Barulho d'Água Música

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690 – Um abraço dos mais fraternos para Valdir Verona (RS), aniversariante de hoje

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O abraço de hoje do Barulho d’água Música chegará a uma das regiões mais bonitas do Brasil, onde está encravada Caxias do Sul (RS), morada do violeiro Valdir Verona, músico com mais de 25 anos de estrada, participações em diversos álbuns e DVDs de música e poesia e que na noite de 14 de outubro, ao lado do parceiro Rafael De Boni, lançou o primeiro DVD do Duo de Viola, na Sala de Cinema do Centro Municipal de Cultura Doutor Henrique Ordovás Filho. O trabalho, gentilmente doado por Verona ao acervo do blogue, conta com a participação de Yamandu Costa.  

Valdir Verona desenvolve intenso trabalho de resgate da viola na música do Sul do país e além de diversas turnês pelo Brasil, além de apresentações pelo Dandô Circuito Dércio Marques de Música, projeto do qual é um dos pontas de lança, Valdir Verona também levou seu repertório e talento ao exterior, ocupando palcos no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, por exemplo, e na Feira Internacional do Livro de Bogotá, na Colômbia. É autor, entre outros álbuns, de Na Estrada; também integra o Ária Trio ao lado de Ricardo Biga e Esmeralda Frizzo. 

Formado em 2001 em Caxias do Sul, por meio de parcerias em gravações, shows e recitais, simultaneamente ao trabalho no ensino musical na Teclas & Cordas – Cursos de Música, o Ária Trio destaca-se pelas composições, em diferentes estilos musicais, que evidenciam as influências de cada músico — da música regional a erudita. A preocupação com a sonoridade de cada instrumento e com a identidade dos diversos “sotaques musicais” confere às interpretações verdadeiro caráter pessoal e ar de originalidade. O Ária Trio gravou em 2009 Ad Libitum — que de cara começa com Chamamé Blues, uma composição de Valdir Verona que bem poderia estar na trilha sonora de Pampas,Texas,  ou melhor Paris, Texas um cult dos mais aclamados, de Wim Wenders. Ad libitum é uma expressão do latim que significa à vontade, a bel-prazerQuando usada em música, frequentemente é abreviada para “ad lib” e confere ao executante, liberdade no andamento e na expressividade da interpretação do tema.

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Imagens do encarte do DVD de Valdir Verona e de Rafael De Boni que na foto menor têm ao centro Yamandu Costa (Fotos: Douglas Trancoso)

Verona, em suma, representa muito bem a cultura gaúcha, levando entre outras valiosas contribuições os ritmos e as tradições presentes nas músicas do sul aos quatro cantos do país. Em uma de suas edições brasileiras, a Revista Guitar Player observou que não há como negar o grande desenvolvimento recente da viola de dez cordas no Brasil, principalmente em termos de linguagem, reconhecendo entre os baluartes que contribuem para este auspicioso movimento o nome de Verona somado ao de um panteão no qual são citados ainda mestres como Ivan Vilela e Roberto Corrêa, ambos mineiros, mais Paulo Freire.

A Guitar Player publicou que, além de exímio violeiro e violonista, estamos diante de um pesquisador incansável da cultura e do violão gaúchos. E indica dois livros dele como referências obrigatórias sobre o tema: 14 Estudos Progressivos – Violão Campeiro e Gêneros Musicais Campeiros no Rio Grande do Sul – Ensaio Dirigido ao Violão.

Dois outros álbuns de Valdir Verona também merecem aplausos, estes produzidos com o acordeonista Rafael de Boni: Encontro das Águas e Duo de Viola e Acordeon. Em recente publicação em seu blog Na Mira do Regis, o crítico musical e produtor/apresentador dos programas Rock Brazuca e Agente 93 na Rádio USP FM (SP) Regis Tadeu destacou que se Encontro das Águas “já beirava o sublime”, em Duo de Viola e Acordeon Verona e De Boni tiveram “a manha de repetir o mesmo grau de qualidade”.  O elogio ao disco que traz milongas, tangos e choros consta na matéria de Tadeu Cinco ótimos álbuns revitalizam a música brasileira, na qual o crítico ainda indica aos leitores o DVD do novo disco, lançado há três dias.

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Autor: barulhomarcel

Jornalista nascido em Bela Vista do Paraíso (PR). Corintiano por herança do pai, Geraldo Caetano de Lima. Do velho também puxou a paixão por modas de viola, música de raiz e caipira, que era chamada de "sertaneja" antes da mídia comercial se apropriar, indevidamente, do nome. Quando criança ouvia aos pés da cama dele, vindas de um rádio à pilha que chiava muito, clássicos destes gêneros que marcaram para sempre a sua vida. Eu e Andreia Beillo não temos nada em comum. Para começo de conversa, ela torce pelo Palmeiras. Mas resolvemos juntos botar o pé na estrada e acreditar nas bençãos de São Gonçalo do Amarante e tentar encontrar na atividade de blogueiros dedicados à música de qualidade algo que nos una e ajude muita gente boa espalhada por todo este país, e lá fora, também, a ter seus méritos reconhecidos, resgatando e preservando valores de nossa cultura popular.

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