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Chico Lobo (MG) lança álbum e livro que conta causos e histórias sobre a viola caipira, em Sampa

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chico lobo

violeiro Chico Lobo (MG) estará na Livraria da Vila do bairro da zona Sul paulistana Pinheiros na quinta-feira, 6 de agosto, para lançar a partir das 19h30 o álbum Cantigas de Violeiro e o livro Conversa de Violeiro – Viola Caipira: Tradição, Mistérios e Crenças de um Instrumento com a Alma do Brasil, publicação que tem participações do escritor e pesquisador Fábio Sombra e do jornalista e especialista em cultura popular, Assis Ângelo, autor do prefácio. Já o álbum Cantigas de Violeiro revisita os trinta anos de carreira de Chico Lobo e traz releitura para Calix Bento, clássico da música popular brasileira, além de canções inéditas criadas especialmente para o projeto.

O  primeiro álbum de Chico Lobo  recebeu  indicação ao Prêmio Sharp de Revelação, em 1996, e que recentemente, ele teve uma de suas canções escolhida por Maria Bethânia para integrar o show e o DVD comemorativo dos  50 anos de carreira da cantora. O violeiro conta que o livro reflete anos de vivência no mundo da viola e dos violeiros. “Conversa de Violeiro nada tem a ver com aprendizado do instrumento”, observa. “É um sonho antigo, desde a época em que eu era colunista da revista Viola Caipira, na qual cheguei a registrar algumas curiosidades que vivenciei de perto”, prossegue, antes de arrematar: “Não é ficção, é vivência popular!”.

Cantigas de Violeiro ‘conversa’ com o livro e mostra a rica sonoridade da cultura popular por meio de folias, modas, batuques, catiras, folguedos, bois e toques de viola, sons inspiradores que fizeram o músico mergulhar, assim como no livro, na cultura regional, resultado de suas andanças por Minas Gerais e pelo Brasil. Oferece 14 canções do violeiro, mais duas músicas inéditas autorais, e convidados especiais como Rolando Boldrin (recitando em Simpatia da Cobra Coral), Tavinho Moura (Breu), Xangai (Boi Carreador), Pena Branca (Tropa) e Aldo Lobo (Criação), pai de Chico.

O livro mostra em detalhes o folclore que envolve as origens da viola, instrumento que melhor reflete a alma do Brasil raiz, explorando essa matéria-prima mística por meio de causos, crendices e demais tradições populares. Fábio Sombra relatou que o trabalho traz uma visão ampla do universo mágico da viola caipira. “O livro está repleto dessas curiosidades que recolhemos pessoalmente nos rincões mais remotos do Brasil”, comentou. “É o trabalho de quem foi pesquisar nas fontes e não se limitou a reproduzir o que outros pesquisadores escreveram”. Sombra comemora o lançamento que, de acordo com ele, “deu um trabalhão”, mas resultou “em um livro que nos enche de orgulho e de satisfação”.

Os autores buscaram preservar na obra o mesmo tom das conversas interioranas, o mesmo clima tranquilo e descontraído de onde vieram as histórias. O leitor descobrirá, por exemplo, que o nome “Diabo” tem mais de 200 variações no vocabulário popular e porque alguns violeiros usam o guizo da cobra cascavel dentro da viola. Ou, ainda, como é feito o pacto com o “Coisa Ruim” para adquirir destreza no instrumento. “Esses conhecimentos são bens imateriais e precisam ser preservados no século XXI”, ponderou Chico Lobo.

A Livraria da Vila fica na Rua Fradique Coutinho, 915, em Pinheiros. O telefone para mais informações é (11) 3814-1063.

 

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Autor: barulhomarcel

Jornalista nascido em Bela Vista do Paraíso (PR). Corintiano por herança do pai, Geraldo Caetano de Lima. Do velho também puxou a paixão por modas de viola, música de raiz e caipira, que era chamada de "sertaneja" antes da mídia comercial se apropriar, indevidamente, do nome. Quando criança ouvia aos pés da cama dele, vindas de um rádio à pilha que chiava muito, clássicos destes gêneros que marcaram para sempre a sua vida. Eu e Andreia Beillo não temos nada em comum. Para começo de conversa, ela torce pelo Palmeiras. Mas resolvemos juntos botar o pé na estrada e acreditar nas bençãos de São Gonçalo do Amarante e tentar encontrar na atividade de blogueiros dedicados à música de qualidade algo que nos una e ajude muita gente boa espalhada por todo este país, e lá fora, também, a ter seus méritos reconhecidos, resgatando e preservando valores de nossa cultura popular.

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