Zeca Collares lança Estação, álbum de rezas, folias e violas, no Sesc Campinas (SP)

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O compositor, cantor, e cineasta Zeca Collares, mineiro de Grão Mogol, estará em Campinas na manhã de domingo, 21, para animar mais uma rodada do projeto Folias de Junho/Viola&Café, programação que remete às memórias afetivas dos diversos festejos juninos com danças, música, crenças, aromas e sabores. Atualmente residente em Sorocaba (SP), Zeca Collares apresentará na Área de Convivência seu mais novo trabalho com composições inéditas assinadas por ele, em parceria com o compositor Valter Silva, somada ao cello e contrabaixo de Luiz Anthony, ao violão de Zé Marcos e a percussão de Cléber Almeida. O álbum, Estação, traz o universo regional das rezas, das folias e das violas, além de inovações nas propostas melódicas e harmônicas. 

Zeca Collares esteve à frente do projeto Viola dos 5 Cantos, acolhido pelo Sesc da Vila Mariana (SP),  e encerrado na noite de ontem, 19, com as apresentações de Adelmo e André Arcoverde, pai e filho representantes da viola Nordestina, da cidade de Nazaré da Mata (PE). O Viola dos 5 Cantos foi concebido para com belíssimos concertos mostrar as particularidades e as semelhanças das várias afinações e modos de tocar a viola nas diferentes regiões do país e colocou no palco além dos pernambucanos Julio Santin (Irapuru/SP), Daniel de Paula (Tangará da Serra/MT)  e o próprio Zeca Collares, além dos músicos Di Brandão, André Siqueira, Marcos Azevedo, Andre Rass, e Cleber Almeida e uma roda de catira na área de convivência com o grupo Botas de Ouro (Guarulhos/SP), liderado por Floresta e Tião Ramalho.

O curador saiu dos bastidores para o palco na noite de quinta-feira, 18, quando, ao lado de Siqueira e Almeida, mostrou o show Pés descalços, com repertório baseado mas 16 faixas do álbum homônimo. Pés descalços é um espetáculo que visa a levar o público à reflexão por meio de ritmos como Folias de Reis, Marujadas, Calangos e Cocos tocados de modo que o próprio Zeca Collares classifica como rebuscado, contemporâneo e ao mesmo tempo singelo. Poético, aborda o nosso comportamento diante da vida e como isso se manifesta e influencia o outro. Trata da alegria, da tristeza, do amor, da indiferença, da fé, sempre colocando os “pés” como o termômetro destas manifestações.

O músico o planejou após conhecer uma mulher durante uma viagem, com a qual aprendeu que todos nós, ao nascermos, recebemos uma tocha que precisamos manter acesa até o final de nossa travessia encarnados. Como os riscos para que a chama se apague são muitos, Deus designa vários anjos para nos acompanhar e nos ajudar em situações críticas que possam fazer com que o fogo se extingua. Para Zeca Collares, devido à pureza que os constituem, estes seres caminham ao nosso lado com os pés desnudos, por isso os trata por Pés Descalços.

“Depois que escutei aquela senhora fiquei pensando em todas as belezas que ela falou e ensinamentos dela; em quinze dias compus as 16 músicas que resultou no disco e no espetáculo”, conta Zeca Collares. “Quem calça sapatos coloca uma máscara, deixa se ser ele mesmo”, observa Zeca Collares, que subiu ao palco descalço. Cada composição representa um Pé, ou anjo, e para cada um há uma cor associada. “Neste concerto a proposta que faço ao público é tentar identificar os respectivos anjos e cores relacionados às músicas, qual a importância para e como eles se manifestam na vida de cada um”.

Os anjos também são classificados com adjetivos  como “imprescindível”, por exemplo, dedicados às mães e à Terra, representadas, respectivamente, pelas composições Água Limpa e Iticrocó. Vestido de Chita é dedicado a dona Jovina, parteira dele e dos seis irmãos, enquanto Da Bahia a Minas, um baião com sotaque de pagode de viola, é o recorte peregrino por meio do qual Zeca Collares recorda as viagens anuais em pau de arara com os pais e irmãos para a família pagar promessas em Pirapora do Bom Jesus, na Bahia.

O Sesc de Campinas fica na rua Dom José I, 270/333 , Bonfim, a menos de 1.000 metros do terminal rodoviário da cidade. A entrada para curtir Zeca Collares é franca.

 klango violeiro

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