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603 – Oswaldo Rios e Rogério Gulin dão sequência ao Circuito Dandô nas gaúchas Caxias do Sul e São Marcos

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Em mais duas rodadas do Dandô Circuito de Música Dércio Marques o público das cidades gaúchas de Caxias do Sul e de São Marcos poderão curtir as apresentações de Oswaldo Rios e de Rogério Gulin, integrantes do grupo paranaense Viola Quebrada. Em Caxias do Sul, a cantoria está marcada para começará às 20 horas da quarta-feira, 12 de agosto, na Sala de Teatro Valentim Lazzarotto, casa na qual serão recepcionados por violeiros locais. No dia seguinte, a partir do mesmo horário, Rios e Gulin ocuparão o palco do Auditório Municipal Joaquim Grizzon, junto à Prefeitura Municipal de São Marcos. Os anfitriões serão, igualmente, violeiros do município. 

Dandô Circuito de Música Dércio Marques  recebeu ao final do ano passado quando completava exatamente um ano de caravanas o Prêmio Brasil Criativo. Recentemente, mais seis cidades goianas entraram para o circuito, que passou na ocasião a abarcar 33, composto por São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Pernambuco, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, além do Distrito Federal. A idealizadora é a cantora e pesquisadora Katya Teixeira (SP), que fomenta, por meio das apresentações, a circulação de música de qualidade inquestionável por todo o país, reunindo artistas de várias regiões, e, assim, criando intercâmbios, gerando novas plateias. 

Quem já se apresentou possui trabalhos reconhecidos, mas merece melhor projeção no panorama nacional, o que proporcionaria às pessoas acesso a outras linguagens e propostas produzidas fora da “grande mídia”. Um artista sai de cada cidade e passa por todos os pontos do circuito, girando a roda de forma contínua. Cada edição conta sempre com um artista do local recebendo e abrindo o espetáculo para o convidado, em shows de aproximadamente noventa minutos. Ao final, um bate-papo entre artistas e plateia fecha a apresentação.

A cada novo show, transmite-se, ainda, o legado de Dércio Marques(Uberaba/MG), não apenas para a música, mas para toda a cultura popular brasileira. Dércio Marques morreu em julho de 2012, em Salvador (BA), deixando  uma grande escola que transcende a composição musical e poética e propõe, ainda, uma postura mais íntegra e solidária de viver, voltada tanto para a preservação da natureza, quanto para o aprimoramento espiritual de cada indivíduo, sem deixar de lado o engajamento político e social que costura um mundo mais justo e fraterno.

O Prêmio Brasil Criativo destacou o Dandô na categoria Artes de Espetáculo/Música,  em 3 de dezembro de 2014. Promovido pelo Ministério da Cultura, pelo Projeto Hub e pela 3M, contemplou 22 projetos perante um público de mais de 800 pessoas que foram à cerimônia no Auditório Ibirapuera (SP).

viola qubrada

Tudo o que eu sou vem do teu chão/guarda o calor da estação/Água que flui beira de rio/vento do Sul traz o frio: trecho da música Caminhos do Campo, que estará entre as 13 faixas de Meus Retalhos, novo álbum do Viola Quebrada (Foto: Divulgação do grupo Viola Quebrada)

 

Álbum novo

O Grupo Viola Quebrada foi criado com a proposta de apresentar temas clássicos em arranjos recriados do repertório caipira e tem em sua formação seis músicos, com os seguintes instrumentos: violões, viola caipira, acordeom, baixo e percussão. Os integrantes são: Oswaldo Rios (voz e violão), que nasceu em Planaltina (PR) e tem gravado um CD solo chamado Retrovisor,  e músicas gravadas por Arrigo Barnabé, Carlos Careqa, Tony Bonfá e pelo Coral da Universidade Federal do Paraná, entre outros. Marinez Amatti (voz e violão) nasceu em Londrina (PR) e estudou piano, licenciatura em Música e Musicoterapia. Rogério Gulin (viola caipira) é professor de Viola Caipira e Prática de Conjunto Caipira no Conservatório de MPB de Curitiba (PR), arranjador e compositor e lançou os álbuns Tempestade, Orvalho e Alinhamento. Rubens Nunes Pires (acordeão) tem licenciatura em música pela FAP de Curitiba, é professor de acordeão no Conservatório de MPB de Curitiba e de outras escolas de música. Marcão Saldanha (percussão) e Sandro Guaraná (baixolão) completam o grupo.

Em quinze anos, o grupo lançou cinco álbuns.  O primeiro, Viola Quebrada (2000), tem participações de Pena Branca e Xavantinho, Roberto Corrêa e Terra Sonora. Viola Fandangueira (2002), duplo, só de fandangos,  foi gravado com a Família Pereira de Guaraqueçaba, do Mestre Eugênio e Pedro Pereira, ambos da Ilha dos Valadares. Sertaneja saiu em 2003, com participação de Zeca Baleiro cantando o fandango paranaense Balão que cai; neste mesmo ano, o Violaa Quebrada participou de uma coletânea da gravadora Kuarup chamada Caipiríssimo, juntamente com Rolando Boldrin, Pena Branca e Renato Teixeira. Já Noites do Sertão (2006) onta com Alaíde Costa. Em 2011 os fãs ganharam Viola Quebrada canta Cascatinha e Inhana, nas versões CD e DVD, com participação das Irmãs Galvão.

Após Viola Quebrada canta Cascatinha e Inhana, o grupo começou a se dedicar a trabalhos autorais que resultaram no novo álbum em vias de lançamento, Meus Retalhos, para o qual Rogério Gulin e Oswaldo Rios compuseram novas musicas e celebraram parcerias com músicos como Paulo Freire, Consuelo de Paula, Chico Lobo e os poetas João Evangelista Rodrigues e Etel Frota. Com este projeto cultural, sem deixar de lado as tradições, aborda-se entre outros que fazem parte do cotidiano do homem do interior temas contemporâneos como a defesa da natureza (Rio do Peixe, de  Gulin, Rios e João Evangelista Rodrigues) e Caminhos do campo (Gulin, Rios e Frota); êxodo rural (Meus Retalhos, Gulin, Rios e Etel Frota); fé (Louvação, Gulin, Rios e João Evangelista Rodrigues); festas de interior (Margarida, Gulin, Rios e Consuelo de Paula); amor, (Ilusões, Rios e João Evangelista Rodrigues e Zóio Seco, Rios e Paulo Freire). Meus Retalhos é, logo,  a compilação de seis anos de composições e arranjos inéditos reunidos em 13 faixas de variados ritmos no gênero da melhor musica caipira, entre as quais há a instrumental Estação.

O projeto Meus Retalhos  já tem shows de lançamento agendados em Curitiba, Ponta Grossa, Londrina, União da Vitória, Rio Negro, Maringá e Foz do Iguaçu, todas cidades paranaenses. São Paulo também vai acolher uma apresentação, marcada para 17 de setembro, no Itaú Cultural.

 

 

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Autor: barulhomarcel

Jornalista nascido em Bela Vista do Paraíso (PR). Corintiano por herança do pai, Geraldo Caetano de Lima. Do velho também puxou a paixão por modas de viola, música de raiz e caipira, que era chamada de "sertaneja" antes da mídia comercial se apropriar, indevidamente, do nome. Quando criança ouvia aos pés da cama dele, vindas de um rádio à pilha que chiava muito, clássicos destes gêneros que marcaram para sempre a sua vida. Eu e Andreia Beillo não temos nada em comum. Para começo de conversa, ela torce pelo Palmeiras. Mas resolvemos juntos botar o pé na estrada e acreditar nas bençãos de São Gonçalo do Amarante e tentar encontrar na atividade de blogueiros dedicados à música de qualidade algo que nos una e ajude muita gente boa espalhada por todo este país, e lá fora, também, a ter seus méritos reconhecidos, resgatando e preservando valores de nossa cultura popular.

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