Fabrício Conde abre porteiras e estabelece novos territórios culturais com seu recente disco, Fronteira

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Fabrício Conde, compositor, escritor e contador de causos é conterrâneo de Murilo Mendes, leitor de Borges e de Guimarães Rosa, estudou com Ivan Vilela, aprendeu manhas e mandingas com a avó e Antônio Macário, curte cinema italiano e já agradou aos ouvidos da Rainha Elizabeth com suas composições repleta de raízes e de sonoridades universais

O Barulho d’água Música recebeu para o acervo do blog o novo álbum de Fabrício Conde (Juiz de Fora/MG), compositor e um dos vencedores do XIV Prêmio BDMG de Música, promovido em Beagá. Fronteira,  nome do trabalho, foi produzido com apoio da Prefeitura da cidade mineira situada na Zona da Mata, com incentivos da Lei Murilo Mendes, escritor que lá nasceu e residiu, com participações de Laura Delgado (voz), Márcio Hallack (piano) e Rodrigo Biss (rebeca). Fabrício Conde toca cuatro venezoelano, viola de cabaça (arte do luthier e violeiro paulista Levi Ramiro) e ronroco; para cada uma das 11 faixas faz um breve comentário revelando particularidades da composição. Samba Venezoelano, por exemplo, com a qual abre o concerto, foi composta nos aeroportos de Santiago, capital do Chile, e de Guarulhos (SP). “A ideia de compor este samba surgiu devido ao fato de alguns amigos, por brincadeira, chamarem o meu cuatro venezoelano de cavaquinho”, conta.

Corta!

Fabrício Conde não é compositor de viola caipira? Como, então, está fazendo samba, e, ainda mais com instrumento estranho a nossa cultura?

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