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Guilherme Ribeiro lança Tempo, quarto disco autoral, no Museu da Casa Brasileira (SP)

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Natural de Santos (SP), Guilherme Ribeiro também toca acordeon e teclado, leciona música e já se apresentou em festivais e casas da Holanda, da França, da Bélgica, do Canadá e dos Estados Unidos; em 2010 lançou Calmaria, seu primeiro disco (Foto: Marcelino Lima)

 

O pianista e acordeonista Guilherme Ribeiro (Santos/SP) apresentou no domingo, 10 de maio,  pela primeira vez em público, músicas do quarto disco de sua carreira, intitulado Tempo, durante show promovido no Museu da Casa Brasileira, situado em São Paulo (SP). Guilherme Ribeiro tocou emoldurado por uma prazerosa chuva de outono no dia dedicado às mães, acompanhado por músicos de um time de primeira formado por Daniel de Paula (bateria), Sidiel Vieira (baixo), Rodrigo Ursaia (saxofone) e Vinícius Gomes (guitarra). Ele também recebeu no palco a cantora e fotógrafa Dani Gurgel, produtora de Tempo, que cantou Vento de Outrora, dela, e Verso em nó, parceria dela e Ribeiro. 

A obra de Guilherme Ribeiro mistura pop e música instrumental contemporânea e encontra influências e participações de parceiros internacionais como o guitarrista Roberto Zechini e o cantor Mateus Sartori. Ao compor, Guilherme procura se inspirar em métricas ímpares e nos timbres dos sintetizadores e pianos elétricos dos anos 1960. Em Tempo, gravou uma versão instrumental de Canto de Ossanha, clássico de Vinícius de Moraes e Baden Powell, mas a maioria das faixas é de sua autoria, como Despertar, com a qual abriu a apresentação no MCB, O seu tempoEvening mist, e Agora.

Calmaria é o primeiro disco autoral de Guilherme Ribeiro, como acordeonista. Lançado em 2010, as composições deste trabalho mostram parte da influência musical dele, que vai de ritmos brasileiros ao jazz, passando pelo tango e a música européia. O disco de estreia reúne os músicos Michi Ruzitschka (violão), Sidiel Vieira (contrabaixo acústico), Pedro Íto (bateria e percussão), Rubinho Antunes (trompete e flughelhorn) e Gabriel Grossi (harmônica). 

 

Guilherme tocou acordeon durante o show de lançamento do álbum O Tempo e o Branco, de Consuelo de Paula (MG), na memorável noite de 1º de fevereiro no Auditório do Ibirapuera (SP), ao lado, ainda, do violeiro e regente da Orquestra Filarmônica de Violas (Campinas/SP) João Paulo Amaral. Ele é mais atuante no cenário musical como pianista, mas desde que se encantou pelo acordeon dedicando também à pesquisa e ao estudo deste instrumento. Formado em piano erudito pelo Conservatório Pio XII da Universidade do Sagrado Coração em Bauru (SP) e em música popular pela Unicamp (Campinas/SP).

No circuito do jazz brasileiro instrumental, Guilherme Ribeiro  já tocou ao lado de Bob Waytt, Robertinho Silva, Nenê, Bocato, Léa Freire, Carlos Malta, Sound Scape Big Band Jazz, Paulo Moura, Raul de Souza, Maurício Einhorn, dentre outros. Também acompanhou artistas com Roberto Menescal, Vanessa da Mata, Fabiana Cozza, Dominguinhos, Maria Alcina, Moraes Moreira, Tom Zé, Luiz Melodia, Marcos Valle, João Bosco, Dona Ivone Lara, Mariana Aydar. Como integrante da banda da cantora Céu e do trio do gaitista Gabriel Grossi, participou de turnês como Circular BR Instrumental e festivais como Montreal Jazz Festival no Canadá, NorthSea Jazz Festival na Holanda, JVC Jazz Festival em Paris na França, Sfinks na Bélgica e Coachella nos Estados Unidos. Atualmente leciona piano, acordeon, contraponto e prática de conjunto na Faculdade Internacional Souza Lima & Berklee e acordeon na Emesp Tom Jobim, ambas escolas situadas na cidade de São Paulo. 

Homenagem ao Velho Lua

Em 2012 comemorou-se o centenário de nascimento de Luiz Gonzaga.  Junto com Mateus Sartori, Guilherme Ribeiro lançou Que se Deseja Rever, em homenagem ao Rei do Baião, que espalhou pelo Brasil a alegria das festas juninas e dos forrós pé-de-serra, mas também retratou por meio  de suas composições a pobreza, as tristezas e as injustiças de sua árida terra, o sertão nordestino.  Com arranjos especialmente criados para o projeto, o álbum destaca a diversidade rítmica presente na carreira do Velho Lua, incluindo choros, valsas e até afro-sambas. No repertório estão alguns clássicos como Asa Branca, Qui Nem Jiló, e Assum Preto , e também canções como Rosa do Mearim, Rei Bantú e Tenho onde Morar.

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Guilherme Ribeiro e os músicos que o acompanharam durante a apresentação no MCB; público ouviu em primeira audição composições como Despertar, Agora e a clássica Canto de Ossanha, de Vinícius  de Moraes e Baden Powell(Foto: Marcelino Lima)

 

 

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Autor: barulhomarcel

Jornalista nascido em Bela Vista do Paraíso (PR). Corintiano por herança do pai, Geraldo Caetano de Lima. Do velho também puxou a paixão por modas de viola, música de raiz e caipira, que era chamada de "sertaneja" antes da mídia comercial se apropriar, indevidamente, do nome. Quando criança ouvia aos pés da cama dele, vindas de um rádio à pilha que chiava muito, clássicos destes gêneros que marcaram para sempre a sua vida. Eu e Andreia Beillo não temos nada em comum. Para começo de conversa, ela torce pelo Palmeiras. Mas resolvemos juntos botar o pé na estrada e acreditar nas bençãos de São Gonçalo do Amarante e tentar encontrar na atividade de blogueiros dedicados à música de qualidade algo que nos una e ajude muita gente boa espalhada por todo este país, e lá fora, também, a ter seus méritos reconhecidos, resgatando e preservando valores de nossa cultura popular.

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