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933 – Forte Piano do Sesc Ipiranga recebe o renomado arranjador e compositor Laércio de Freitas

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O consagrado pianista, compositor e arranjador Laércio de Freitas está escalado para abrilhantar a segunda rodada do projeto Forte Piano, que a unidade Ipiranga do Sesc da cidade de São Paulo inaugurou em 9 de abril, com a apresentação de Bailado, espetáculo que reuniu o pianista Daniel Grajew e o contrabaixista Marcos Paiva. A rara oportunidade de ver e ouvir Laércio de Freitas, pianista da lendária Orquestra Tabajara, do Sexteto de Radamés Gnatalli e autor de cinco discos solos lançados, sem contar dezenas de arranjos executados por grandes intérpretes e orquestras, está programada para começar às 18 horas do domingo de Páscoa, 16 de abril (veja a guia Serviços).

Nascido em Campinas, interior de São Paulo, Laércio de Freitas estudou piano no Conservatório Carlos Gomes, graduando-se em 1957. A partir de 1966, deu início à carreira internacional excursionando por países da Europa e da  Ásia, além do México. No final da década dos anos 1960, substituiu o músico Luiz Eça, no grupo Tamba 4, oriundo do Tamba Trio. Em 1971, de volta ao Brasil, passou a integrar o grupo de Luiz Carlos Vinhas, gravando em compacto as músicas Capim Gordura e Chovendo na Roseira (Tom Jobim). A primeira, composta por Laércio, fez muito sucesso na época e, no ano seguinte, mereceu  regravação no LP Laércio de Freitas e o Som Roceiro.

Maria Bethânia, Ângela Maria, Marcos Valle, Wilson Simonal, Nancy Wilson, The Supremes, Clara Nunes, Ivan Lins, César Costa Filho, Emílio Santiago, Quarteto em Cy, Martinho da Vila e muitos outros estão na extensa lista de músicos que Laércio de Freitas já acompanhou. O mestre é arranjador de joias como Quem é Quem, gravado por João Donato, em 1973 e contribuiu para a fama da Orquestra Tabajara, de Severino Araújo, e do Sexteto de Radamés Gnatalli.

Em 1980, os amigos e fãs de Laércio de Freitas receberam com entusiasmo São Paulo no Balanço do Choro, bolachão totalmente autoral, lançado pela gravadora Eldorado. Em seguida, o pianista realizou novas gravações para o selo, participando de alguns discos da série Um Piano ao cair da tarde. Dois anos depois, passou a se dedicar cada vez mais a orquestração e regência, além de elaborar arranjos para o pianista Arthur Moreira Lima. Em seu currículo destacam-se, ainda, arranjos para quatro peças de Pixinguinha que fazem parte do LP Paulo Moura e Clara Sverner, de 1988.

 

 

A relação de prêmios ganhos por Laércio de Freitas inclui o Kikito de 1999, cobiçado troféu do Festival de Cinema de Gramado (RS), que arrebatou pela autoria da trilha sonora do curta-metragem Amassa que elas gostam. Jacob do Bandolim, em 2006, mereceu homenagens dele em disco com  participação do violonista Alessandro Penezzi que apresenta releituras de treze músicas compostas por Jacob. Como professor, Laércio de Freitas ministrou cursos de Choro ao piano (Oficina de Música de Curitiba), O Arranjo (Instituto de Artes do Pará) e “Piano Acompanhante” (Universidade Livre de Música), entre outros. Além dos inúmeros palcos por onde já passou, atuou também como ator das novelas Mulheres Apaixonadas e Viver a Vida e participou de programas tais quais Um Toque de Classe (TV Manchete), Alegria do Choro e Café Concerto (TV Cultura). Laércio é pai da atriz e cantora Thalma de Freitas.

O projeto  Forte Piano  propõe inéditos encontros entre representantes das diversas escolas brasileiras de piano, sempre aos domingos. Depois de Laércio de Freitas, a atração será o duo composto por Hércules Gomes e Rodrigo y Castro. Pianista revelação de 2015, Gomes convidou o flautista Castro para passearem juntos por estilos diferentes como o frevo, o samba, o baião e o choro, explorando seus instrumentos de uma maneira nova, que resulta em uma música viva e contemporânea.

 

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Autor: barulhomarcel

Jornalista nascido em Bela Vista do Paraíso (PR). Corintiano por herança do pai, Geraldo Caetano de Lima. Do velho também puxou a paixão por modas de viola, música de raiz e caipira, que era chamada de "sertaneja" antes da mídia comercial se apropriar, indevidamente, do nome. Quando criança ouvia aos pés da cama dele, vindas de um rádio à pilha que chiava muito, clássicos destes gêneros que marcaram para sempre a sua vida. Eu e Andreia Beillo não temos nada em comum. Para começo de conversa, ela torce pelo Palmeiras. Mas resolvemos juntos botar o pé na estrada e acreditar nas bençãos de São Gonçalo do Amarante e tentar encontrar na atividade de blogueiros dedicados à música de qualidade algo que nos una e ajude muita gente boa espalhada por todo este país, e lá fora, também, a ter seus méritos reconhecidos, resgatando e preservando valores de nossa cultura popular.

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