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871 – Paulinho Pedra Azul comemora 35 anos de carreira com shows em duas cidades do Sul de Minas Gerais*

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Com Jucilene Buosi, de Poços de Caldas

“O Sul de Minas está no roteiro das melhores plateias”, afirma o cantor e compositor Paulinho Pedra Azul às vésperas de promover apresentações em duas das mais aprazíveis cidades daquela porção do Estado. Em 6 de maio,  a cantoria está prevista para Alfenas, município onde segundo declarações que deu à imprensa não vai há algum tempo. “E vai ser um belo reencontro”, emenda, já antecipando que o regresso na noite seguinte a Poços de Caldas três anos após abrir o projeto Composição Ferroviária, dos amigos Jucilene Buosi e Wolf Borges, também o deixa feliz e ansioso.

Paulinho Pedra Azul é Paulo Hugo Morais Sobrinho, músico que adotou a cidade natal em seu nome artístico e que desde o lançamento do primeiro álbum, Jardim da Fantasia (1982), cativa um público dos mais fiéis. Dono de sucessos guardados como parte da memória afetiva de já pelo menos duas gerações, entre os quais Jardim da Fantasia, Cantar e Ave Cantadeira, Paulinho Pedra Azul deixou o Jequitinhonha para apresentar ao país uma música ao mesmo tempo regional e capaz de atravessar fronteiras. A admiração é tamanha ao ponto de pesquisa coordenada pela Associação de Músicos, Arranjadores e Regentes (AMAR) apontar que os entrevistados o consideram em Minas Gerais menos popular apenas que Milton Nascimento. Estes mais de 35 anos de trajetória justificam o segundo lugar no coração dos conterrâneos. A discografia, por exemplo, soma 22 álbuns gravados até 2011, a maioria independente, com vendas superiores a 500 mil exemplares. E a galeria repleta de prêmios também reflete o carisma deste múltiplo artista que paralelamente aos shows ao violão já pintou mais de 200 telas à óleo e assinou 15 livros, incluindo títulos destinados ao público infantil e infanto-juvenil, além do destacado Delírio Habanero – Pequeno Diário em Cuba, escrito durante visita que fez à ilha caribenha.

 

 

O repertório de Paulinho Pedra Azul  tem intérpretes como Fagner, Dércio Marques e Diana Pequeno e é daqueles cuja qualidade e poética são inquestionáveis. As joias deste tesouro vem sendo lapidadas e consumando um estilo próprio desde o final da década dos 1960 quando atuava em festivais regionais de música e de poesia e protagonizou inúmeros shows em cidades do interior das Alterosas. Já nos anos 1970 ele desembarcou em São Paulo para temporada de moradia encerrada após dez anos e atividades como cantor, humorista e ator ao lado de Saulo Laranjeira, também oriundo de Pedra Azul. De volta à  Minas Gerais, instalou-se em Belo Horizonte. Sua voz é reconhecida prontamente quando canta desde baladas românticas e sambas até chorinhos, passando por xote, baião, valsa e cantigas, algumas de parceiros como Godofredo Guedes, pai de Beto Guedes. Parte da inspiração Paulinho Pedra Azul encontra no manancial do Clube da Esquina, mas destaca, ainda, que cantores como Altemar Dutra, Nelson Gonçalves, Altamiro Carrilho, Erasmo e Roberto Carlos, além dos The Beatles, The Fevers, Os Incríveis, também o influenciam.

“Entre as coisas mais importantes para mim nesses anos considero as viagens que fiz por todo o Brasil e também pela Europa e por Cuba”, observa Pedra Azul. “A gente percebe que a música é universal e que por meio dela conseguimos nos comunicar com qualquer pessoa, apesar das diferentes culturas existentes no mundo e das regiões distintas do país”.

 

 

Paulinho Pedra Azul em turnê pelo Sul de Minas

Alfenas, 6 de maio, a partir das 21h30
Allure: Avenida J. Paulino da Costa, 777
Ingressos antecipados na Soneto Instrumentos Musicais

Poços de Caldas, 7 de maio, 21 horas
Instituto Moreira Salles/Casa da Cultura: Rua Teresópolis, 90
Ingressos antecipados na Machuchos Paletas Gourmet
Preços: R$ 60, inteira; R$ 30, meia; Combo para duas pessoas juntas: R$ 100,00

 * A imagem destacada é extraída de uma das apresentações de Paulinho Pedra Azul no programa Sr.Brasil, de Rolando Boldrin, gravado em São Paulo

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Autor: barulhomarcel

Jornalista nascido em Bela Vista do Paraíso (PR). Corintiano por herança do pai, Geraldo Caetano de Lima. Do velho também puxou a paixão por modas de viola, música de raiz e caipira, que era chamada de "sertaneja" antes da mídia comercial se apropriar, indevidamente, do nome. Quando criança ouvia aos pés da cama dele, vindas de um rádio à pilha que chiava muito, clássicos destes gêneros que marcaram para sempre a sua vida. Eu e Andreia Beillo não temos nada em comum. Para começo de conversa, ela torce pelo Palmeiras. Mas resolvemos juntos botar o pé na estrada e acreditar nas bençãos de São Gonçalo do Amarante e tentar encontrar na atividade de blogueiros dedicados à música de qualidade algo que nos una e ajude muita gente boa espalhada por todo este país, e lá fora, também, a ter seus méritos reconhecidos, resgatando e preservando valores de nossa cultura popular.

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