Barulho d'Água Música

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783 – Maria Alcina transforma Sesc do Campo Limpo (SP) em arraial durante show Asa Branca, em homenagem a Gonzagão

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maria alcina arte 1

O Barulho d’água Música acompanhou no começo da noite de domingo, 3, a memorável apresentação que Maria Alcina (MG) protagonizou na unidade Campo Limpo do Sesc de São Paulo em tributo a Luiz Gonzaga.

Ícone da música nacional e conhecida tanto pelo timbre de voz, quanto pela irreverência, Maria Alcina botou a plateia para dançar do começo ao fim do show durante o qual interpretou de forma brilhante mais de 20 sucessos do Rei do Baião.

Maria Alcina surgiu do camarim apresentando Asa Branca e a caminho do palco a cantou como se orasse, parando para saudar o público e receber o carinho de vários admiradores. Ao encontrar uma senhora que estava no auditório, oriunda de Exu (PE), terra natal do homenageado, Maria Alcina “quebrou o protocolo” e deu um longo e fraterno abraço na conterrânea dele. Naqueles instantes, o hino de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira que batiza o espetáculo era acompanhamento apenas  pelo acordeonista Olívio Filho — um maestro estudioso da obra gonzaguiana e que também já tocou com Antônio Nóbrega e fez parte da banda de forró Bicho de Pé. Foi de arrepiar!

Além de Olívio Filho, ajudaram a transformar o Sesc em um inflamado arraial de forró e de outros ritmos presentes no repertório de Luiz Gonzaga os músicos Wander Prata (bateria), e Leandro Brenner (violão). Ao final, depois de cantar Bacurinha, atendendo pedidos do público, ela recordou Fio Maravilha (Jorge Ben Jor) com a qual começou a se projetar nacionalmente e conquistou Menção Honrosa do Júri Popular, mais o troféu Galo de Ouro em a interpretando na última edição do Festival Internacional da Canção, promovido em 1972, no ginásio Maracanãzinho, na cidade do Rio de Janeiro (RJ)

O tributo Asa Branca tem xote, xaxado, calango, baião e vem aglutinando lotações máximas país adentro já há quatro anos e neste, em São Paulo, terra que acolhe legiões de nordestinos, chegou à 91ª apresentação, com direção artística do espetáculo do produtor musical Fran Carlo e a produção executiva de Petterson Mello. Pelo que se percebeu no Campo Limpo, por onde passa Maria Alcina contagia de tal forma que, em uma frase, pode se dizer: todo o tempo do show, mais de 60 minutos, é pouco para dançar e brincar enquanto ela está em cena.

A interação com o público ocorre a cada nova música que ela resgata do baú de tesouros de Luiz Gonzaga, muitas vezes de forma surpreendentemente descontraída; o tempo todo ela sorri, agradece ao calor e aos justos aplausos por engrandecer de forma tao peculiar e intensa uma obra já consagrada que tende a transcender gerações revelando o quanto somos culturalmente ricos e diversos, mas sem jamais deixar de fazer menção ao verdadeiro responsável por todos estarem ali compartilhando momentos de alegria; ela própria é um dos mais dourados astros desta constelação e com certeza se possível fosse os papéis se inverterem Gonzagão sairia de casa feliz e sabendo que estaria reverenciando uma estrela de primeira grandeza: como não é, lá no céu, sob os olhares cúmplices de Dominguinhos e outros bambas, deve por um instante pousar a sanfona de lado, tirar o chapéu, aninhá-lo ao peito e, humildemente, como fez ao pedir pelo pai, solicitar: “Compadres: respeitem Maria Alcina!”

Fran Carlo informou ao final do show que neste ano a homenagem a Luiz Gonzaga e o trabalho de Maria Alcina serão devidamente reconhecidos e ganharão formatos de CD e de DVD.

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Ode a Pixinguinha

Os fãs e amigos paulistanos de Maria Alcina poderão reverenciá-la novamente entre 15 e 17 de janeiro, desta vez no palco da Caixa Cultural, onde ao lado de Vânia Bastos prestará homenagem a outro expoente do cancioneiro brasileiro no show Chorinho Bom – Tributo ao Mestre Pixinguinha, que Fran Carlo e Petterson Mello também produzem e dirigem.  A Caixa Cultural não cobrará pelo ingresso e fica na Praça da Sé, 111, Centro de São Paulo. 

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Autor: barulhomarcel

Jornalista nascido em Bela Vista do Paraíso (PR). Corintiano por herança do pai, Geraldo Caetano de Lima. Do velho também puxou a paixão por modas de viola, música de raiz e caipira, que era chamada de "sertaneja" antes da mídia comercial se apropriar, indevidamente, do nome. Quando criança ouvia aos pés da cama dele, vindas de um rádio à pilha que chiava muito, clássicos destes gêneros que marcaram para sempre a sua vida. Eu e Andreia Beillo não temos nada em comum. Para começo de conversa, ela torce pelo Palmeiras. Mas resolvemos juntos botar o pé na estrada e acreditar nas bençãos de São Gonçalo do Amarante e tentar encontrar na atividade de blogueiros dedicados à música de qualidade algo que nos una e ajude muita gente boa espalhada por todo este país, e lá fora, também, a ter seus méritos reconhecidos, resgatando e preservando valores de nossa cultura popular.

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