793- Tributo a Pixinguinha com Vânia Bastos e Maria Alcina lota Caixa Cultural (SP) e ganha disco

vânia e alcina

As cantoras Vânia Bastos e Maria Alcina, acompanhadas pelo baixista Marcos Paiva e do trio formado por Nelson Essi (vibrafone), César Roversi (sopros) e Jônatas Sansão (bateria), atraíram lotação máxima nas três noites que protagonizaram Chorinho Bom- Tributo ao Mestre Pixinguinha, no teatro da Caixa Cultural, entre 15 e 17 de janeiro. O anúncio de que ambas seriam atrações da casa de espetáculos situada no coração paulistano fez com que as entradas para as três rodadas do espetáculo dirigido pelo produtor cultural Fran Carlo se esgotassem nas primeiras horas ainda na parte da manhã e diante da procura por um lugar na plateia a equipe precisou providenciar mais assentos de forma a acomodar o público. Sucesso garantido em todos os palcos pelos quais já vem passando, o projeto, agora, está sendo registrado em álbum que deverá ser gravado ao longo desta semana. Com o disco recém-saído do forno, os músicos deverão retomar as apresentações entre o final de março e de abril.

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792 – Parabéns, Paulo Matricó (PE), poeta do Pajeú que faz aniversário hoje

Paulo MatricóO cantor e compositor Paulo Matricó (PE) é o destaque de hoje da folhinha de aniversários do Barulho d’água MúsicaPaulo Matricó é um dos mais conceituados cantores  e compositores do Nordeste e relançou em maio de 2015 para comemorar 20 anos da primeira prensagem o álbum Outro Verso, esgotada completamente após a projeção do artista no cenário da música brasileira. O disco, agora remasterizado, ganhou também uma releitura visual da capa e do encarte por meio de primoroso trabalho assinado por Paulo Rocha, constituindo-se em uma autêntica joia para colecionadores. 

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791 – Daniela Lasalvia canta “Horizontes de um Brasil” em projeto que também receberá Consuelo de Paula

dani e consuelo

A cantora Daniela Lasalvia dará continuidade neste dia 15 às apresentações musicais que o Sesc de São Caetano do Sul (SP) programou para todas as sextas-feiras de janeiro, sempre a partir das 20 horas, como parte do projeto Eu vi uma história, que também oferecerá ao público eventos e atividades integradas como exposições, montagens teatrais, de literatura e de cinema, tanto em cursos, quanto em oficinas. A autora do belo álbum duplo Madregaia está convidando amigos e fãs para vê-la no palco ao lado de dois músicos que classificou como “especialíssimos”, Rui Kleiner, ao bandolim, viola clássica e violão, e Rebecca Kleinmann, renomada flautista norte-americana. Em Horizontes de um Brasil, Daniela Lasalvia também tocará violão e viola caipira. “Juntos faremos um repertório mostrando o perfil de um Brasil que vai do choro aos ponteios de viola, passando por sambas, valsas, canções indígenas, e outros estilos que traduzem um painel notável da diversidade deste rico e imenso país”.

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790 – Pedro Antônio (MG) recebe Antônio Galba e Lula Barbosa para lançar Plantação de Estrelas, em Sampa

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O cantor e compositor e cantor Pedro Antônio (Guarda Mor/MG) receberá em São Paulo na sexta-feira, 15, os músicos Lula Barbosa e Antônio Galba, irmão dele, para lançamento do álbum Plantação de estrelas. O encontro está previsto para começar às 22 horas na casa de espetáculos situada à rua Clélia, 285, no bairro paulistano Lapa. O disco com 12 faixas, das quais dez autorais (Zé Paulo Medeiros e Carlos Alberto Haddad assinam as demais, Água e Passarim, respectivamente) é o segundo de Pedro Antônio, integrante junto com Galba do grupo Mina das Minas, e sucederá Carta ao velho Rosa (2010).  Para mais informações e reserva de ingresso há o telefone 011- 2628-4211.

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789 – Sesc Ipiranga promove em janeiro atividades e espetáculos com expoentes da Vanguarda e do Lira Paulistana

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O Lira Paulistana começou como um pequeno teatro em Pinheiros, depois acolheu várias outras formas de manifestação artística dos integrantes da Vanguarda Paulistana engajada com a renovação de linguagens e do conceito de entretenimento durante seis anos, agitando os parâmetros culturais não apenas em Sampa, mas país afora (Foto: Arquivo Pessoal de Calil Neto)

O Sesc Ipiranga está promovendo espetáculos musicais e atividades protagonizados por expoentes da turma de artistas que formou a Vanguarda Paulista entre 1979 e 1986, inicialmente concentrada no teatro Lira Paulistana, que ficava situado no bairro de Pinheiros, na cidade de São Paulo. Batizado Lira Paulistana: 30 anos. E depois?, o projeto pretende gerar reflexões e por em debate a produção contemporânea, convidando-os para discorrer sobre os caminhos da criação e como se desenha hoje, em Sampa, os espaços catalisadores da nova produção e do experimentalismo. O cronograma começou a ser cumprido com apresentações de Luiz Tatit, Arrigo Barnabé e Lívia Nestrovski e Cida Moreira, nos dias 8, 9, e 10, e terá sequência até o último dia de janeiro, com ingressos cotados entre R$ 6 e R$ 20,00.

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788 – Vânia Bastos e Maria Alcina protagonizam Chorinho Bom- Tributo ao Mestre Pixinguinha, em Sampa

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Maria Alcina (de azul) e Vânia Bastos atuam nos dois blocos finais do tributo ao mestre do choro Pixinguinha, que terá três sessões com entrada franca em Sampa (Foto: Petterson Mello)

Duas das mais marcantes intérpretes de todos os tempos, Vânia Bastos e Maria Alcina, estarão entre os dias 15 e 17 de janeiro no palco do teatro da Caixa Cultural, em São Paulo, como estrelas do projeto Chorinho Bom- Tributo ao Mestre Pixinguinha, que contará ainda com participações do diretor musical e baixista Marcos Paiva e do trio formado por Nelton Essi (vibrafone), César Roversi (sopros) e Jônatas Sansão (bateria). As apresentações fazem parte da programação que marca os 155 anos de fundação da Caixa e têm direção artística de Fran Carlo, que montou o repertório ressaltando as várias faces de Pixinguinha e a grande diversidade musical do chorão, apoiado em recursos cênicos e de iluminação que contribuem ainda mais para que o público curta um espetáculo impecável e memorável.

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787 – Projeto Escambo celebra encontro entre sonoridades do Brasil e da França em álbum e oficinas de dança

Com a proposta de interação estético-musical entre duas culturas musicais distintas, o projeto Escambo, idealizado pelos irmãos, músicos e pesquisadores João Arruda e Carlos Valverde, apresenta um trabalho que exprime diferentes sonoridades musicais que se harmonizam no encontro das culturas tradicionais do Brasil e da França. “Escambo” significa tanto no Brasil quanto no dialeto Occitan do sul da França troca, permuta e intercâmbio e é neste sentido que o presente projeto se fundamenta. Para comemorar o lançamento do álbum homônimo, um grupo de músicos franco-brasileiros pretende promover turnê pelo estado de São Paulo entre fevereiro e março para oferecer apresentações musicais e oficinas de danças tradicionais francesas, com músicas ao vivo, e lançá-lo ainda no primeiro semestre de 2016, na França. No álbum a utilização de instrumentos rústicos e tradicionais da França e do Brasil permite mostrar a força da cultura popular que existe nos dois países.

A sonoridade da viola caipira associada à vielle à roue, do pífano e do fifre e da rabeca e das gaitas de fole (Boha e Craba) originam melodias, timbres e ritmos específicos, que juntos, geram músicas inusitadas, festivas e alegres. Assim, o Escambo traz em sua composição a atmosfera das festas populares típicas dos dois países; o encontro de diferentes artistas, instrumentos, culturas, hábitos, sotaques e saberes fazem deste álbum um importante, inédito e ousado registro dançante que integra qualidade, tradições e autenticidade.

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Carlos Valverde é um dos idealizadores do projeto Escambo

 

Instrumentos utilizados

A vielle à roue é um instrumento tipicamente europeu e seu primeiro registro foi feito na França, no século IX, graças às esculturas esculpidas em igrejas. É um instrumento de variável reputação, já foi tocado por artistas que interpretavam Mozart e símbolo da mendicidade da rua. O som é produzido por uma roda curvada de madeira que está ligada com uma manivela rústica. Algumas sequências podem tocar uma melodia, enquanto outros sons se assemelham a abelhas voando.

O pandeiro é um instrumento de percussão que consiste numa pele esticada em uma armação circular e estreita. Ao redor do aro existem platinelas duplas de metal. O pandeiro se toca com a palma da mão e os dedos. No Brasil, o pandeiro é muito usado no samba e no pagode, mas não se limitando a esses ritmos, sendo encontrado ainda no baião, coco, maracatu, entre outros.

A viola caipira, também conhecida como viola sertaneja, viola nordestina, viola cabocla e viola brasileira, é um instrumento musical de dez cordas, no que se diferencia do violão, que tem doze. A viola é um dos símbolos da música popular, principalmente no Interior do Brasil. As violas brasileiras têm origens em Portugal, oriundas de instrumentos árabes como o alaúde e chegaram ao Brasil com os jesuítas que catequisaram indígenas. Mais tarde, os primeiros caboclos começaram a construir violas com madeiras toscas da terra e foi ai o início da viola caipira.
A rabeca é um instrumento musical parecido com o violino, mas tocado de forma diferente. Em São Paulo é usada nas manifestações populares do fandango, em Folias do Divino, moçambique, congadas, dança de São Gonçalo e Folia de Reis. No Nordeste, foi popularizada por diversas bandas.

O atabaque é um instrumento musical de percussão, cilíndrico ou ligeiramente cônico, com uma das bocas coberta por couro de boi, veado ou bode. É tocado com as mãos, com duas baquetas, ou por vezes com uma mão e uma baqueta, dependendo do ritmo que está sendo tocado. O atabaque é muito utilizado nos rituais das religiões Umbanda e Candomblé, o que faz dele um instrumento muito utilizado no Brasil.

O berimbau é um instrumento de corda de origem angolana, trazido pelos escravos angolanos para o Brasil, onde é utilizado para acompanhar a dança/luta acrobática chamada capoeira. A sonoridade do berimbau é rústica e mais percussiva que melódica.

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João Arruda (à mesa, utilizando o notebook), irmão de Valverde e um dos músicos do grupo franco-brasileiro

O acordeon, também chamado sanfona, é um instrumento musical aerofone de origem alemã, composto por um fole, um diapasão e duas caixas harmônicas de madeira. No Brasil, é comum em bailes de forró e na música tradicional do Sul do país. Já na França, é bastante utilizado nos bailes tradicionais.

Gaita de fole, também chamada de cornamusa, museta, musette ou simplesmente gaita, é um instrumento da família dos aerofones, composto de pelo menos um tubo melódico (chamado ponteiro ou cantadeira, pelo qual se digita a música) e de um insuflador mediado por uma válvula (chamado soprete ou assoprador), ambos ligados a um reservatório de ar (chamado fole ou bolsa); na maioria dos casos há pelo menos mais um tubo melódico pelo qual se emite uma nota pedal constante em harmonia com o tubo melódico (chamado bordão ou ronco). No presente projeto, serão utilizadas as gaitas do tipo Boha e Craba.
Músicos do projeto Escambo

Carlos Valverde (Pífano, flauta transversal, fifres e ganzá, berimbau, triangulo e pequenas percussões) é músico, fabricante de instrumentos em bambu e realiza pesquisas no campo da cultura popular brasileira. Desde 2000 ele ministra oficinas de iniciação musical e de fabricação de pífanos em escolas, universidades e outros eventos culturais. Nesta linguagem, da transmissão oral, já criou diversas bandas de pífanos, no Brasil e no exterior, conectando pessoas, projetos e saberes.

Em 2011, Carlos Valverde recebeu da Embaixada da França o visto de “Competência e Talento” que teve como objetivo desenvolver um projeto de intercâmbio entre as culturas tradicionais do Brasil e da França. Em 2012, recebeu o diploma em músicas tradicionais no conservatório de Toulouse, fez um mestrado em Musicologia Université Toulouse – Jean Jaurès  e criou duas novas bandas de pífanos na França, as quais integram a música brasileira e francesa. Hoje é professor de pífano no conservatório Occitan (COMDT) e realiza diversos projetos pedagógicos com crianças (de 3 a 10 anos), adolescentes, pessoas com necessidades especiais e músicos de conservatórios que não são habituados com a linguagem da transmissão oral.

João Arruda (viola de cabaça, viola de dez cordas, rabeca de bambu, violão, zabumba e atabaques) é músico, cantor, percussionista, violeiro e produtor fonográfico considerado um dos jovens promissores da música brasileira. Nascido em Campinas (SP), o artista é comprometido com a valorização e recriação de temas e canções da cultura popular brasileira, bem como de outros países. Seu trabalho está presente em mais de 15 álbuns nos quais atuou como artista convidado e produtor. Com dois autorais gravados (Celebrasonhos e Venta Moinho), já participou de mostras, festivais e programas de rádio e TV além de compor diversas trilhas sonoras para espetáculos, documentários, mostras e filmes.

Cris Monteiro (percussões) é pesquisador dos ritmos brasileiros, foi integrante do grupo musical-cênico Gandaiá, onde tocava percussão, dançava e interpretava. Do espetáculo nasceu o álbum Brasilusões, em 1997, no qual assina os arranjos de percussão. Com o Grupo Zauwli, estudou os ritmos do Sul da África voltados para o djembe, instrumento típico africano. Com este grupo participou de espetáculos de teatro, ministrou oficinas de percussão e gravou o álbum que leva o mesmo nome do grupo.

Participou como músico e dançarino do grupo de dança brasileira Saia Rodada, de Tião Carvalho e com o grupo viajou com o espetáculo Bloco do Baralho, em turnê no estado de São Paulo. Mudou-se para Europa em 2006, tocando na França, Espanha e Portugal. Em Toulouse, onde fixou residência, trabalhou com estágios de percussão em associações, companhias de teatro e escolas primárias, além de ter participado de concertos em festivais por todo o território francês com vários grupos de música brasileira e fusion. De volta ao Brasil, hoje é diretor musical da banda Bate Lata, ministra oficinas de percussão na Associação de Paes e Amigos dos Excepcionais (APAE) Campinas. Desenvolve seu projeto percussivo Murungundum, e atua nas bandas Nega Madame e Black Dog Funk.

Xavier Vidal (violino, rabeca, boha/gaita de fole da Gasconha, crabo/gaita de fole da Montanha Negra, graille (oboé occitan, charamelas e bandolim) começou a estudar música quando criança e com a idade de 10 anos integrou a Harmonia de Tournefeuille (Haute Garonne). Xavier Vidal descobriu a música Occitan tradicional no ano de 1976, por meio da companhia de Ballets de Occitans de Toulouse, onde realizou diversas turnês. A partir de 1977, junto com o Occitan Conservatório Toulouse, participou do movimento Folk que tinha como objetivo recuperar, recriar e revalorizar as tradições populares da França.

Ele é formado em etnologia na l’EHESS no ano de 1983 e realizou seminários de etno musicologia no Museu da ATP e do Museu do Homem sobre os instrumentos da tradição popular de Lauragais. Recebeu o diploma D.E.A. Civilização Occitan e sabe falar esse dialeto correntemente. Em 1989, produziu um trabalho sobre as tradições populares da França com o apoio e financiamento do ministério da Cultura. Em 1983 se instalou na região do Lot (Sul da França), onde em 1985 fundou a Associação de Música de Tradições em Quercy. Nessa associação, Xavier Vidal começou um trabalho de pesquisa e registro de diversas músicas populares do Lot. Ele fundou a associação La Granja, que é um lugar dedicado à pesquisa, ensino e divulgação da cultura Occitan, música folk e world music.

Em 1987, tornou-se professor de música tradicional do conservatório do Lot. Ele também ensina os alunos de DEM (Diplôme d’Etudes Musicales) do conservatório de l’Aveyron desde setembro de 2011. Hoje ele é o coordenador do departamento de música tradicional no conservatório de Toulouse, que abrange o ensino de áreas de música: Occitan, flamenco e oriental. Toca mais de doze instrumentos tradicionais, além de cantar em diversas línguas. Ele é autor de várias composições musicais e conhece um imenso repertório de músicas tradicionais da França, o que faz dele uma referência da música tradicional da França.  

Bastien Fontanille (vielle à roue, accordeon) é diplomado em música tradicional pelo conservatório de l’Aveyron Departamental. É licenciado em Jazz e em Antropologia pela Universidade Mirail de Toulouse. Atualmente é aluno de mestrado em Musicologia também pela Universidade do Mirail.  É multi-instrumentista, tendo experiência de mais de dez anos com a vielle a roue, oito anos em piano e cinco anos em sanfona. Ele aprecia a mistura entre músicas, pois gosta de experimentar diferentes ambientes sonoros. Seu gosto eclético e amplo faz com que traga em sua bagagem musical um repertório que integra a música barroca, tradicional francesa, reggae, brasileira, entre outras.  

Lola Calvet (rabeca, violino e canto) é nascida em 1990 em Saint-Cere e segue desde pequena uma formação musical completa em escolas de música e conservatórios. Ela descobriu a música tradicional ao estudar violino com o professor Xavier Vidal e a partir de deste momento começou a tocar em bailes e festas locais tradicionais. Seus estudos avançaram integrando sucessivamente a escola Atla em Paris e Music’Halle em Toulouse. Durante os últimos 15 anos, Lola pratica o canto, violino e percussão brasileiros e participa ativamente do grupo Samba Ti’Fol. Desde o início de 2012 integra o grupo Bomb de Bal, cantando, tocando violino e a rabeca brasileiros.

Elisa Treboauville (bandolim, banjo, canto, fifre e pífanos)  começou a sua formação musical em 1999 pelo violão clássico, instrumento que permitiu um primeiro encontro com o universo da música popular brasileira, incluindo o choro. Em 2013 recebeu o diploma em musicologia na Université Toulouse – Jean Jaurès onde dedica-se ao estudo do cavaquinho e do pífano brasileiros. Desde 2014 estuda Mestrado em Etnomusicologia e participa de diferentes formações musicais como o grupo de Choro Assim Assado, La Pifada e Forró de Fora. No inicio de 2015 comeou a estudar no DEM de Música Tradicional no Conservatório de Toulouse, onde desenvolve estudos com a musica tradicional occitana.

Oficinas culturais 

O projeto Escambo propõe oficinas e estágios de danças tradicionais francesas, com ou sem música ao vivo, opcionais e complementares aos shows. Para mais informações contate Raphael Valverde (raphael@raphaelvalverde.com.br) l : (19) 98420-1212 ou Carlos Valverde (flutebresil@gmail.com)

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786 – Cacique e Pajé abrem temporada do projeto Café com Viola, do Sesc Campinas (SP)

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Antônio Borges de Alvarenga e Geraldo Aparecido são nomes provavelmente desconhecidos pela maioria do público embora formem, atualmente, a dupla que tem um dos mais longevos e sólidos trabalhos do meio caipira e que infelizmente, hoje talvez constitua uma das últimas representantes da velha geração de violeiros que tocam a autêntica música raiz. Antônio, o mais velho, já completou 80 anos, Geraldo tem 72: juntos neste domingo, 10, ambos mais uma vez subirão ao palco como Cacique e Pajé, atração que a unidade Campinas do Sesc de São Paulo programou para abrir a temporada 2016 do projeto Café com Viola, previsto para começar às 10 horas.

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785 – Espetáculo do Nhambuzim coloca jacaré, arara e até sucuri no palco do Sesc Vila Mariana (SP)

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O musical Bichos de Cá será apresentado sempre aos domingos de janeiro, com uma sessão extra no feriado do dia 25, com entrada franca para crianças até 12 anos (Foto: Marcelino Lima/Arquivo Barulho d’água Música)

Crianças também têm vez no Barulho d’água Música e em nome delas o blog convoca pais e responsáveis a levarem filhos, sobrinhos, netos, afilhados, enteados e coleguinhas destes a uma das cantorias que o grupo Nhambuzim fará durante divulgando as músicas do álbum Bichos de Cá durante o mês de janeiro, na unidade Vila Mariana do Sesc de São Paulo, sempre aos domingos, e a partir das 15h30; uma apresentação extra, no mesmo horário, está programada para o feriado do 462º aniversário da cidade, no dia 25, que cairá na segunda-feira. Já neste dia 10, por exemplo, nosso pessoal vai esquecer que já tem barba e cabelos brancos e estará presente na primeira fila do palco situado na rua Pelotas, 141, 245, a uma caminhada leve das estações Ana Rosa e Vila Mariana da linha azul do Metrô. Para mais informações tecle 11 5080-3000.

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784 – Músico da Boa Terra, Sergio Di Ramos lança álbum de jazz tupiniquim e defende a música como elemento de reflexão e devoção

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Sérgio Di Ramos, cantor e compositor baiano nascido em Itabuna e atualmente radicado em Ilhéus está comemorando o sucesso de Tupynamjazz, álbum que lançou ao final de 2014, com participações de Chico Lobo, Quinteto Violado e Bárbara Leite e já se encontra esgotado na maioria das lojas virtuais para as quais foi distribuído. O álbum de 15 canções que precisa ser encomendado por vários dos sites do gênero pela falta dele no estoque é o quinto da carreira que Sérgio Di Ramos iniciou já maduro, em 2008, embora tenha inclinação para a música desde criança: aos 9 anos já ensaiava composições com influências inclusive do rock progressivo do Pink Floyd, aos 12 ganhou o primeiro violão, um presente da mãe, e com 17 baixou no Rio de Janeiro levando na mala fitas cassetes nas quais gravara o que classificava de “garatujas musicais”, conforme contou à jornalista Raquel Rocha, durante entrevista ao programa Bem Viver, da TV Itabuna, em novembro de 2014.  A ideia era apresentá-las aos produtores culturais lotados na Cidade Maravilhosa, mas o plano não vingou.

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