751-Escolas ocupadas em São Paulo terão Virada Cultural com Criolo, Paulo Miklos, Maria Gadú e outros

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O rapper Criolo vai cantar na Virada Ocupação em apoio aos estudantes que protestam contra o projeto de “reorganização” (Foto: Divulgação)

Artistas conhecidos do público e voluntários se uniram em prol dos estudantes das 200 escolas ocupadas contra a reorganização escolar da gestão  Geraldo Alckmin (PSDB). Dessa união, encabeçada pela ONG Minha Sampa, nascerá a Virada Ocupação, uma espécie de Virada Cultural que vai tomar conta das unidades educacionais nos dias 6 e 7 e talvez no dia 8 de dezembro. Dentre os nomes que vão se apresentar figuram Paulo Miklos (vocalista do Titãs), Criolo, Maria Gadú, Edgar Scandurra (guitarrista da banda Ira!), Céu, Arnaldo Antunes, Chico César, Lucas Santtana e Tiê. Os shows devem transcorrer em duas escolas cujos endereços só serão divulgadas à véspera , por segurança dos alunos. Para saber o endereço é necessário se cadastrar no site (clique aqui).

“Em momentos históricos, os artistas surgem como aliados importantes de causas coletivas. Nossa causa é a educação. E o momento é agora. Venha apoiar as ocupações com arte!”

Com este chamamento a entidade Minha Sampa começou a convocar a colaboração e adesões para apoiá-la na organização da Virada Ocupação, evento que pretende promover para fortalecimento do movimento de ocupação pacífica de escolas estaduais por estudantes de diversos pontos de São Paulo, da Capital e do Interior, contra um plano de reorganização da rede pública de ensino pretendido pelo governo do Estado de São Paulo. A intenção da Secretaria de Educação da gestão Geraldo Alckmin, do PSDB, é deslocar mais de 311 mil alunos das suas atuais e fechar 93 escolas — até o início e mesmo diante das ocupações — sem consultas à comunidade, com a alegação de remontar, por ciclos, a grade estadual de ensino.

Os estudantes acusam o governo estadual de perseguições e ameaças aos envolvidos com as ocupações em protesto às medidas anunciadas e a Virada seria uma maneira não apenas de impedir as represálias, mas ainda de provocar o debate em torno do tema já que fontes palacianas têm vindo à público afirmar que haveria adeptos ao replanejamento. Imagens de estudantes sendo reprimidos por batalhões inteiros, alguns sendo violentamente carregados por cordões de policiais militares, têm ganhado as redes sociais e vem repercutindo dentro e fora do país, causando indignação e reações de apoio aos estudantes.

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Céu (Foto: Divulgação)

Coincidência ou não, logo após serem divulgadas pesquisas de opinião que mostraram drástica queda nos níveis de apoio e popularidade de Alckmin, o Palácio dos Bandeirantes anunciou que teria desistido de levar o projeto adiante e que pretenderia discuti-lo a partir do no que vem, mas abrindo-o para discussões coletivas. O recuo da cúpula palaciana não convenceu muito os estudantes e quem os apoia, mas teria provocado pedido de demissão do secretário de Educação Herman Voorwald: a decisão de suspender a “reorganização” teria sido tomada sem o consentimento dele. 

Os alunos, que hoje, 4 de dezembro, acampam em mais de 200 unidades de ensino, comentam que sofrem abusos diários da polícia e de parte do corpo docente que atua nas escolas onde há turmas. Uma das reações governistas anunciadas envolvia cortes nos bônus dos professores de escolas ocupadas, o que para os manifestantes configura tentativa inequívoca de opor corpo docente e alunos. “Essa é a forma de atuar do Governo de SP, mas por considerar o movimento dos secundaristas totalmente legítimo, a Minha Sampa está convocando sua rede para ajudar na organização da Virada Ocupação!”

De acordo com os proponentes da Minha Sampa, em momentos históricos artistas surgem como figuras poderosas para representar causas de milhares de vozes ignoradas. Assim, solicitam a cantores, músicos, produtores ou aos que tenham equipamentos de som e estiverem dispostos a colaborar que se inscrevam e “ajude a transformar as ocupações em uma grande oportunidade para os alunos e toda a população paulista aprenderem que todos nós podemos mudar as decisões políticas do nosso Estado se nos mobilizarmos para isso”. 

“A gente vem acompanhando de perto desde os primeiros choques com os estudantes. Ficamos um pouco assustados com a arbitrariedade, o único representante do governo estadual que está presente nesses atos é a polícia. A gente só pode ficar do lado dos alunos”, disse Edgar Scandurra em entrevista à revista Rolling Stone. Scandurra tocará Jimi Hendrix no evento, acompanhado de Tassiano Barros, do filho Daniel Scandurra e de Naná Rizinni. “Os estudantes estão militando em uma causa justa e precisam de apoio. É o mínimo que a gente pode fazer. A música atrai mais gente, chama mais atenção da população para esse descalabro. Na certa isso vai gerar shows muito bacanas”.

 

Outros nomes de destaque devem engrossar a lista nos próximos dias e voluntários podem se inscrever na Virada por meio do sítio oficial. Além de músicos, produtores, comunicadores e outros podem ajudar.

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Maria Gadu (Foto: Divulgação)

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