780 – Primeira boa notícia de 2016: Ricardo Vignini e Zé Helder lançam Moda de Rock II em Sampa

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Em 6 de janeiro chegará às lojas e à internet, portanto em formato físico e em arquivos digitalizados, Moda de Rock II, álbum dos violeiros Ricardo Vignini (SP) e Zé Helder (MG), membros da banda paulistana Matuto Moderno. Moda de Rock II recebeu prêmio previsto em lei por meio do ProAC, vinculado à Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, para a produção do disco e circulação pelo Estado. Assim, em 2016, a dupla pretende revisitar todos os lugares onde foi recebida por plateias entusiasmadas que lotaram as casas de espetáculos para curtirem o primeiro álbum da série Moda de Rock & Viola Extrema e realizar uma turnê ainda maior já a partir de 17 de janeiro, quando será atração do, com a participação de Robertinho do Recife.

O novo trabalho segue a mesma fórmula do Moda de Rock & Viola Extrema (2011) anterior, apresentando versões instrumentais de clássicos do rock adaptados para a viola caipira. O público que há tempos já esperava pela boa notícia curtirá nesta nova edição sucessos de bandas como Metallica, Iron Maiden, Pink Floyd, Sepultura e novidades como Queen, Dire Straits, Slayer e Ramones.

Quase cinco anos após o lançamento do primeiro Moda de Rock & Viola Extrema (feito via financiamento coletivo, ou crowdfunding), a dupla contabiliza mais de 300 concertos, um DVD com as participações dos guitarristas Pepeu Gomes e Kiko Loureiro e do tradicional grupo Os Favoritos da Catira. A dupla também teve como convidados os guitarristas Andreas Kisser (Sepultura), Lúcio Maia (Nação Zumbi) e Renato Teixeira levando a vários palcos por todo o Brasil, Estados Unidos e Argentina um projeto nascido quase como brincadeira: a intenção era mostrar aos alunos o potencial da viola, posto que Ricardo e Zé atuam também como professores do instrumento, e reviver a trilha sonora da adolescência. O lançamento do CD Moda de Rock – Viola Extrema virou fenômeno de mídia e de vendas: no espírito da viola caipira, In the Flesh (Pink Floyd), por exemplo, tornou-se uma singela valsinha, Aces High (Iron Maiden) e Master of Puppets (Metallica) ganharam levadas de pagodes de Tião Carreiro e assim a viola chegou para amantes do rock pisando em templos até então inéditos.

Além da demanda de shows, outros projetos paralelos do duo contribuíram para a “demora” em lançar o volume II. Nesse meio tempo, os violeiros lançaram Matuto Moderno 5 (2012);  Ricardo Vignini trouxe Viola Caipira Duas Gerações, com o mestre violeiro Índio Cachoeira, e o power trio de rock pesado Mano Sinistra (2014). Fora isso Vignini produz e participa de inúmeros shows e álbuns, dentro e fora do país, entre os quais se destaca Carbono, que acabou rendendo um convite para ele tocar com o pernambucano quando Lenine protagonizou show no Rock in Rio, em setembro. Zé Helder lançou em 2015 Assopra o Borralho, terceiro volume de sua discografia.

Agenda de shows do Moda de Rock II

17 de janeiro, 18 horas: Lançamento do Moda de Rock II no Sesc Pinheiros, São Paulo, com participação de Robertinho de Recife
23 de janeiro, 21 horas, São Francisco Xavier/SP
12 de fevereiro, 20 horas, Assis/SP
13 de fevereiro, 20 horas, Guarulhos/SP
19 de fevereiro, 20h30, Santa Barbara D’Oeste/SP
25 de fevereiro, 20 horas, Tatuí/SP
27 de fevereiro, 20 horas, Brotas/SP
4 de março, 20 horas, Bragança Paulista/SP
9 de março, 20 horas, Botucatu/SP

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779 – Barulho d’água Música já chega a 90 países e é visto por cerca de 45 mil pessoas, 17 vezes a lotação da Opera de Sidney

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Da redação situada na Vila Lageado, em São Paulo, disparamos em 2015 um total de 446 matérias, aumentando o arquivo para 777 até 30 de dezembro — produzindo desde junho de 2014 –, conforme o relatório anual da WordPress.com (Foto: Andreia Beillo/Arquivo Barulho d’água Música)

A WordPress.com preparou um relatório com os números de 2015 do Barulho d’água Música até 29 de dezembro. De acordo com os dados, sem contar a atualização disponibilizada ontem, 30, produzimos a partir de 3 de janeiro 446 novos artigos, aumentando o arquivo total para 777 matérias desde junho de 2014, nas quais abordamos entre outros temas lançamentos de novos álbuns, comentamos apresentações e eventos e noticiamos aniversários de artistas ligados à música — na maior parte das vezes brasileira e independente, de gêneros diversos como o regional, o caipira, o choro, o samba, o frevo, mas também com textos sobre rock, jazz e blues, entre outros, por que música de qualidade só encontra fronteiras nas conveniências da mídia e do mercado de entretenimento.

Este esforço balizado por critérios dos mais acurados e sério modo de promover jornalismo, espontâneo e isento, em jornadas praticamente integrais todos os dias da semana, neste ano que se despede nos levou a 90 países (fora do Brasil os topos são Estados Unidos e Portugal) e foi visto por cerca de 45.000 vezes. Os administradores da Word Press.com destacaram: este último item corresponderia a 17 vezes a lotação máxima da Opera House, casa de espetáculos de Sidney, na Austrália, que tem capacidade de abrigar 2.700 pessoas.

O resumo completo das estatísticas poderá ser visualizado ao se clicar neste linque. Orgulhamo-nos deste relatório, cujos números reanimam a disposição de seguirmos adiante apesar das inúmeras dificuldades que já muitas vezes nos levaram a pensar em baixar, de vez, as portas do boteco! Nesta caminhada cada dia mais estamos precisando de pessoas ou empresas que possam nos ajudar e estejam dispostas a investir para a manutenção do blogue, pois sonhamos ainda alcançar várias metas que, gradativamente, permitirão não apenas melhorar esta prestação de serviço à cultura popular e à difusão da música de qualidade, bem como a oferecer outros produtos com estes mesmos propósitos. Para tanto queremos continuar contando com a companhia de todos os que já nos ajudaram a chegar até aqui e de quem mais conseguirmos juntar nesta corrente, não apenas como leitores e seguidores, mas como parceiros indispensáveis!

Para o professor de Sociologia Jair Marcatti (curador do projeto Imagens do Brasil Profundo, acolhido já em duas temporadas e que em 2016 seguirá como uma das atrações da Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo) “o Barulho d’água Música é uma espécie de radar que nos informa onde existem artistas, atores e manifestações culturais que não apenas revelam, bem como ajudam a resgatar e preservar as belezas daquele Brasil profundo que Ariano Suassuna nos orientou a buscar e a tirar do limbo”. E existem várias maneiras de colaborar conosco nesta tarefa, uma das quais é anunciando conosco, pois, afinal, o blogue é um veículo de comunicação, autônomo, independente, com firma aberta, mas que tem consideráveis despesas e não vem conseguindo se pagar sozinho.

Outra forma de colaboração é tornar-se assinante do nosso Clube do CD: se você é cantor ou produtor, disponibilize-nos exemplares de álbuns (que podem ser em formato DVD) ou livros; se você é leitor, amigo, ou seguidor, deposite a partir de R$ 30 em nossa conta-corrente e para cada cota mínima creditada receba em endereço que indicar um dos discos do Clube do CD, sem despesas de Correios, no Brasil ou no exterior. É possível, ainda, apoiar o  Barulho d’água Música nos contratando para prestação de serviços de assessoria de imprensa, em caráter fixo ou em regime de frila (veja como acessando a guia Contato).  

Isto posto, desejamos a todos Feliz Ano Novo, Happy new year; Guten Rutsch ins Neue Jahr; Zhù xīnnián kuàilè; Feliz Año Nuevo; Bonne nouvelle année; Vintshn mzl niu yar; Shin nen Akemashite Omedetô Gozaimasu; Felice anno nuovo; Fe dun odun titun; Śubha nababarṣa cāna; Baqıttı Jaña jıl tileymin; Bonan Novjaron; хотите Новым Годом; Nuwe jaar wil; εύχομαι ευτυχισμένο το Νέο Έτος; מאחל שנה טובה; Santōṣakaramaina n’yū iyar anukuṇṭunnārā; Posakuvame sreḱna Nova Godina; 祝新年快樂; Nahi urte berri; ပျြောရှငျတဲ့ နှစ်သစ်ကူး ဆန္ဒရှိ; Felix Novus Annus; खुसी नयाँ वर्ष इच्छा

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778 – Cumprimente Neymar Dias (SP), multi-instrumentista e um dos mais respeitados violeiros do país, aniversariante de hoje!

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Antes de virar a página para celebrar a chegada de um novo ano, o universo da viola caipira (e por que não também o da música erudita) tem hoje, 30 de dezembro, um motivo dos mais especiais para festejar. O Barulho d’água Música entra nesta vibração e em nome de nossos e seguidores também parabeniza o compositor, arranjador e multi-instrumentista paulistano Neymar Dias, sem nenhuma possibilidade de errar um dos mais talentosos Músicos (sim, assim mesmo, com eme em caixa alta!) brasileiro. Neymar Dias faz aniversário e certamente estará cercado de amigos tão notáveis como ele, entre os quais podemos destacar Igor Pimenta, Toninho Ferraguti, André Mehmari, Tarita de Souza, Consuelo de Paula, Sá (da dupla com Guarabyra), Wilson Teixeira, Cláudio Lacerda, Rolando Boldrin…

A lista é extensa, escrever sobre Neymar Dias nunca é demais e sempre será muito fácil e agradável por que, entre outros motivos,  as opções que ele dá para nos ajudar no dia a dia a contornar a mesmice e a caretice que impregnam a música comercial que insistem em nos impingir ouvidos abaixo é muito valiosa e está sempre se renovando. Arranjos elaborados com seriedade e esmero, que jamais são produzidos “sobre os joelhos”, mas só depois de muito estudo, pesquisas, audições e experimentações; composições que conforme ele mesmo “fogem do caricato” e vão do universo caipira ao clássico, costurando harmoniosamente desde intrincados acordes de pagodes de Tião Carreiro às cantatas mais marcantes de Bach, que soam muitas vezes despretensiosas e quase imperceptíveis, noutras de forma marcante como recurso incidental quando notas de Jesus Alegria dos Homens dialoga ao final da peça com  The Long And Winding Road, de Lennon e McCartney, última faixa do álbum The Come Together Project, que Neymar Dias lançou neste ano com Igor Pimenta (contrabaixo acústico), no qual regravou, tocando viola caipira, 13 canções famosas dos quatro reis do iê, iê, iê que convulsionaram o mundo a partir de Liverpool.

Recentemente, o blog elaborou como dica para amigos e seguidores curtirem uma lista, de A a Z, de músicas instrumentais de viola caipira. Seria muita pretensão afirmar que se tratam, aquelas músicas, das melhores e mais bonitas já tocadas em todos os tempos; a seleção, por sinal, reuniu apenas uma parte pequena de tantas que poderiam dela fazer parte, entre muitas do acervo do blog. Uma afirmação relativa àquele rol, porém, vamos bancar como indiscutível: entre elas está Chamamé Azul, composta e tocada por Neymar Dias, à qual dificilmente alguém não daria o título, principalmente depois da palavra de Inezita Barroso, que não se cansava de pedí-la a Neymar Dias, tamanha era a admiração da rainha da música caipira por esta composição que abre o disco Caminho de Casa.

O aniversariante de hoje,  na definição do maestro Gil Jardim, autor do texto de apresentação na página virtual do músico que é uma das revelações também do Prêmio Syngenta de Música de Viola, “dá substância musical às suas composições com cores decididamente autorais. Naturalmente sua música revela também um forte traço antropofágico unindo gestos do universo da música sertaneja com gestos do universo metropolitano e cosmopolita; fundindo as poéticas de um Tião Carreiro e de um Ralph Towner na sonoridade das cordas duplas de sua viola”

Neymar Dias é filho de um compositor caipira, informa-nos Gil Jardim. Inicialmente autodidata, aperfeiçoou-se depois  em vários  instrumentos de cordas como viola caipira, guitarra, violão, baixo elétrico, guitarra havaiana e bandolim e estudou música, formando-se em composição e regência pela Faculdade de Artes Alcântara Machado (FAAM). Em Orquestras respeitadas como a Sinfônica da Universidade de São Paulo (Osusp) e a Experimental de Repertório sempre atuou tocando contrabaixo com excelência, tanto no estilo popular, quanto no erudito. Juntando as raízes com a formação acadêmica,  é dono de uma bagagem que consegue colocar em benefício do jazz à música erudita, com especial propriedade à música regional brasileira. Desta forma, sempre é destacado por sua profundidade e musicalidade ímpares.

“Neymar Dias a cada dia que passa faz sua viola soar mais intensa, mais atrevida, mais brilhante”, escreveu no encarte de Caminho de Casa o cantor Ivan Lins.”Faz parte de uma nova geração de músicos brasileiros que teimam em preservar o maravilhoso nome de nossa música mundo afora e, com a ajuda de uma mídia mais generosa e patriótica em seu próprio país, poderá contribuir ainda mais para que o nosso povo possa se encantar e culturalmente crescer com ela”, complementou o autor de Bandeira do Divino, com Vitor Martins.

O xará de Lins, Ivan Vilela, é uma sumidade quando a conversa é viola e música caipira e também admira Neymar Dias (cumprimentou-o fazendo o gesto de inclinar o tronco, abaixando a cabeça e estendendo às mãos em um encontro entre ambos presenciado pelo blogue, recentemente, na unidade Pinheiros do Sesc). “A viola tem sido recriada nas mãos de muitos e alguns jovens têm singrado águas mais profundas nessa crescente relação com o instrumento”, observa Ivan Vilela, destacando que Neymar Dias, no disco de estreia já apontava “caminhos novos na maneira como lida com o instrumento, quer seja na expansão impressa ao usar ritmos tradicionais ou na abordagem de novos temas, claro, criados por ele”.

Por conta de todos estes predicados, Neymar Dias  já trabalhou com importantes nomes do cenário musical brasileiro, em  diversos segmentos, incluindo Inezita Barroso, Roberta Miranda, Tinoco, Leonardo, Ivan Lins, Théo de Barros, Naná Vasconcellos e André Mehmari, entre outros. A discografia própria inclui Capim, Caminho de Casa e Intervalo, este com o Neymar Quarteto — grupo de 2004 cuja proposta de revelar o encontro de diferentes estilos musicais em um quarteto de cordas não convencional e entre outras consagrações já abriu diversos shows de grandes personalidades como Toquinho, Chico Buarque e Chico Cezar, bem como protagonizou espetáculos em importantes salas de concerto como a Sala São Paulo. Os arranjos e composições escritos para o quarteto são de Neymar Dias.

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Toninho Ferragutti e Neymar Dias em foto de divulgação do Festa na roça

Outros destacados trabalhos de Neymar Dias, além do mencionado com Igor Pimenta, são Festa na Roça, que ele gravou em parceria com Toninho Ferragutti, e suas participações em O Tempo e o Branco, de Consuelo de Paula, a Árvore e o vento, de Tarita de Souza, o recente Casa Aberta, de Wilson Teixeira, mais Trilha Boiadeira, de Cláudio Lacerda, e As Estações na Cantareira, com André Mehmari e Sérgio Rezze, todos de 2015; Festa na roça concorreu ao Grammy Latino de 2014 na categoria de melhor álbum de Música Brasileira de Raiz. No final deste ano Neymar Dias protagonizou concertos nos quais já apresenta composições do próximo disco, arrancando elogios e aplausos como os do maestro Nelson Ayres ao repertório erudito que contempla peças de Bach, Mozart e Villa-Lobos, além de suas próprias criações para viola solo, em algumas levando o instrumento caipira a explorar sonoridades que aproximam-se muito da do cravo (cujas cordas são beliscadas, e não percutidas como o piano), bastante utilizado atualmente na execução de peças dos séculos XVII e XVIII.

Neymar Dias e o Neymar Quarteto em apresentação no 11º Festival das Montanhas, realizado em 2010, em Poços de Caldas (MG)

Neymar Dias em Chamamé Azul, durante nova apresentação em Viola, Minha Viola

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777 – Contribua com Renato Caetano (MG) para a gravação de álbum caipira à moda de Liverpool

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Renato Caetano começou a carreira em 1999 tocando com Pena Branca e Xavantinho e em 2013 recebeu importante prêmio pelo lançamento do álbum Que Viola é Essa? (Foto acima e no destaque ao lado do título: Élcio Paraíso/* Bendita – Conteúdo & Imagem)

O cantor e compositor mineiro Renato Caetano resolveu unir o talento que possui tocando violas à paixão pelos The Beatles em um só “balaio”, como está chamando o projeto de gravar um álbum com 10 faixas instrumentais do famoso e atemporal grupo inglês que até hoje segue influenciando músicos de todo o planeta. Renato Caetano apurou durante dois anos a escolha do repertório e a preparação dos arranjos de As Dez Cordas de Liverpool, nome do disco com o qual  pretende mostrar as peculiaridades que há entre a roça e a cidade que projetou os quatro astros da banda. Em recente apresentação no Teatro do Sesc Palladium (Belo Horizonte), ele encantou tanto a plateia que, diante de muitos pedidos, topou, no dia seguinte, oferecer uma sessão extra…e voltou a lotar o auditório!

 

A gravação do álbum, entretanto, dependerá do sucesso da campanha que Renato Caetano lançou na internet, por meio de uma plataforma de financiamento coletivo, que está chegando à reta final. Ainda restam nove dias para o encerramento da “vaquinha virtual”, as contribuições já cobrem boa parte da meta prevista, mas apenas o alcance do orçamento integral poderá garantir que o projeto se consuma. Os valores partem de R$ 10.

“Procurei fazer uma reverência àqueles que foram um dos principais influenciadores da minha formação musical”, explicou Renato Caetano, que em contrapartida às doações assegura várias modalidades de recompensa. A ideia é provocar uma fusão de estilos, possibilitar às canções do quarteto de Liverpool ora soarem como uma ode caipira, ora como um concerto de rock. “Nesse projeto, além da tradicional viola de 10 cordas, tenho usado, também, uma viola de 14 cordas [presente que recebeu do conterrâneo Fernando Sodré] que me dá várias outras possibilidades sonoras para os arranjos em algumas canções” do repertório que entre outras inclui And I Love Her, Because, The Long and Winding Road, Lady Madona e Eleanor Rigby.

Conheça em mais detalhes a campanha para arrecadar contribuições para As Dez Cordas de Liverpool em https://beta.benfeitoria.com/renatocaetano

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Em 2013 Renato Caetano recebeu de Margaret Lemos uma das estatuetas do III Prêmio Rozini de Excelência de Viola, em São Paulo (Foto: Marcelino Lima/Arquivo Barulho d’água Música)

Renato Caetano é autor do álbum Que Viola é Essa? (2009), com o qual ganhou uma das estatuetas da categoria solo do 3º Prêmio Rozini de Excelência da Viola Caipira, entregue em julho de 2013 no Memorial da América Latina, em São Paulo. Além de violeiro, o músico é compositor, professor, mestre pela Escola de Música da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), atuou como regente e diretor musical da Orquestra Mineira de Violas (entre 2002 e 2005), fez parte do Grupo Viola Urbana e desde 2007 integra o evento itinerante Causos e Violas das Gerais, realizado pelo Sesc. A carreira começou em 1999, dividindo palco com Pena Branca e Xavantinho, e já abriu cantorias de Renato Teixeira e de Geraldo Azevedo.  Desde então, baliza  sua trajetória mesclando às tradições caipiras influências de estilos contemporâneo como blues, rock e  jazz.


Chá com macaxeira 

Antes de Renato Caetano dedicar este álbum (inédito por ser inteiramente tocado apenas com violas) para os The Beatles, alguns violeiros da atual safra brasileira já haviam revisitado a obra de John Lennon, Ringo Starr, George Harrison e Paul McCartney. Um deles, Ivan Vilela (MG), gravou Eleanor Rygbi (Lennon e McCartney) em Dez Cordas (2007), no qual há, ainda, a faixa While My Guitar Gentle Weeps (George Harrison). O paulistano Ricardo Vignini e o também mineiro Zé Helder incluíram Norwegian Wood (The Bird Has Flown, Lennon e McCartney) na primeira edição do Moda de Rock-Viola Extrema (2011); neste ano esta composição e mais 12 dos ingleses formaram o repertório de Come Together Project, de Neymar Dias e Igor Pimenta, que as tocam, respectivamente, com viola caipira e contrabaixo acústico.

Outro projeto que destaca músicas dos The Beatles saiu já há quinze anos, assinado pelo cearense Nonato Luiz, um consagrado violonista brasileiro que apresenta 14 faixas nas quais sucessos do irreverente quarteto passeiam entre o erudito e o popular. As adaptações deste álbum para o violão ganharam, inclusive, pitadas incidentais próprias do cancioneiro nacional, mas os arranjos originais ficaram fielmente preservados. O disco do emblemático catálogo do selo Kuarup traz textos de Eugênio Leandro e Raimundo Fagner.

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776 – Curta Jucilene Buosi em duas apresentações no Sesc Poços de Caldas (MG) e leve à cantora um abraço por mais um aniversário

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Jucilene Buosi, aniversariante de hoje, protagonizará dois shows no Sesc de Poços de Caldas antes da virada do ano (Foto: Arquivo Pessoal)

Hoje, 28, a folhinha do Barulho d’água Música registra o aniversário da cantora, atriz e produtora cultural Jucilene Buosi, de Poços de Caldas, entusiasta representante da música Sul-mineira. Formada em Canto Lírico pela Faculdade de Música Carlos Gomes (SP) e Conservatório Estadual de Música de Pouso Alegre (MG) e cantora-bolsista da Fundação Vitae (SP, 2001/2002), Jucilene Buosi desenvolveu repertório e técnica vocal com os melhores profissionais do cenário lírico brasileiro, além de atuar em grupos de teatro experimental, em corais cênicos, em óperas e em espetáculos musicais. Estreou em disco com 1984 (2007),  leitura da obra prima de George Orwell, dirigida pelo coreógrafo e bailarino Tuca Pinheiro. A trilha é assinada por Wolf Borges, que também faz a direção artística do trabalho Um Retrato, e caprichou na produção de Falsete — filme de 80 minutos sobre a música daquela porção das Alterosas que traz 10 canções inéditas interpretadas por Jucilene e participações entre outros de Sérgio Santos, Ivan Vilela, Gildes Bezerra, Ceumar, Grupo Imbuia, Raimundo Andrade e do saudoso Fernando Brant.

Os cumprimentos pelo aniversário poderão ser transmitidos pessoalmente e o talento de Jucilene Buosi conferido de perto por quem mora em Poços de Caldas e cidades próximas em duas ocasiões na qual ela protagonizará espetáculos no palco do Sesc da cidade ainda antes da virada do ano. Amanhã, 29, a partir das 19h30, ela estrelará Prepare o seu coração (Canções de Festivais), com Wolf Borges e Albano Sales. No mesmo horário, já na quarta-feira, 30, Jucilene, Wolf, Albano e ainda Deivid Santos promoverão em mais uma rodada do projeto Quarta no Tom o show Bossa Nova Jazz.

O Sesc de Poços de Caldas fica na rua Paraná, 229, Centro. e para mais informações disponibiliza o telefone (35) 2101-8950.

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Jucilene Buosi interpreta Bem, de Ivan Vilela e Marcellus Bezerra, no filme Falsete, que apresenta em 10 canções a música típica do Sul de Minas

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775 – Seleção dos melhores lançamentos deste ano, conforme jornal de Campinas (SP), indica álbuns de Gato com Fome, Zé Helder e Chico Lobo

A jornalista Marita Siqueira, do Correio Popular, um dos mais importantes jornais de Campinas (SP), escreveu para a versão eletrônica matéria na qual aponta entre aproximadamente 120 álbuns que ouviu os três melhores das categorias samba, MPB, rock, instrumental e regional. Marita Siqueira observou ter feito a seleção dos 15 títulos seguindo como critérios música, letra, interpretação e conjunto da obra. Nesta atualização, o Barulho d’água Música destaca para amigos e seguidores o trio da categoria Regional, mencionando ainda que figuram entre os álbuns da categoria MPB Carbono, de Lenine, que tem entre outros a participação Ricardo Vignini — violeiro paulistano que ao lado do mineiro  Zé Helder (cujo novo trabalho, Assoprar o Borralho, Marita também indica) prepara o lançamento agora em janeiro de Moda de Rock-Viola Extrema II.

A lista completa de Marita Siqueira poderá ser conhecida visitando a página virtual acessada pelo linque http://correio.rac.com.br/_conteudo/2015/12/entretenimento/405088-correio-faz-lista-com-os-melhores-discos-do-ano.html

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774 – Música brasileira perde Geraldo Roca (RJ), autor de um dos ícones do cancioneiro nacional, Trem do Pantanal

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Cantores como Almir Sater, Rodrigo Sater, Chico Teixeira e Guilherme Rondon gravaram composições de Geraldo Roca; Trem do Pantanal, a mais famosa, em parceria com Paulo Simões, também foi gravada por Diana Pequeno (Foto acima: Reprodução de vídeo do Youtube/ Foto do destaque: Laura Toledo)

Este 25 de dezembro, que em alguns minutos se esgotará encerrando mais um Natal, ficará marcado para a música brasileira como um dia de luto e tristeza pela morte de Geraldo Roca, cujo corpo foi encontrado com um tiro na cabeça por volta das 11 horas na casa onde ele morava com a família, em Campo Grande (MS). Após a confirmação e divulgação do fato pela Polícia Civil, o caso passou a ser tratado como restrito aos mais próximos e a investigação correrá em regime de segredo de justiça.

Geraldo Roca é um dos compositores de Trem do Pantanal, feita em parceria com Paulo Simões, canção que se tornou clássico nacional na voz de Almir Sater, interpretada ainda por Diana Pequeno, e considerada oficiosamente um hino de Mato Grosso do Sul. Apesar de morar naquele estado, o músico nascera no Rio de Janeiro  (9/6/1954). São dele também, entre outras, Mochileira, Polca Outra Vez, Japonês Tem Três Filhas e Uma pra Estrada, gravadas também por Almir Sater, Chico Teixeira, Guilherme Rondon e Rodrigo Sater.

O Barulho d’água Música lamenta ter de divulgar tão triste nota e envia orações e votos de pesar aos parentes, amigos e admiradores de Geraldo Roca!

N.R., em 27 de dezembro:

Que  triste ironia. Geraldo Roca era autor desta canção abaixo, que Almir Sater gravou em Terra de Sonhos

773 – Zé Geraldo (MG) canta sucessos da carreira em centro cultural de Poços de Caldas e em fevereiro visitará Rodeiro (MG)

O cantor e compositor Zé Geraldo encerrará a temporada de 2015 neste domingo, 27,  em Poços de Caldas, cidade do Sul de Minas Gerais, onde cantará a partir das 20h30 antigos e novos sucessos da discografia no palco do espaço cultural situado na rua Amazonas 220-334. Os conterrâneos e turistas ouvirão sucessos antigos e novos que integram o repertório do projeto Zé Geraldo Acústico, que entre outros inclui Cidadão, Senhorita, Milho aos Pombos, e Galho Seco. Para mais informações e reserva de ingresso há os telefones  (35) 99955-1648 e (35) 99905-0027.

Zé Geraldo reuniu amigos e fãs em 9 de dezembro para celebrar 71 anos e no dia 17 deu uma força aos estudantes da Escola Estadual Doutor Américo Brasiliense, situada em Santo André (SP), que ocuparam o prédio em protesto contra um plano de cima para baixo que o governo do Estado tinha de reorganização do ensino público por ciclos e idade que resultaria no fechamento de 91 colégios. Depois de passar por Poços de Caldas, ele curtirá um período de férias que se estenderá até 18 de janeiro, quando será atração da unidade Carmo do Sesc paulistano. Os primeiros compromissos da agenda de 2016 incluem cantoria na cidade natal, Rodeiro (MG), e espetáculos com Francis Rosa.

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772 – Graça Braga reverencia Candeia e Maria Alcina relembra sucessos de Luiz Gonzaga no Sesc Campo Limpo (SP)

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A irreverente Maria Alcina protagonizará espetáculo em homenagem ao Rei do Baião (Foto: Vinícius Campos e arte da xilogravura em destaque de Ariovaldo Leite)

A unidade do Sesc Campo Limpo programou ótimas atrações musicais para os dias seguintes ao Natal e à entrada do Ano Novo para quem mora em São Paulo e não vai pegar a estrada em viagem de férias ou estiver na cidade ou região metropolitana a passeio. Uma das apresentações dará ao público a oportunidade de curtir Maria Alcina, um dos ícones da cultura brasileira, que levará à plateia em 3 de janeiro uma releitura da obra do Rei do Baião, Luiz Gonzaga, com entrada franca, a partir das 18h30!

Júnior Meirelles, compositor e multi-instrumentista, abrirá a lista das boas opções no sábado, 26 de dezembro, a partir das 20 horas. A apresentação integra a turnê do projeto Pra Quem Tem Coragem de lançamento do álbum homônimo. O repertório é dos mais vibrantes, combina gêneros tradicionais como o samba e pop com timbres e arranjos contemporâneos de metais possibilitando um encontro que promete curar quem por acaso ainda estiver com ressaca de panetone, de peru e de champanha ou amarrando bode por não ter curtido o presente do amigo-oculto.

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A apresentação de Júnior Meirelles dará sequência à turnê do projeto Pra Quem Tem Coragem de lançamento do álbum homônimo (Foto: Divulgação)

A Poesia Samba Soul, banda liderada por seu fundador, multi-instrumentista e produtor musical Cláudio Miranda, ocupará o palco no domingo, 27, a partir das 18h30. O repertório destacará músicas próprias com pegada dançante dos álbuns Antes Soul do que Mal Acompanhado e Favela da Paz. Claudinho Miranda, Fabio Bass, Pikeno, Paulinho e Hellem Fernandes começaram o projeto em 1988, no extremo sul da cidade de São Paulo, desde então já produziram seis discos e agora estão lançando o terceiro DVD (comemorativo aos 25 anos de estrada) com composições cujas letras transmitem mensagens de incentivo e histórias do cotidiano. A banda já tocou em países como Portugal, Espanha, França, Alemanha e Suíça, muito por conta da música e dos projetos que desenvolve em São Paulo por meio do Instituto Favela da Paz e o Estúdio Áudio Visual, localizado no Jardim Ângela, bairro da zona Sul da cidade.

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Graça Braga: potente voz em reverência a mestres como Candeia, Nelson Cavaquinho, Herivelto Martins e Adoniran Barbosa (Foto: Divulgação)

Graça Braga, que estará no Sesc Campo Limpo  quando os ponteiros cravarem 20 horas do sábado, 2 de janeiro, é intérprete e compositora dona de voz potente. Egressa do Samba da Vela, Graça Braga celebra o compositor Candeia (1935 – 1978), um dos papas do samba carioca, autor de canções como Réu Confesso e Preciso Me Encontrar e participa de vários projetos musicais em São Paulo nos quais presta tributos a Adoniran Barbosa, a Nelson Cavaquinho, e a Herivelto Martins. Eu Sou Brasil, primeiro álbum autoral, lançado em 2007, faturou o Troféu Catavento, reconhecido pela Rádio Cultura como melhor produção independente de samba e melhor música (Dona do Samba, dela em parceria com Paquera). Em 2011, saiu o segundo disco, Dia de Graça – Samba de Candeia, produzido por Thiago Marques Luiz com direção musical de Everson Pessoa, participação de Leci Brandão e Marcos Sacramento. Graça Braga participa também dos CDs 100 Anos de Adoniran Barbosa, 100 Anos de Nelson Cavaquinho e 100 anos de Herivelto Martins.

gonzagão

Maria Alcina será a estrela de Asa Branca, em tributo ao Velho Lua, que promete interpretar com o merecido respeito, mas sem abrir mão de sua conhecida irreverência para trazer ao público entre mais de 20 sucessos do Rei do Baião clássicos como Paraíba Mulher Macho, Baião, Sabiá e Qui Nem Jiló, com acompanhamento de Olívio Filho (percussão/bateria, violão e o acordeon). A direção artística de Asa Branca será de Fran Carlo,  que também  está à frente de projeto no qual Vânia Bastos reedita o repertório que ela gravara em 1992 Vânia Bastos Cantando Caetano [Veloso].

Natural de Cataguases (MG), Maria Alcina começou a brilhar ainda naquele município antes de se estabelecer na cidade do Rio de Janeiro (RJ). Os primeiros trabalhos marcaram o chamado “Teatro de Revista”, no qual conviveu e atuou com a atriz Leila Diniz, e em casas de espetáculos. A  projeção nacional veio a partir de 1972 quando gravou Fio Maravilha (Jorge Ben Jor), seguida de interpretações de sucessos de artistas consagrados como Rita Lee, João Bosco e Aldir Blanc e Eduardo Dusek. Em 2003,  Maria Alcina voltou a surpreender fãs e críticos ao gravar Agora com o grupo de música eletrônica Bojo, com direito a participação durante a Feira de Música Popkomn, em Berlim.  Em 2009, a mineira ganhou o Prêmio da Música Brasileira nas categorias de melhor cantora, melhor álbum e melhor produção com Confete e Serpentina.

O Sesc Campo Limpo fica na rua Nossa Senhora do Bom Conselho, 120, a 500 metros da estação Campo Limpo da Linha 5 Lilás do Metrô e do terminal de ônibus do bairro. Para mais informações há o telefone 11 5510-2700.

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771 – Amauri Falabella encerra temporada do Sesc Itaquera (SP) apresentando músicas do álbum recém lançado “Parceria”

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O cantor e compositor Amauri Falabella espera amigos e convidados para vê-lo no palco da agradável unidade Itaquera do Sesc paulistano neste domingo, 27, o último de 2015, quando ele apresentará a partir das 15 horas o repertório do álbum Parceria, lançado em agosto, no Teatro Adamastor, em Guarulhos (SP). Naquela noite Amauri Falabella atraiu mais de 700 pessoas para ouvir e conhecer as 14 faixas cujas letras têm entre outros autores Consuelo de Paula, Kaique Falabella, Sonya Prazeres, Déa Trancoso, Chico Branco, Socorro Lira, Ricardo Dutra, Katya Teixeira, Zé Helder, José Ricardo Silva e Fernando Guimarães, todas com músicas de Amauri Falabella. O disco conta, ainda, com participações de Daniela Lasalvia, Mariana Sabina Brandão e Cá Raiza. Para a festa no Adamastor, Falabella convidou o Grupo Quartula — formado por Pietro Carlo e Ricardo Silva (violão), Talita Sanches (flauta), Valdir Maia (violoncelo), Pedro Romão (percussão), Leandro Araújo (contrabaixo), Paulo Moraes (clarineta), Ricardo Dutra e Rafael Monteiro. Kaique é filho do autor e Katya Teixeira, Chico Branco e Sonya Prazeres também subiram ao palco.

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