Público ocupa boa parte da Sala Olido para prestigiar nova apresentação de Olhos d’água, de Cláudio Lacerda (SP)

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O espetáculo Olhos d’água foi concebido por Cláudio Lacerda bem antes da crise hídrica passar a ocupar as pautas diárias na imprensa e em debates, motivado por uma viagem fluvial e pelas mensagens do filme de Al Gore (Foto: Marcelino Lima)

uito antes da atual grave crise hídrica que afeta grandes centros urbanos do país e ameaça o futuro de muitas comunidades, para não dizer de toda a sociedade nacional em curto prazo, os impactos de duas experiências vivenciadas pelo cantador Cláudio Lacerda (São Paulo/SP) despertaram nele a vontade de fazer algo que cutucasse a consciência popular para a necessidade de preservar e recuperar mananciais e rios: um viagem  por toda a extensão da hidrovia Paraná-Tietê, e o filme Uma verdade inconveniente, do ex-vice presidente dos Estados Unidos Al Gore, assistido por sugestão do companheiro Paulo Simões (MS), com quem esteve no barco durante a travessia. Destas experiências e da sensibilidade de Cláudio Lacerda, utilizando suas principais ferramentas que são a voz e a arte de tocar violão e viola, surgiu Olhos d’água, um espetáculo baseado em belo repertório cuja temática é a água, com arranjos personalizados para canções recolhidas em fontes de artistas consagrados, entremeado por mensagens e por dicas de apelo à conservação da natureza, além de homenagens a mestres comprometidos com causas ambientais.

Sem fazer proselitismo ecológico, Olhos d’água estreou em outubro de 2014, no Sesc de Campinas. Na noite de sábado, 30, fechou o  ciclo de três rodadas programadas para o mês de maio pela Prefeitura de São Paulo com apresentação que deixou quase que completamente tomado o auditório da Sala Olido, no Centro da Capital. Cláudio Lacerda estava acompanhado por Sérgio Turcão (baixo), Thadeu Romano (acordeon) e André Rass (percussão). 

A semente de Olhos D’água foi plantada em 2008 quando Cláudio Lacerda, junto com o compositor Paulo Simões, realizou a viagem de barco pela extensão da hidrovia Tietê-Paraná. Além de se inspirar nos rios para compor Mar Caipira, em dupla com o parceiro de empreitada, Cláudio Lacerda trouxe consigo o desejo de produzir um trabalho falando sobre água, e muito antes do alarde da crise do abastecimento que atualmente assola o país. Era o lado engajado de Cláudio Lacerda, que é formado em Zootecnia e cultiva orquídeas, pedindo a palavra, ou melhor, pedindo par dar um recado inadiável “Eu senti que precisava fazer algo. Acho importante sensibilizar os ouvintes, não só para a poesia e para a música que a água pode nos inspirar, mas também para a importância de respeitar os nossos mananciais”, afirma. “Sabemos que somente pelo consumo responsável poderemos nutrir a vida dos rios e impactar menos seus cursos e nascentes”.

O repertório de Olhos D’água reúne sucessos de autores reconhecidos e também atentos aos nossos recursos naturais. Luiz Gonzaga, Renato Teixeira, Guilherme Arantes Sá & Guarabyra, além de Paulo Simões, Fernando Guimarães, Luiz Salgado, Rodrigo Delage, Dércio Marques e do próprio Cláudio Lacerda tinham contribuições importantes sobre o tema. Entre as canções, que ganharam arranjos personalizados para o espetáculo, estão, por exemplo, Mar Caipira, Guardiões da Floresta (Renato Teixeira), Águas (Luiz Salgado) e Sobradinho, da dupla Sá & Guarabyra.

Sobre CLÁUDIO LACERDA

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Paulistano filho de mineiros, estreou em 2003, ao lançar Alma Lavada. Dois anos depois, venceu o I Prêmio Rozini Nacional de Excelência da Viola Caipira, promovido pelo IBVC (Instituto Brasileiro de Viola Caipira)  como melhor intérprete, feito repetido nas outras duas edições, em 2010 e em 2013. Já dividiu palco e faixas de seus discos com nomes como Dominguinhos e Renato Teixeira. Em 2007, gravou seu segundo álbum, Alma Caipira, e, em 2010, o autoral Cantador.

Atualmente Cláudio Lacerda está em estúdio gravando um novo trabalho, Estradas do Sertão, com participações de Neymar Dias (viola caipira, baixo, violão) e Toninho Ferraguti (acordeon), que reunirá músicas de autores consagrados como Tom Jobim e Chico Buarque cujas letras abordam o sertão  e suas belezas. Ele também integra o projeto cultural 4 Cantos com o amigos e violeiros Luiz Salgado, Rodrigo Zanc e Wilson Teixeira e que tem apresentações marcadas para os dias 24 e 26 de junho, em São Carlos e em Ribeirão Preto, e em 4 de julho, no bairro de São Paulo Campo Limpo, nas três ocasiões em unidades do Sesc mantidas nestas respectivas cidades paulistas. 

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