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904 – Carol Saboya lança Carolina, álbum que considera o trabalho que mais mostra suas influências  

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O nome Carolina tem origem alemã e significa “mulher forte, cuidadosa e amorosa”. A cantora Carol Saboya nem sabia disso quando resolveu escolher esse título, o próprio nome de batismo, para o 12º álbum da carreira. Mas gostou da coincidência, pois além do nome afirmar o quanto há de pessoal nesse disco, também ela se sente uma mulher assim depois dessas duas décadas de estrada: “De todos os meus discos, Carolina é o que mais demonstra minhas influências. Só fui perceber isso depois de escolher as músicas. Aí, vi que não existia nome mais apropriado para denominá-lo”.

Carol Saboya, considerada cantora de timbre raro e afinação precisa, afirma que esse trabalho demonstra amadurecimento: “Gosto de me propor desafios, como, por exemplo, mostrar novas possibilidades de uma música que já foi gravada por outros”, observa a artista que já gravou com Ed Motta, Os Cariocas e Zé Renato e sobre a qual escreveu o compositor Guinga: “É uma voz que trilha lindamente uma trajetória em que Silvinha Telles e Nara Leão sempre serão ícones. A possibilidade de alcançar as estrelas sem tirar os pés do chão: cantando”.

O repertório foi escolhido sem pressa, como Carol Saboya costuma fazer: “São músicas que já ‘andavam’ comigo. Passarim (Tom Jobim), por exemplo, é uma que já gravei trechos em outros discos meus e agora senti que chegou a hora de fazê-la inteira. 1 x 0, além de ser de Pixinguinha com Benedito Lacerda e eu amar chorinhos, tem letra muito divertida, de Nelson Ângelo, feita em 1993, muito depois da gravação original. Para corresponder ao elenco brasileiro, achei que The Beatles e Sting seriam boas escolhas. Assim veio Hello Goodbye, de Lennon & McCartney, que tem leveza e frescor que combinam com minha forma de cantar, e Fragile, porque além de ser apaixonada por Sting, é muito atual, apesar de ter sido lançada em 1987. Como diz a letra, é hora da gente parar e pensar em ‘…o quão frágeis nós somos’.

carolsaboyacarolina (12)

Carol Saboya nasceu no Rio de Janeiro, no seio de uma família musical. Além do pai famoso, Antonio Adolfo, a avô paterna, Yolanda Maurity, tocava no naipe de primeiros violinos da Orquestra do Theatro Municipal do Rio de Janeiro; o cantor e compositor Ruy Maurity é um dos tios. Com tais estímulos, já aos oito anos de idade lançou disco ao lado de Miéle. Entre  1989 e 1991, morando nos Estados Unidos, participou de Brasileiro, disco de Sergio Mendes. Em 1998 ela gravou, enfim, o primeiro disco, Dança da Voz, e a partir dele assinou mais de uma dezena álbuns, dois deles em parceria com o Antonio Adolfo.

A cantora tem destacada atuação fora do Brasil. Além dos Estados Unidos, onde faz shows e lança  álbuns com frequência, também é bastante popular no Japão, onde em 2003 gravou pelo selo nipônica Aosis Records  Bossa Nova. Entre canções conhecidas nesse estilo, Carol Saboya gravou, pela primeira vez, uma composição de sua autoria, Amanda, nome de sua filha, com letra de Abel Silva. Com o sucesso desse trabalho, lançou o CD e DVD Nova Bossa (2004), no qual se mostra também compositora, com participação de Os Cariocas.

Carolina tem produção, piano e arranjos de Antonio Adolfo e conta com Leo Amuedo (guitarra), Jorge Helder (baixo acústico), Rafael Barata (bateria/percussão) e André Siqueira (percussão). Em uma das faixa, há participação de Claudio Spiewak, no violão. Do repertório, também fazem parte, entre outras, Senhoras do Amazonas, parceria de João Bosco com Belchior; Avião, de Djavan e Zanzibar, de Edu Lobo.

 

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Autor: barulhomarcel

Jornalista nascido em Bela Vista do Paraíso (PR). Corintiano por herança do pai, Geraldo Caetano de Lima. Do velho também puxou a paixão por modas de viola, música de raiz e caipira, que era chamada de "sertaneja" antes da mídia comercial se apropriar, indevidamente, do nome. Quando criança ouvia aos pés da cama dele, vindas de um rádio à pilha que chiava muito, clássicos destes gêneros que marcaram para sempre a sua vida. Eu e Andreia Beillo não temos nada em comum. Para começo de conversa, ela torce pelo Palmeiras. Mas resolvemos juntos botar o pé na estrada e acreditar nas bençãos de São Gonçalo do Amarante e tentar encontrar na atividade de blogueiros dedicados à música de qualidade algo que nos una e ajude muita gente boa espalhada por todo este país, e lá fora, também, a ter seus méritos reconhecidos, resgatando e preservando valores de nossa cultura popular.

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