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788 – Vânia Bastos e Maria Alcina protagonizam Chorinho Bom- Tributo ao Mestre Pixinguinha, em Sampa

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Maria Alcina e Vânia Bastos por Petterson Mello (1)

Maria Alcina (de azul) e Vânia Bastos atuam nos dois blocos finais do tributo ao mestre do choro Pixinguinha, que terá três sessões com entrada franca em Sampa (Foto: Petterson Mello)

Duas das mais marcantes intérpretes de todos os tempos, Vânia Bastos e Maria Alcina, estarão entre os dias 15 e 17 de janeiro no palco do teatro da Caixa Cultural, em São Paulo, como estrelas do projeto Chorinho Bom- Tributo ao Mestre Pixinguinha, que contará ainda com participações do diretor musical e baixista Marcos Paiva e do trio formado por Nelton Essi (vibrafone), César Roversi (sopros) e Jônatas Sansão (bateria). As apresentações fazem parte da programação que marca os 155 anos de fundação da Caixa e têm direção artística de Fran Carlo, que montou o repertório ressaltando as várias faces de Pixinguinha e a grande diversidade musical do chorão, apoiado em recursos cênicos e de iluminação que contribuem ainda mais para que o público curta um espetáculo impecável e memorável.

O carioca Alfredo da Rocha Vianna Filho ( (1897-1973) entrou para a história como flautista, saxofonista, compositor, orquestrador e arranjador brasileiro dos mais inventivos e carismáticos. ​Só por ter composto Carinhoso (cuja letra destaca os versos meu coração, não sei por quê, bate feliz quando te vê) Pixinguinha já estaria na lista dos maiores da música brasileira. Além de choros, ele foi autor de valsas e de sambas  tais quais Rosa e Ingênuoque atravessam o tempo na memória afetiva e no gosto musical em geral. Boa parte desse material será revisitado por Maria Alcina e por Vânia Bastos, em três atos distintos.

Assim que as luzes se acenderem, a plateia ficará com Marcos Paiva, Nelton Essi, César Roversi  e Jônatas Sansão e números instrumentais como Proezas de Solon (parceria de Pixinguinha com Benedito Lacerda). Em seguida, Vânia Bastos assumirá a cena e trará joias como Rosa e Lamento. Maria Alcina surgirá no terceiro bloco com toda a irreverência que a identifica interpretando um lado mais  “explosivo”do Maestro, de músicas como Urubu Malandro e Gavião Calçudo.

Pixinguinha

Os predicados de Pixinguinha são inumeráveis e incontestáveis. Além de compor obras que se tornaram clássicos da nossa música, fez orquestrações para cinema e teatro, e arranjos para intérpretes famosos da época, como Carmen Miranda, por exemplo. Teve como parceiros Braguinha, Vinícius de Moraes e Hermínio Bello de Carvalho, entre outros bambas e na década dos anos 1920 fundou o grupo Oito Batutas,  primeiro regional brasileiro a sair do país para uma excursão internacional que deveria durar 30 dias por países europeus, mas se estendeu por seis meses tamanha foi a receptividade.

Maria Alcina

Maria Alcina, que dispensa apresentação, é personalidade de nossa música, com reconhecido lugar numa galeria de intérpretes com forte identidade. Mineira de Cataguases, ela se mudou para a cidade do Rio de Janeiro (RJ) no começo dos anos 1970. Em qualquer registro da história da música brasileira recente, tem de constar sua performática atuação no Festival Internacional da Canção (1972), do qual se sagrou vencedora da parte nacional eternizando Fio Maravilha, de Jorge Ben Jor. Em 2003, deu uma guinada na carreira quando gravou, ao lado de grupo eletrônico Bojo, Agora, que ampliou sua faixa de público. Seu álbum Confete e Serpentina (2009) venceu o Prêmio da Música Brasileira nas categorias Melhor Cantora Popular e Melhor Disco Popular. Nesse CD Alcina mixa gerações diversas da música brasileira como Alberto Ribeiro (1902/1971) e Paulinho da Viola com nomes mais recentes como Roseli Martins, Wado, Moisés Santana. São mais de quarenta anos de marcante presença, agora comemorados com o DVD De Normal Bastam os Outros, trabalho que em breve terá álbuns do tributo Asa Branca, que ela protagoniza já há quatro anos e contabiliza mais de 90 apresentações em homenagem a Luiz Gonzaga.

Vânia Bastos

Vânia Bastos tornou-se conhecida inicialmente por seu trabalho na banda Sabor de Veneno, de Arrigo Barnabé, com quem gravou discos importantes como Tubarões Voadores (1984). Em 30 anos de carreira, lançou mais de uma dezena de discos, alguns dedicados às obras de Tom Jobim, Caetano Veloso e à turma do Clube da Esquina, dos quais três no Japão e quatro na Europa. Belas e Feras, seu oitavo disco, voltado às compositoras brasileiras, rendeu uma temporada de shows assistidos por mais de 160 mil pessoas em todo o país. O mais recente trabalho, Na Boca do Lobo, dedicou à obra singular de Edu Lobo. Atualmente viaja com o show Poeta da Canção em que brinda os admiradores com canções do “poetinha” Vinícius de Moraes.

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O ingresso para curtir Chorinho Bom- Tributo ao Mestre Pixinguinha serão distribuídos a partir das 9 horas do dia de cada show no endereço do teatro da Caixa Cultural de São Paulo localizado na Praça da Sé, 111, Centro de São Paulo. A classificação indicativa é de 12 anos e todas as sessões começarão às 19h15, com duração de 75 minutos. O auditório oferece 80 poltronas e a acesso para pessoas com deficiência.

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Autor: barulhomarcel

Jornalista nascido em Bela Vista do Paraíso (PR). Corintiano por herança do pai, Geraldo Caetano de Lima. Do velho também puxou a paixão por modas de viola, música de raiz e caipira, que era chamada de "sertaneja" antes da mídia comercial se apropriar, indevidamente, do nome. Quando criança ouvia aos pés da cama dele, vindas de um rádio à pilha que chiava muito, clássicos destes gêneros que marcaram para sempre a sua vida. Eu e Andreia Beillo não temos nada em comum. Para começo de conversa, ela torce pelo Palmeiras. Mas resolvemos juntos botar o pé na estrada e acreditar nas bençãos de São Gonçalo do Amarante e tentar encontrar na atividade de blogueiros dedicados à música de qualidade algo que nos una e ajude muita gente boa espalhada por todo este país, e lá fora, também, a ter seus méritos reconhecidos, resgatando e preservando valores de nossa cultura popular.

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