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887 – Dulce Quintal lança bolachão inédito, no Sesc Belenzinho (SP), e edições digitais dos três primeiros álbuns

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A unidade Belenzinho do Sesc da cidade de São Paulo receberá em 25 de junho a cantora e compositora Dulce Quental (Rio de Janeiro/RJ), uma das precursoras do pop brasileiro, para lançamento do do elepê Música e Maresia. A apresentação, programada para o teatro que fica no terceiro andar do prédio, começará às 21 horas. O disco traz a marca atemporal da artista em gravações inéditas realizadas em meados da década de 1990 e com arranjos originais da época de composições feitas em parceria com Frejat, George Israel (Kid Abelha)e Luiz Carlini (banda Tutti Frutti). Dulce Quental, vocalista  da banda Sempre Livre, é autora de discos antológicos e assegura que fãs e críticos também ficarão surpresos pela atualidade sonora deste álbum que além dos citados Frejat e Carlini contará, ainda, com participações de músicos como Sasha Amback, Jaques Morelenbaum, Rodrigo Santos (Barão Vermelho), Sérgio Dias (Mutantes) e Nilo Romero (que assina a produção musical de algumas faixas).

Música e Maresia (Cafezinho Edições/Discosaoleo) foi gravado, originalmente, entre 1991 e 1994. Com o lançamento, Dulce Quental pretende preencher uma lacuna do tempo em que a carreira ficou marcada por intenso trabalho como compositora para o Barão Vermelho, Frejat, Ana Carolina, Cidade Negra, Leila Pinheiro, Simone e outros expoentes da música nacional. As 11 faixas são inéditas na voz de Dulce, embora algumas canções do já tenham sido gravadas por outros intérpretes. “Eu sempre tive o desejo de lançar um disco com essas gravações, mas esperava pelo momento certo”, afirmou Dulce Quental, observando que “um empurrão de amigos e colaboradores”, convenceu-a que a hora, enfim, chegara.

“A gente não faz nada sozinho e acho também que estou conseguindo devido ao momento da indústria: o vinil está de volta e agora há a possibilidade de um artista independente lançar seu próprio selo e distribuir  o disco diretamente por meio de uma plataforma digital, sem o intermédio de uma gravadora”. A cantora destacou nesta empreitada a importância dos parceiros Mariano Klautau Filho, responsável pela concepção, e Leo Bitar, realizador do projeto, além de José Diniz, artista visual que cedeu as imagens para a arte da capa do disco.

O existencialismo e o estilo MPB misturado ao pop, rock e blues que a projetaram estão no novo álbum, que traz ainda um olhar maduro de uma artista para sua própria obra. Além do formato digital, o álbum chegará às lojas em junho, mas em edição limitada (confira versão já disponível em  https://open.spotify.com/album/5I5pIlWNhG9hjFvFADsVFZ). “Tirar isso do baú e adicionar à minha biografia é importante no sentido de olhar retrospectivamente para os caminhos que poderiam ter sido seguidos”, comentou Dulce Quental. “Hoje, certamente, não faria da mesma maneira. Algumas coisas são mais datadas do que outras, mas a compositora está presente ali e a cantora em forma. Uma boa referência para projetos futuros. Importante arrumar o baú antes de seguir em frente. Outros projetos virão. A voz está voltando com força”, concluiu Dulce Quental.

E Música e Maresia não é a única novidade que Dulce Quintal tem para o público. Em momento ímpar na carreira, simultaneamente ao vinil guardado por mais de duas décadas ela anunciou que seus três primeiros discos solos ganharam lançamento digital do selo próprio da artista, Cafezinho Edições. Assim Délica (1986), Voz azul (1987) e Dulce Quental (1988) estarão disponíveis em plataformas cibernéticas a partir do dia 17 de junho, uma semana antes de chegar às lojas. Para saber mais sobre as três obras abra o linque http://goo.gl/kLxfXW.

 

Atitude e sofisticação

Dulce Quental é uma das cantoras de maior personalidade da música pop brasileira desde que despontou em plena efervescência dos anos 1980, integrando a banda de garotas Sempre Livre, na qual revelou um talento especial em mesclar sofisticação e atitude rock, além de ocupar lugar entre os melhores letristas da explosão do rock brasileiro. Em 1985, reuniu Cazuza, João Donato, Branco Melo e os irmãos Jorge e Waly Salomão, entre outros, no conceito sonoro de Délica, seu primeiro disco solo, foi marcado pelo sucesso Natureza Humana (versão dos irmãos Salomão para hit de Michael Jackson) e pela elegante Bossa do Bayard (com o requinte de Donato ao piano). Em 1987, o segundo disco, Voz Azul, veio pautado entre o rock e o blues, misturando Celso Fonseca, Ciro Pessoa e Herbert Viana. Novamente a cantora mostrou pop refinado em canções como Caleidoscópio, um de seus maiores sucessos, e pegada jazzística em Não Atirem no Pianista. No terceiro disco, Dulce Quental, de 1988, gravou com Arnaldo Antunes, Itamar Assumpção, Arrigo Barnabé e Cazuza. Após um longo intervalo, decidiu traçar uma carreira independente: lançou a primeira coletânea  em CD (Dulce Quental – Série Para Sempre) em 2001 e três anos a frente gravou Beleza Roubada, belo trabalho composto por parcerias com Moska, Zélia Duncan e Frejat. O quinto disco de carreira, portanto, será Música e Maresia.

Ao lado dela no palco do Sesc Belenzinho,  Dulce Quental terá os músicos Aquiles Faneco (guitarra e direção musical), Lucas Vargas (teclados), Beto Birger (baixo), Adriano Busko (bateria), Marcelo Pereira (sax) e Reynaldo Izeppi (trompete), com participação especial de Luiz Carlini (guitarra). O teatro fica no terceiro andar do prédio situado na rua Padre Adelino, 1000, a uma caminhada leve da estação Belém da linha 3/Vermelha do Metrô. Para mais informações sobre serviços disponíveis e reserva de ingressos utilize o número de telefone (11) 2076-9700.

 

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Autor: barulhomarcel

Jornalista nascido em Bela Vista do Paraíso (PR). Corintiano por herança do pai, Geraldo Caetano de Lima. Do velho também puxou a paixão por modas de viola, música de raiz e caipira, que era chamada de "sertaneja" antes da mídia comercial se apropriar, indevidamente, do nome. Quando criança ouvia aos pés da cama dele, vindas de um rádio à pilha que chiava muito, clássicos destes gêneros que marcaram para sempre a sua vida. Eu e Andreia Beillo não temos nada em comum. Para começo de conversa, ela torce pelo Palmeiras. Mas resolvemos juntos botar o pé na estrada e acreditar nas bençãos de São Gonçalo do Amarante e tentar encontrar na atividade de blogueiros dedicados à música de qualidade algo que nos una e ajude muita gente boa espalhada por todo este país, e lá fora, também, a ter seus méritos reconhecidos, resgatando e preservando valores de nossa cultura popular.

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