777 – Contribua com Renato Caetano (MG) para a gravação de álbum caipira à moda de Liverpool

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Renato Caetano começou a carreira em 1999 tocando com Pena Branca e Xavantinho e em 2013 recebeu importante prêmio pelo lançamento do álbum Que Viola é Essa? (Foto acima e no destaque ao lado do título: Élcio Paraíso/* Bendita – Conteúdo & Imagem)

O cantor e compositor mineiro Renato Caetano resolveu unir o talento que possui tocando violas à paixão pelos The Beatles em um só “balaio”, como está chamando o projeto de gravar um álbum com 10 faixas instrumentais do famoso e atemporal grupo inglês que até hoje segue influenciando músicos de todo o planeta. Renato Caetano apurou durante dois anos a escolha do repertório e a preparação dos arranjos de As Dez Cordas de Liverpool, nome do disco com o qual  pretende mostrar as peculiaridades que há entre a roça e a cidade que projetou os quatro astros da banda. Em recente apresentação no Teatro do Sesc Palladium (Belo Horizonte), ele encantou tanto a plateia que, diante de muitos pedidos, topou, no dia seguinte, oferecer uma sessão extra…e voltou a lotar o auditório!

 

A gravação do álbum, entretanto, dependerá do sucesso da campanha que Renato Caetano lançou na internet, por meio de uma plataforma de financiamento coletivo, que está chegando à reta final. Ainda restam nove dias para o encerramento da “vaquinha virtual”, as contribuições já cobrem boa parte da meta prevista, mas apenas o alcance do orçamento integral poderá garantir que o projeto se consuma. Os valores partem de R$ 10.

“Procurei fazer uma reverência àqueles que foram um dos principais influenciadores da minha formação musical”, explicou Renato Caetano, que em contrapartida às doações assegura várias modalidades de recompensa. A ideia é provocar uma fusão de estilos, possibilitar às canções do quarteto de Liverpool ora soarem como uma ode caipira, ora como um concerto de rock. “Nesse projeto, além da tradicional viola de 10 cordas, tenho usado, também, uma viola de 14 cordas [presente que recebeu do conterrâneo Fernando Sodré] que me dá várias outras possibilidades sonoras para os arranjos em algumas canções” do repertório que entre outras inclui And I Love Her, Because, The Long and Winding Road, Lady Madona e Eleanor Rigby.

Conheça em mais detalhes a campanha para arrecadar contribuições para As Dez Cordas de Liverpool em https://beta.benfeitoria.com/renatocaetano

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Em 2013 Renato Caetano recebeu de Margaret Lemos uma das estatuetas do III Prêmio Rozini de Excelência de Viola, em São Paulo (Foto: Marcelino Lima/Arquivo Barulho d’água Música)

Renato Caetano é autor do álbum Que Viola é Essa? (2009), com o qual ganhou uma das estatuetas da categoria solo do 3º Prêmio Rozini de Excelência da Viola Caipira, entregue em julho de 2013 no Memorial da América Latina, em São Paulo. Além de violeiro, o músico é compositor, professor, mestre pela Escola de Música da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), atuou como regente e diretor musical da Orquestra Mineira de Violas (entre 2002 e 2005), fez parte do Grupo Viola Urbana e desde 2007 integra o evento itinerante Causos e Violas das Gerais, realizado pelo Sesc. A carreira começou em 1999, dividindo palco com Pena Branca e Xavantinho, e já abriu cantorias de Renato Teixeira e de Geraldo Azevedo.  Desde então, baliza  sua trajetória mesclando às tradições caipiras influências de estilos contemporâneo como blues, rock e  jazz.


Chá com macaxeira 

Antes de Renato Caetano dedicar este álbum (inédito por ser inteiramente tocado apenas com violas) para os The Beatles, alguns violeiros da atual safra brasileira já haviam revisitado a obra de John Lennon, Ringo Starr, George Harrison e Paul McCartney. Um deles, Ivan Vilela (MG), gravou Eleanor Rygbi (Lennon e McCartney) em Dez Cordas (2007), no qual há, ainda, a faixa While My Guitar Gentle Weeps (George Harrison). O paulistano Ricardo Vignini e o também mineiro Zé Helder incluíram Norwegian Wood (The Bird Has Flown, Lennon e McCartney) na primeira edição do Moda de Rock-Viola Extrema (2011); neste ano esta composição e mais 12 dos ingleses formaram o repertório de Come Together Project, de Neymar Dias e Igor Pimenta, que as tocam, respectivamente, com viola caipira e contrabaixo acústico.

Outro projeto que destaca músicas dos The Beatles saiu já há quinze anos, assinado pelo cearense Nonato Luiz, um consagrado violonista brasileiro que apresenta 14 faixas nas quais sucessos do irreverente quarteto passeiam entre o erudito e o popular. As adaptações deste álbum para o violão ganharam, inclusive, pitadas incidentais próprias do cancioneiro nacional, mas os arranjos originais ficaram fielmente preservados. O disco do emblemático catálogo do selo Kuarup traz textos de Eugênio Leandro e Raimundo Fagner.

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776 – Curta Jucilene Buosi em duas apresentações no Sesc Poços de Caldas (MG) e leve à cantora um abraço por mais um aniversário

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Jucilene Buosi, aniversariante de hoje, protagonizará dois shows no Sesc de Poços de Caldas antes da virada do ano (Foto: Arquivo Pessoal)

Hoje, 28, a folhinha do Barulho d’água Música registra o aniversário da cantora, atriz e produtora cultural Jucilene Buosi, de Poços de Caldas, entusiasta representante da música Sul-mineira. Formada em Canto Lírico pela Faculdade de Música Carlos Gomes (SP) e Conservatório Estadual de Música de Pouso Alegre (MG) e cantora-bolsista da Fundação Vitae (SP, 2001/2002), Jucilene Buosi desenvolveu repertório e técnica vocal com os melhores profissionais do cenário lírico brasileiro, além de atuar em grupos de teatro experimental, em corais cênicos, em óperas e em espetáculos musicais. Estreou em disco com 1984 (2007),  leitura da obra prima de George Orwell, dirigida pelo coreógrafo e bailarino Tuca Pinheiro. A trilha é assinada por Wolf Borges, que também faz a direção artística do trabalho Um Retrato, e caprichou na produção de Falsete — filme de 80 minutos sobre a música daquela porção das Alterosas que traz 10 canções inéditas interpretadas por Jucilene e participações entre outros de Sérgio Santos, Ivan Vilela, Gildes Bezerra, Ceumar, Grupo Imbuia, Raimundo Andrade e do saudoso Fernando Brant.

Os cumprimentos pelo aniversário poderão ser transmitidos pessoalmente e o talento de Jucilene Buosi conferido de perto por quem mora em Poços de Caldas e cidades próximas em duas ocasiões na qual ela protagonizará espetáculos no palco do Sesc da cidade ainda antes da virada do ano. Amanhã, 29, a partir das 19h30, ela estrelará Prepare o seu coração (Canções de Festivais), com Wolf Borges e Albano Sales. No mesmo horário, já na quarta-feira, 30, Jucilene, Wolf, Albano e ainda Deivid Santos promoverão em mais uma rodada do projeto Quarta no Tom o show Bossa Nova Jazz.

O Sesc de Poços de Caldas fica na rua Paraná, 229, Centro. e para mais informações disponibiliza o telefone (35) 2101-8950.

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Jucilene Buosi interpreta Bem, de Ivan Vilela e Marcellus Bezerra, no filme Falsete, que apresenta em 10 canções a música típica do Sul de Minas

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