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782 – Embarque no Ônibus Fantasma (MG) e viaje ao som da trilha do Batman e de instrumentais que mesclam pamonha e sacolé, Nova Orleans e Sevilha

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Os parças Igor Jannotti (guitarra) e Thiago Zíngaro (violão) juntaram talento e influências e tocam composições como a trilha do herói de Gotham City pilotando o Ônibus Fantasma por casas de espetáculos de Beagá (Foto: Divulgação)

Thiago Zíngaro (violão) e Igor Jannotti (guitarra), dois amigos de Belo Horizonte (MG), disponibilizaram cinco músicas em formato mp3 no sítio Palco que de acordo com o jornalista Ricardo Guimarães levará o ouvinte a uma “inusitada viagem musical”. O autor do press-release de apresentação das canções destaca que os jovens mineiros fundiram ritmos como flamenco, jazz, bossa nova e caipira e com as demos vêm cativando admiradores (embora a intenção seja mesmo assustá-los!) executando um mix autoral de composições instrumentais “com releituras certeiras de Santana, Tim Maia, Tom Jobim, além de temas inusitados como o original da antiga série televisiva Batman”, sempre de acordo com Guimarães “com extremas competência, técnica, emoção e originalidade”. O Ônibus Fantasma, nome que a dupla iniciada como trio (teve um percussionista que desembarcou alguns pontos depois de pegarem a estrada)* adotou em 2005 já tocou em diversos pontos culturais da cidade (bares, cafés e restaurantes) surpreendendo ouvintes com esta proposta instrumental. Os dois músicos assinam também os arranjos e produção do álbum do Ônibus Fantasma que, brevemente, pretendem reproduzir em rádios.

Além das cinco instrumentais do Ônibus Fantasma, Thiago Zíngaro tem um projeto solo e colocou na rede 12 outros arquivos autorais para quem quiser conhecer melhor seu estilo.

O mineiro Zíngaro (não o confunda com algum membro do Grupo Zíngaro, idealista do ritmo “batidão pantaneiro”, também em busca de fãs no sítio Palco) começou a desenvolver intimidade com o instrumento que hoje domina com um violão emprestado por um tio e comprando em bancas de jornal cartilhas com métodos para tocar quando ainda curtia a adolescência (completará 33 anos em abril). O aprimoramento teve o dedo do pai (“um grande conhecedor de Bossa Nova, Tropicália e outras vertentes da MPB, sem falar no Jazz Americano e da música instrumental internacional e brasileira”), de acordo com o pupilo do senhor Sérgio Augusto, um violonista de mão cheia. 

“Ele foi me passando teorias, acompanhava meus exercícios práticos e de forma pouco convencional fui desenvolvendo a minha forma de tocar”, comenta Thiago Zíngaro. A mãe também ajudou a temperar o caldeirão de influências do filho: dona Etelvina da Conceição, conta, acrescentou pitadas de Jovem Guarda e de Roberto Carlos ao caldo cultural no qual já começavam a borbulhar contribuições de bandas como a  Legião Urbana e The Rolling Stones. “Cresci entre discos de vinil, coleções que vinham com um disco por fascículo e contavam a história do compositor, uma leitura diária para mim”, comentou, mencionando entre os músicos aos quais confere o status de “heróis da minha infância” Custódio Mesquita, Ari Barroso, Tom Jobim e Edu Lobo.

Saiba mais sobre Thiago Zíngaro e seus projetos em http://www.zingaroplace.blogspot.com

* A ficha técnica do sítio Palco também apresenta como integrantes do Ônibus Fantasma o batera Rafael Mendes e o baixista Alexandre Lima

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Autor: barulhomarcel

Jornalista nascido em Bela Vista do Paraíso (PR). Corintiano por herança do pai, Geraldo Caetano de Lima. Do velho também puxou a paixão por modas de viola, música de raiz e caipira, que era chamada de "sertaneja" antes da mídia comercial se apropriar, indevidamente, do nome. Quando criança ouvia aos pés da cama dele, vindas de um rádio à pilha que chiava muito, clássicos destes gêneros que marcaram para sempre a sua vida. Eu e Andreia Beillo não temos nada em comum. Para começo de conversa, ela torce pelo Palmeiras. Mas resolvemos juntos botar o pé na estrada e acreditar nas bençãos de São Gonçalo do Amarante e tentar encontrar na atividade de blogueiros dedicados à música de qualidade algo que nos una e ajude muita gente boa espalhada por todo este país, e lá fora, também, a ter seus méritos reconhecidos, resgatando e preservando valores de nossa cultura popular.

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