Rodrigo Zanc canta sucessos da carreira em Piracicaba (SP) antes do retorno à Morada do Sol, sua terra natal

arte zanccc

O músico Rodrigo Zanc (São Carlos/SP) será atração nesta semana em dois projetos do Sesc do Estado de São Paulo em apresentações que resgatarão um pouco de nossas histórias e nossas raízes. A brasilidade entrará em cena misturando música caipira, contação de causos, violas e violeiros e tradições e costumes de cada canto do Brasil serão cantados e contados por meio da música raiz, primeiro, na unidade Piracicaba, nesta quarta-feira, 17, e, dois dias depois, em Araraquara, às 14 horas e às 20 horas, respectivamente.

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Daniel de Paula: epifânico e abrejeirado

daniel de paula arte

O Sesc Vila Mariana, em São Paulo, acolheu o projeto Viola dos 5 Cantos, com curadoria de Zeca Collares, mineiro de Grão Mogol atualmente residente em Sorocaba (SP), que pretende por meio desta iniciativa belíssima mostrar as particularidades e as semelhanças das várias afinações e modos de tocar a viola nas diferentes regiões do país. O primeiro convidado, Julio Santin, de Irapuru (SP), mostrou em 10 de junho, por meio de cururus, cateretês, pagodes, guarânia e até chamamés, falou um pouco sobre cada estilo e as sonoridades que a viola caipira tem no Estado de São Paulo. Santin estava acompanhado por Marcos Azevedo (violão) e Andre Rass (percussão).

Na sexta-feira, 12 de junho, Daniel de Paula, aniversariante, revelou ao público que ainda não conhecia o instrumento a magia e a singularidade da viola de cocho, presença obrigatória em festas religiosas há séculos no Centro-Oeste e diretamente vinculada a festas populares como  siriri e a cururu. É de impressionar a variedade melódica que ele consegue extrair das suas duas acompanhantes — que, para começo de conversa, na maior parte do tempo, toca de olhos fechados, como se estivesse em oração, no auge de uma epifania, ou saracoteando o corpo como se brejeiro fosse, em sutis bailados e movimentos como se a música fluísse por ele, ou dele estivesse se esvaindo em meio a uma celebração litúrgica cuja comunhão ele atinge com siriemas, araras e arancuãs, rios, peixes, poentes e luares, rituais pantaneiros nos quais ele parece estar imerso.

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