Barulho d'Água Música

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632 – Ricardo Vignini (SP), camarada top das cordas caipiras e elétricas, recebe hoje abraços de matutos e roqueiros

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Vignini arte

O Barulho d’água Música registra e espalha que hoje, terceiro dia do mês em que chegará a Primavera, completa mais um aniversário o embaixador da viola caipira nos Estados Unidos; guitarrista que faz Tião Carreiro e Jimmy Page falarem a mesma língua; personagem de matéria especial na destacada revista Guitar Player, em março;  e que será atração do Rock in Rio trintão, em 18 de setembro, no palco Sunset, com Lenine, com o qual gravou em disco o projeto Carbono. Já sabem a quem estamos nos referindo, certo, amigos e seguidores do blogue e fãs deste paulistano sempre bem humorado? Bom, então vamos cumprimentar o competentíssimo músico Ricardo Vignini, que, entre outras credenciais inquestionáveis, é um dos pioneiros na utilização do tradicional instrumento da cultura brasileira no gênero caracterizado pelo uso da guitarra elétrica e mistura ponteados da música caipira com riffs e fraseados de rock, conforme definição da Guitar Player.

“Ao dedilhar  as cordas, ele mistura ponteados da música caipira com riffs e fraseados de rock — fusão que serve de base para o repertório dos cinco álbuns já gravados pelo Matuto Moderno e dos shows que regularmente a banda leva pelo Brasil”, observou Fábio Carrilho, que assina aquela reportagem. Em 2014, o violeiro, que é canhoto, mostrou ao público outras facetas de sua viola guitarra, prossegue Carrilho, ao lançar o primeiro disco da banda Mano Sinistra, power trio formado por ele, o baterista R

Foi no ano passado também que Ricardo Vignini gravou Viola Caipira Duas Gerações, em duo com  Índio Cachoeira, um dos seus mestres. Já com Zé Helder, em 2011, saiu o fantástico Moda de Rock – Viola Extrema. Sucesso de vendas e de shows tanto no Brasil, quanto no exterior, sobretudo nos Estados Unidos, o álbum arrebatou um dos troféus do 3º Prêmio Rozini de Excelência de Moda de Viola, entregue em noite de gala no Memorial da América Latina, em junho de 2013.

A razão para tamanha repercussão é a adaptação de clássicos do rock para as cordas de duas violas, entre as quais In the Flesh, faixa de The Wall, do Pink Floyd, que nos dedos da dupla transformou-se em uma singela valsinha. Para quem não consegue conceber a ideia de Pink Floyd tocado assim, procure imaginar Aces High, do Iron Maiden ou Master of Puppets, do Metallica, levadas em ritmo de pagode de viola. Participam ainda o também violeiro Renato Caetano e Edson Fontes, este integrante dos grupos Favoritos da Catira e ainda do Matuto Moderno; na versão ao vivo e em DVD, Ricardo Vignini  e Zé Helder contam com a participação do baiano Pepeu Gomes. 

Receba, então, mano Vignini, os votos de sucesso cada vez maior e de felicidades hoje e sempre. Parabéns!

O que Ricardo Vignini disse sobre ele mesmo, hoje:

“42 aninhos, muito obrigado a todos! Se tem uma coisa que me surpreende é que eu ainda tenho meus ideais, sonhos, certezas e teimosias iguais desde quando era um moleque de 12 anos! Valeu gente

Pra quem estiver em São Paulo vou tomar uma no Bar do Edu.”

Entre muitos fãs e amigos, reproduzimos as palavras de Larissa Leite:

“Primeiramente, hoje te desejo muito, muito sucesso! Quero q mais pessoas possam ouvir sua boa música! 🎶🎵 Mais também te envio boas energias para q vc tenha bastante saúde, paz e ‘meio mundo’ de alegrias!! 🎂🎊🎂🎆 Abraços.”

 

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Autor: barulhomarcel

Jornalista nascido em Bela Vista do Paraíso (PR). Corintiano por herança do pai, Geraldo Caetano de Lima. Do velho também puxou a paixão por modas de viola, música de raiz e caipira, que era chamada de "sertaneja" antes da mídia comercial se apropriar, indevidamente, do nome. Quando criança ouvia aos pés da cama dele, vindas de um rádio à pilha que chiava muito, clássicos destes gêneros que marcaram para sempre a sua vida. Eu e Andreia Beillo não temos nada em comum. Para começo de conversa, ela torce pelo Palmeiras. Mas resolvemos juntos botar o pé na estrada e acreditar nas bençãos de São Gonçalo do Amarante e tentar encontrar na atividade de blogueiros dedicados à música de qualidade algo que nos una e ajude muita gente boa espalhada por todo este país, e lá fora, também, a ter seus méritos reconhecidos, resgatando e preservando valores de nossa cultura popular.

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