644 – Chico Lobo recebe portugueses em Beagá (MG) para I Mostra de Violas de Arame

Lirio Roxo
Ao final da noite de abertura da I Mostra de Violas de Arame em Belo Horizonte os cinco violeiros ofereceram ao público uma cantiga com temas do Brasil e de Portugal (Fotos: Marcelino Lima/Acervo Barulho d’água Música)*  *Reprodução autorizada apenas pelos artistas, em quaisquer meios, tempo ou lugar

Belo Horizonte (MG)  transformou-se entre os dias 11 e 13 de setembro em ponto de encontro para duas formas de manifestações culturais e artísticas do Brasil e de Portugal, durante a I Mostra Internacional de Violas de Arame do Brasil, evento organizado pela Fundação Municipal de Cultura e Viola Brasil Produções que uniu os músicos Chico Lobo, Eduardo Costa, José Barros, Pedro Mestre e Vitor Sardinha. O primeiro, nascido em São João Del Rey e expoente da viola caipira, residente atualmente na Capital, como anfitrião recebeu os convidados, quatro portugueses, cada qual representando uma viola típica de suas regiões — Amarante, Braga, Alentejo e Ilha da Madeira. Eduardo Costa, assim, trouxe a viola amarantina, José Barros a viola braguesa, Pedro Mestre a viola campaniça e Vitor Sardinha a viola madeirense, instrumentos cujo conjunto se designa como Violas de Arame, com sonoridades diferentes, mas que ao serem tocadas por seus embaixadores revelaram nítidas semelhanças com as que soam por aqui nas dez cordas caboclinhas.

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643 – Cláudio Lacerda (SP) é nova atração do projeto Imagens do Brasil Profundo, na Biblioteca Mário de Andrade

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O cantor e compositor Cláudio Lacerda será o convidado do projeto Imagens do Brasil Profundo da quarta-feira, 16 de setembro, quando será recebido a partir das 20 horas no auditório da Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo, pelo curador, professor de Sociologia Jair Marcatti. Paulistano filho de mineiros, Cláudio Lacerda estreou em 2003 a sua carreira musical ao lançar Alma Lavada. Dois anos depois, faturou como melhor intérprete uma das estatuetas do I Prêmio Rozini Nacional de Excelência da Viola Caipira, promovido pelo IBVC (Instituto Brasileiro de Viola Caipira). O IVBC o distinguiu, novamente em 2010 e em 2013.

Em sua trajetória, que recentemente ganhou as páginas da edição de agosto da revista Dinheiro Rural, Cláudio Lacerda já dividiu palco e faixas de seus discos com nomes como Dominguinhos e Renato Teixeira e em 2007 gravou seu segundo álbum, Alma Caipira. Em 2010, saiu CantadorAtualmente grava um novo trabalho, Estradas do Sertão, com participações de Neymar Dias (viola caipira, baixo, violão) e Toninho Ferraguti (acordeon), que reunirá músicas de autores consagrados como Tom Jobim e Chico Buarque cujas letras abordam o sertão  e suas belezas. Ele também planeja colocar no mercado Trilhas Boiadeiras, álbum que gravou a pedido da emissora Terra Viva, canal que está completando uma década de atividades.

Cláudio Lacerda, além da carreira solo e dos projetos pessoais, integra desde 2011 o grupo 4 Cantos, com o amigos e violeiros Luiz Salgado, Rodrigo Zanc e Wilson Teixeira. O quarteto conquistou fãs em cidades paulistas tais quais Avaré, Araraquara, Botucatu, Piracicaba, Ribeirão Preto, Santa Bárbara d’Oeste, São Carlos e Santa Fé do Sul; em julho estreou na Capital com duas concorridas apresentações. Com Rodrigo Zanc protagoniza, ainda, shows em tributo a Pena Branca  e Xavantinho e sem fazer proselitismo ecológico, estreou Olhos d’água em outubro de 2014, no Sesc de Campinas, semente plantada e que vem sendo regada desde 2008 quando Cláudio Lacerda, junto com o compositor Paulo Simões, realizou a viagem de barco pela extensão da hidrovia Tietê-Paraná.

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Olhos d’água tem repertório inspirado em rios e na sua importância na vida das comunidades ribeirinhas, atividades humanas e equilíbrio da natureza. Uma das composições é Mar Caipira, escrita em dupla com o parceiro de empreitada pela hidrovia. Deste giro, trouxe consigo o desejo de produzir um trabalho falando sobre e necessidade de cuidarmos dos nossos mananciais e lençóis d’água muito antes do alarde da crise do abastecimento que atualmente assola o país. Com este brado, ele revela o lado engajado do zootecnista que se formou em Botucatu e cultiva orquídeas, pedindo a palavra, ou melhor, pedindo par dar um recado inadiável “Eu senti que precisava fazer algo. Acho importante sensibilizar os ouvintes, não só para a poesia e para a música que a água pode nos inspirar, mas também para a importância de respeitar os nossos mananciais”, afirma. “Sabemos que somente pelo consumo responsável poderemos nutrir a vida dos rios e impactar menos seus cursos e nascentes”.

Em sua passagem pela Biblioteca Mário de Andrade, Cláudio Lacerda estará acompanhado por Daniel Franciscão (viola) e Leonardo Padovani (violino).

Os objetivos do projeto Imagens do Brasil Profundo, cuja primeira temporada ocorreu no ano passado, de acordo com Jair Marcatti é trazer à tona um país mais interior. Em 2015, o programa, ampliado em relação ao formato do ano anterior, passou a abranger vários aspectos das diversas culturas regionais do Brasil, desvendados em diferentes shows, bate-papos musicais, debates e palestras que já receberam entre outros neste ano Katya Teixeira e Cássia Maria, Paulo Freire, Benjamin Taubkin, Luiz Salgado, Galileu Garcia Júnior, Paulo Dias, Ivan Vilela, José Miguel Wisnick e João Arruda. Quinzenalmente e sempre às quartas-feiras, a partir das 20 horas, e com entrada franca, o projeto neste ano têm ainda programados Consuelo de Paula, Trio José, Renata Mattar, Jean e Joana Garfunkel e o trio Conversa Ribeira.

Serviço:

Imagens do Brasil Profundo recebe Cláudio Lacerda (com Daniel Franciscão e Leonardo Padovani)

Data: quarta-feira, 16 de setembro
Horário: 20 horas
Local: Auditório da Biblioteca Mário de Andrade
Rua da Consolação, 94, São Paulo, a 500 m da estação Anhangabaú da linha Vermelha do Metrô
Entrada franca

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