. Para Edmilson Capelupi, o chorinho não tornou-se ainda  como é o jazz, admirado em todo o planeta, por que faltaria ao Brasil um trabalho de marketing cultural mais eficiente.

A entrada para ver as atrações do Instrumental Sesc Brasil são gratuitas. Ainda em abril, Patrícia Palumbo receberá a banda Bombay Groovy (dia 20) e o paraense Dante Ozetti e Trio Manari (dia 27). O endereço é Rua Doutor Vila Nova, 245, Vila Buarque, telefone 11 3234-3000. Fica a 900 metros da estação República do Metrô e a 850 metros do terminal de ônibus Amaral Gurgel.

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Autor: barulhomarcel

Jornalista nascido em Bela Vista do Paraíso (PR). Corintiano por herança do pai, Geraldo Caetano de Lima. Do velho também puxou a paixão por modas de viola, música de raiz e caipira, que era chamada de "sertaneja" antes da mídia comercial se apropriar, indevidamente, do nome. Quando criança ouvia aos pés da cama dele, vindas de um rádio à pilha que chiava muito, clássicos destes gêneros que marcaram para sempre a sua vida. Eu e Andreia Beillo não temos nada em comum. Para começo de conversa, ela torce pelo Palmeiras. Mas resolvemos juntos botar o pé na estrada e acreditar nas bençãos de São Gonçalo do Amarante e tentar encontrar na atividade de blogueiros dedicados à música de qualidade algo que nos una e ajude muita gente boa espalhada por todo este país, e lá fora, também, a ter seus méritos reconhecidos, resgatando e preservando valores de nossa cultura popular.

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