867 – Luque Barros lança álbum que eletrifica com arranjos modernos para temas passionais a dor de cotovelo

Luque Barros, gaúcho de Ijuí radicado em São Paulo, dará sequência no domingo, 8 de maio, à temporada de lançamento de Muito Pouco Menos Mais, com participações especiais do guitarrista Daniel Brita (coprodutor musical do álbum) e da cantora Ela Solo Amore. Amílcar Rodrigues (trompete), Allan Abbadia (trombone), Caio Lopes (bateria), Estevan Sinkovitz (guitarra), Ricardo Prado (teclados), Jorge Cirilo (sax tenor) e Simone Julian (flauta) formam a banda que subirá com Luque Barros ao palco do Teatro Décio de Almeida Prado, refinando a apresentação que integra o Circuito Municipal de Cultura. Este time de amigos já toca junto há mais de 15 anos.  

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866 – Rodrigo Nali comanda Roda de Viola Caipira em Piracicaba (SP)

Alguns lutos podem custar a serem superados, mas também motivarem a busca por novos projetos. O violeiro de Paulínia (SP) Rodrigo Nali, por exemplo, mesmo ainda abatido pela precoce morte de Anderson Baptista, jovem com o qual formava o Duo Catrumano e a dupla Anderson e Rodrigo Nali, resolveu se manter ativo e já nesta sábado, 30 de abril, estará em Piracicaba à frente da Roda de Viola Caipira que a partir das 11 horas celebrará amizades e será formada para contação de causos e releituras de clássicos. O local escolhido para a festa que integra a programação Rio das Artes, do Sesc local, e tem apoio da Juá Produções Culturais, é a Casa do Povoador, situada à avenida Beira Rio, 800, no Centro da capital mundial da pamonha. Para mais informações há o número de telefone 19 34340-8605, mas Rodrigo Nali, que em 22 de abril recebeu inúmeras manifestações de apoio e votos de felicidade por mais um aniversário, avisa aos interessados que basta ter uma viola ou violão para se juntar aos tocadores.

Rodrigo Nali recebeu em 30 de setembro de 2014 homenagem na Câmara Municipal de sua cidade proposta por Danilo Barros (PC do B), vereador que encaminhou o projeto em reconhecimento ao “empenho na música e por Rodrigo Nali representar Paulínia no Brasil e no mundo”. O músico é virtuoso com o instrumento que escolheu para seguir na estrada e muito de sua habilidade foi adquirida e aperfeiçoada em convivência com Ivan Vilela, quando ao lado deste integrava a Orquestra Filarmônica de Violas, que Vilela fundou em Campinas e é uma das mais afamadas e premiadas do gênero.

Partida precoce

Anderson Baptista morreu em 8 de abril, após uma semana internado, em Campinas (SP), vítima da gripe H1N1. Estava com 27 anos.

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865 – Curta “A Busca”, clipe da faixa do álbum “Planos e Muros”, de André Salomão

O cantor e compositor André Salomão, paulistano que atualmente reside em Barbacena (MG), disponibilizou na internet vídeo-clipe da música A Busca (clique na palavra em azul e assista)  faixa integrante do álbum Planos e Muros, que lançou em 2015, e que de acordo com ele “nasceu por encomenda, em 2008”. Naquele ano, a diretora Cassia Magaly Batista, do Grupo Todo-Um de Teatro, pediu a Salomão um tema para o livro O Andarilho que representasse a reflexão sobre alguém que vaga a esmo,  aparentemente, sem ter onde chegar. “O mote me levou a pensar: qual o meu lugar? Qual a minha busca? O que diz o movimento constante que há dentro de mim?” Instigado pelas questões, o bom corintiano, então, convidou amigos e com a ideia na cabeça ao melhor estilo “faça você mesmo”  saiu pelas ruas de Barbacena para consumar o projeto, captar as imagens e produzir a peça.

Agora, além da edição do vídeo, André Salomão está comemorando o terceiro lugar que obteve concorrendo no 3º Festival de Música Popular Livre de Barbacena, encerrado no domingo, 24 de abril,  com Rica Vida Simples. O festival promovido pelo  Instituto Curupira recebeu mais de 50 músicos de várias cidades mineiras e de outros estados, entre os quais o vice-campeão Iuri Andrade, que representou Duque de Caxias (RJ) com Flamboyant.  Laura Jannuzzi, com Diário, regressou à Juiz de Fora (MG) com o primeiro lugar. Vivian Trindade (melhor intérprete) e Jess Cirino (melhor compositor) são de Barbacena, Renato da Lapa Macedo (melhor instrumentista) é conterrâneo de Laura Jannuzzi.

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Com o troféu de terceiro colocado na mão esquerda, André Salomão e organizadores do festival de música popular de Barbacena (Foto: Divulgação)

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864 – Abraço Cultural abriga em São Paulo 2º Sarau pró refugiados com filmes, música e dança

Nesta sexta-feira, 29 de abril, a partir das 19h30, ocorrerá o 2º Sarau Multicultural do Abraço, evento que celebra a diversidade cultural e que deverá reunir no bairro Aldeia de Pinheiros, em São Paulo, refugiados da Síria, da Palestina, de Cuba e imigrantes da Bolívia e da Colômbia em torno de atividades e manifestações musicais, de dança, de artes cênicas, de artes plásticas, audiovisuais, e feira gastronômica que oferecerá comidas e bebidas típicas. Qualquer pessoa poderá participar da iniciativa da Abraço Cultural, entidade que desde junho de 2015  promove troca de experiências, geração de renda e valorização pessoal de refugiados residentes no Brasil como meio de quebrar barreiras no convívio, estimular e favorecer a assimilação de aspectos culturais de outros países.

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863 – Morre Fernando Faro, timoneiro e criador do “Ensaio”, programa intimista dedicado à música brasileira

O programa Ensaio ficou sem seu timoneiro e idealizador Fernando Faro, que morreu na noite de domingo, 24 de abril, vítima de infecção pulmonar, aos 88 anos, em São Paulo. Jornalista, produtor musical e diretor também conhecido por Baixo, Fernando Faro dera entrada há três meses acometido por desidratação no hospital onde veio a óbito. O velório se estenderá até por volta das 17 horas quando o corpo deverá ser sepultado no Cemitério do Araçá. De acordo com nota publicada em redes sociais assinada pela produção do programa, o Ensaio começou em 1969, na extinta TV Tupi. Entre 1972 e 1975, virou MPB Especial e passou a preencher a grade da TV Cultura. Ainda nesta canal da Fundação Padre Anchieta, em 1990, retomou o nome original e desde então pôs no ar pelo menos 700 edições. 

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862 – Ao tambor e ao violão, Consuelo de Paula anuncia: começa nova temporada do Imagens do Brasil Profundo em São Paulo

Para quem estava com saudade o reencontro com o projeto Imagens do Brasil Profundo transcorrerá a partir da quarta-feira, 4 de maio, e enseja que ficará entre os mais marcantes de todos os espetáculos congêneres já promovidos na Biblioteca Municipal Mário de Andrade, em São Paulo. A cantora, poetisa e compositora Consuelo de Paula, aclamada pelo público que prestigia e cultua música de qualidade, é a primeira convidada do curador professor de Sociologia Jair Marcatti para a temporada. Mineira de Pratápolis radicada em Sampa, Consuelo de Paula ocupará o palco Rubens Borba de Moraes a partir das 20 horas. Não haverá cobrança de entrada para vê-la e ouvi-la tocando manifestações e os ritmos como Moçambique, Toada de Congo, Folia, Jongo, Samba, Baião e Maracatu que compõem o repertório de Tambor de Rainha, por meio do qual transmite com a emoção que a caracteriza memórias de vários momentos de encantamento e fascínio que guarda e a inspira desde os 13 anos quando, por exemplo, seguindo cortejos populares, sentiu-se estimulada a fundar um bloco feminino de Carnaval em Pratápolis só para extravasar a paixão por batucar. Durante a apresentação, Consuelo de Paula alternará tambores e violão e até mesmo um pandeiro poderá entrar em cena para que ela desfile composições clássicas e autorais dos seis álbuns da discografia, entre os quais o mais recente, O Tempo e o Branco.

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861- Conheça Soledad Bravo, espanhola radicada na Venezuela cuja voz ecoa contra governos tiranos, exalta a democracia e a liberdade

O Barulho d’água Música apresenta hoje, baseado em biografia escrita pela jornalista Ivonne Attas, Soledad Bravo, cantora e compositora que nasceu em Logroño, capital da província e comunidade autônoma de La Rioja (Espanha) e que junto com os pais, perseguidos pela ditadura de Francisco Franco, precisou pedir asilo político à Venezuela, em 1943, adotando, então, o país sul-americano como sua pátria.  A condição de filha de imigrantes com toda bagagem de sonhos e esperanças deixados para trás devido ao exílio configurou sua postura frente à vida e a vocação social que manifesta por meio de sua poética e do seu canto. Escolheu cantar por compromisso social e se entrega com paixão à defesa de causas que considera justas pela melhor convivência e liberdade em sociedade.

 

Acolhida na nova terra, estudou Arquitetura na Universidad Central de Venezuela (UCV). Durante o período como estudante, revelou-se revolucionária de ideário esquerdista, perfil que marca suas primeiras canções, impregnadas do sentimento de busca por justiça social que, à época, acreditava que se poderia instituir apenas por um processo socialista. Por esta forma de pensar, ganhou a simpatia do líder da revolução de Cuba (1959) Fidel Castro e a admiração de cantores cubanos como Silvio Rodríguez e Pablo Milanés, dos quais se aproximou; simultaneamente, na Venezuela, cercou-se de artistas como Alí Primera que professavam seu credo ideológico, no plano interno e em âmbito internacional. Sofía Imber a descobriu e a convidou para o programa de televisão que apresentava: no ar, ao violão, Soledad Bravo causou imediatamente impactos favoráveis e conseguiu abrir as portas para uma carreira de sucesso já solidificada pelo lançamento desde então de cerca de 40 discos.

Com a queda do general que dominava a Espanha (1976), regressou ao país europeu e assumiu o papel de cantora mais famosa e engajada do processo de transição, chegando a gravar um álbum com o poeta Rafael Alberti. De volta à Venezuela, mantém-se comprometida com causas justas, porém como tantos intelectuais para os quais o projeto ideológico abraçado anteriormente resultou em utopia, coloca-se abertamente contra o modelo socialista inaugurado na Venezuela por Hugo Chávez,  depois de morto sucedido por Nicolás Maduro. Soledad continua a cantar canções de Pablo Milanés e Silvio Rodríguez, por exemplo, como fez ao brindar recentemente estudantes em Aula Magna da UCV defendendo a própria autonomia e os presos políticos hoje em cárceres venezuelanos sem acesso ao processo e sem direito à digna defesa.

Comenta-se que o atual modo de pensar de Soledad Bravo derivaria do seu casamento com Antonio Sánchez García, formado em História e Filosofia na Universidad de Chile, país onde ele nasceu. Antonio é autor de livros considerados importantes sobre a ditadura e a democracia. Em entrevistas para emissoras de rádio e de televisão, costuma rechaçar todo regime autocrático, ditatorial e de corte esquerdista e militarista. Soledad Bravo, entretanto, segue amada na Venezuela e comovendo públicos de várias gerações,  que a aplaudem quando canta músicas de protesto e por ter sabido como trocar o discurso político sem rasgar o ideário de valores que empunhou quando jovem e já contestadora.

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Um dos álbuns mais marcantes nesta linha de pensamento e de atividades de Soledad Bravo é a coletânea de músicas do período entre 1968 a 1975, Cantos Revolucionários da America Latina. Naqueles anos quase todos os países da América do Sul estavam sob as botas de atrozes governos, apoiados por interesses sobretudo ianques, mergulhados em regimes de tirania e exceção e que no Brasil, por exemplo, ficou conhecido por “anos de chumbo”. A adoção de ferrenha censura e a perseguição aos opositores eram das mais rígidas medidas de controle das massas, mas Soledad Bravo, com sua poderosa voz e associando cantos folclóricos a letras de protestos, alcançou popularidade em todo o continente ao encarar as ditaduras latino-americanas. Entre as faixas de Cantos Revolucionários, por exemplo, há homenagens aos poetas Federico Garcia Lorca e a Pablo Neruda, ao presidente Salvador Allénde, (deposto por golpe no Chile, em 1973); encontra-se Hasta Siempre (dedicada a Che Guevara, de Carlos Puebla); Su Nombre pode ponerse em versos (de Félix Pita Rodríguez e Pablo Milanés, para Ho Chi Minh, revolucionário e estadista vietnamita); Porqué los pobres no tienen (Violeta Parra); Parabién a La Paloma (que o Tarancón gravou em seu disco Gracias a la vida); Pobre del cantor (Pablo Milanés); e Santiago del Chile (Silvio Rodriguez). Outro destaque é  Grilheiro vem, pedra vai (Rafael de Carvalho), que ela canta em português.

Baixe Cantos Revolucionários de http://nomadesemfronteira.blogspot.com.br/2016/04/soledad-bravo-cantos-revolucionarios-de.html

Mirian Mirah

860 – Músicos do Trio José prestam homenagem a Sérgio Sampaio (ES), “velho bandido” que cantava como quem bota o bloco na rua

Danilo Moura e Victor Mendes, músicos que formam o Trio José, vão homenagear o cantor e compositor Sérgio Sampaio nesta quinta-feira, 21 de abril. Para quem não vai enforcar o feriadão dedicado a Tiradentes indo à praia a dica é curtir este tributo a um dos gênios da música popular brasileira que há uma semana teria completado 69 anos, mas cuja vida foi tão intensa quanto curta. A cantoria está prevista para começar às 22 horas na casa situada à Rua Clélia, 285, Pompeia, zona Oeste de Sampa. A entrada custará 20 mangos.

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859 – Parabenize Patrícia Bastos (AP), premiada com dois troféus do 25º Prêmio da Música Brasileira, aniversariante do dia!

A folhinha do Barulho d’água Música destaca que hoje, 18, é aniversário de Patrícia Bastos, premiada cantora nascida em Macapá.  Filha do educador Sena Bastos e da cantora Oneide Bastos, que muito a influenciaram e a motivaram a seguir a carreira, Patrícia Bastos também foi estimulada por vários músicos conterrâneos que frequentavam a casa da família situada na capital do Amapá. Formada em Administração, a trajetória artística começou ainda aos 18 anos, quando passou a integrar a Banda Brinds e na qual permaneceu por cinco anos. Em bares da cidade dividiu palco com artistas como Zé Miguel, Osmar Júnior e Vanildo Leal e abriu as portas para convites que a colocaram como participante especial em apresentações de Nico Rezende, Lô Borges, Biafra, Nilson Chaves e do grupo Boca Livre.

Zulusa (2013) - Patrícia Bastos

A consagração veio com o álbum Zulusa (palavra que combina zulu com lusa), lançado em 2013, que rendeu a Patrícia Bastos o troféu do 25º Prêmio da Música Brasileira como melhores disco regional e cantora regional, em maio de 2014. Patrícia Bastos tem protagonizado vários espetáculos em São Paulo, onde já brilhou, por exemplo, no palco do Sr. Brasil, programa de Rolando Boldrin levado ao ar pela TV Cultura. Ela estará de volta à Sampa entre 27 e 28 de maio para dois encontros com amigos e admiradores, programados para a Casa de Francisca, situada na zona Sul da cidade. Em ambas as datas, estará acompanhada por Dante Ozzetti, compositor, violonista e arranjador para cantar  músicas de Zulusa e outras composições, com o auxilio ainda dos percussionistas do Trio Manari (Belém/PA) e Paulo Bastos (AP).

Parabéns em nome dos amigos e seguidores do blogue, Patrícia Bastos!

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858 – Fica pronto segundo DVD da Orquestra de Violeiros Terra da Uva (SP), com participações de Rodrigo Delage e João Araújo (MG)

O Barulho d’água Música recebeu  na noite de sexta-feira, 15 de abril, quando havia récem saído do forno e ainda queimava nas mãos, o DVD e o álbum que a Orquestra de Violeiros Terra da Uva (OVTU), de Jundiaí, gravou em 15 de agosto de 2015, no tradicional Teatro Polytheama e contou com as participações dos músicos de Minas Gerais Rodrigo Delage e João Araújo. O repertório das obras, como frisou o regente da OVTU e professor de viola  Daniel Franciscão no início da gravação, permite um passeio por vários estados brasileiros por meio de composições consagradas pelo público de autores como Almir Sater, José Gomes e Paulo Simões; Xavantinho; Luiz Gonzaga e Hervê Clodovil, Patativa do Assaré; Milton Nascimento e Chico Buarque; Ivan Lins e Vitor Martins; Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle; Sirlan e Paulo César Pinheiro; Dory Caymmi; Tião Carreiro, Piraci e Lourival dos Santos

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