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945 – Cantores populares animam II Feira Nacional da Reforma Agrária, do MST, em São Paulo

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Da página do MST e da Agência Brasil

Pereira da Viola, Arnaldo Freitas, Cacique e Pajé, Katya Teixeira, Sapiranga, Osni Ribeiro, Ricardo Vignini Trio, entre outros expoentes da melhor música caipira e regional do país estarão entre as atrações que o Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) convidou para cantar e tocar nos palcos da II Feira Nacional da Reforma Agrária, que a exemplo da pioneira (promovida em outubro de 2015) transcorrerá mais uma vez no Parque da Água Branca, situado na zona Oeste de São Paulo, com entrada franca. Neste ano o evento começará na quinta-feira, 4 de maio, e se estenderá até o começo da noite de domingo, 7. Os organizadores contam com a presença de agricultores de acampamentos e assentamentos de todo país e pretendem com a iniciativa abrir diálogos com a sociedade sobre a necessidade de adoção de modos mais equilibrados de se alimentar e de uma transição do atual modelo agrícola, que o MST considera predatório dos recursos naturais, para um que respeite o trabalhador e o meio ambiente. Além dos shows musicais que contarão também com Tulipa Ruiz, Emicida e Chico César, o público encontrará ainda bancas com variada oferta de comidas saudável e típicas, poderá trocar mudas e sementes, ouvir palestras e acompanhar seminários, escolher livros disponíveis em tendas literárias ou curtir apresentações teatrais, entre outras atividades culturais (veja programação ao final da matéria).

“Vimos partilhar com a sociedade os frutos da luta pela terra e pela Reforma Agrária”, afirma Débora Nunes, da coordenação nacional do MST. “Com a Feira, podemos dialogar com o conjunto da sociedade sobre a importância e necessidade de realização da Reforma Agrária, como forma de contribuição para resolver problemas estruturais que afetam o campo e a cidade”, observa a militante. “Esta é uma oportunidade de as pessoas que vivem nas cidades (e que geralmente só se conectam ao MST por meio da imagem que traz a grande mídia) saborearem as diversas dimensões da vida no campo”, emendou Débora Nunes. “Não apenas por meio da comercialização da produção agroecológica, mas trazendo outras dimensões da vida dos assentamentos e acampamentos de todo o Brasil, como a diversidade da culinária da terra, a cultura Sem Terra, a educação, a saúde.”

Bancas com variada oferta de alimentos saudáveis e comidas típicas estarão montadas durante os quatro dias do evento no Parque da Água Branca (Foto: Alan Tygel)

Caminhões com mais de 200 toneladas de alimentos, produzidos em 23 estados, além do Distrito Federal, chegarão a São Paulo trazendo acima de 500 agricultores que fazem parte do MST para participar da II Feira Nacional da Reforma Agrária. “De janeiro para cá todo mundo está empenhado nessa construção, tanto na produção, na seleção e no beneficiamento dos produtos, mas também na mobilização das pessoas”, disse a agricultora cearense Antônia Ivoneide Silva, conhecida como Neném, do setor de produção do MST e integrante da coordenação da Feira.  Da Grande São Paulo sairão pelo menos outras 4 toneladas de alimentos tais como verduras, feijão, batata-doce e mandioca, tudo produzido sem agrotóxico, ofertados na feira a partir da produção do Centro de Formação Campo Cidade de Jarinu. “ Nós, dos movimentos sociais, queremos  mostrar que toda a sociedade deve comer comida saudável, pois esta forma de alimentação é viável tanto para o produtor, como para o consumidor”, disse Guilherme Verde, da direção estadual do MST em São Paulo.

A proposta de adesão à hábitos alimentares mais saudáveis é, portanto, um dos temas centrais que o MST quer estimular. “Estamos debatendo soberania alimentar, mas agora, mesmo para quem nunca passou fome na vida, não tem a segurança de saber o que está comendo. Até chegar à nossa mesa alguém já decidiu a forma de produção, quanto veneno usou, se é transgênico”, aponta Neném. Já João Paulo Rodrigues, da coordenação nacional do MST, ressalta que a II Feira também possibilitará um momento de celebração para a população camponesa. “É uma oportunidade de reunir todo o nosso campo popular, em um momento difícil que vive a sociedade brasileira, para festejarmos conquistas; é trazer a festa da colheita do campo aqui para a cidade, além de promover a crítica e a reflexão sobre a conjuntura política do país e sobre o modelo de desenvolvimento do campo brasileiro.”

O Parque da Água Branca fica na avenida Francisco Matarazzo, 455, Barra Funda, e disponibiliza os números de telefone 11 3803.4200.

Rebento

Durante a apresentação que fará na II Feira Nacional da Reforma Agrária ao lado de André Rass (percussão) e Rodrigo Carneiro (baixo), o violeiro Ricardo Vignini Rebento mostrará ao público músicas do seu 13º álbum, Rebento. Vignini é produtor musical, membro do Matuto Moderno e do duo Moda de Rock, que forma com Zé Helder. O novo disco contem 13 faixas instrumentais e conta com a participação especial de 11 músicos — Rass, Ari Borger, Chistiaan Oyens, Bruno Serroni, Fernando Nunes, Lúcio Maia, Marcelo Berzotti, Marcos Suzano, Rafael Schimidt, Ricardo Carneiro e Sergio Duarte. Entre as músicas há Beijando o Céu, homenagem a Jimi Hendrix, e conta com a guitarra do Lúcio Maia (Nação Zumbi), e Pé Vermelho, baião que tem a gaita blues de Sergio Duarte e a percussão de Marcos Suzano.

  

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Autor: barulhomarcel

Jornalista nascido em Bela Vista do Paraíso (PR). Corintiano por herança do pai, Geraldo Caetano de Lima. Do velho também puxou a paixão por modas de viola, música de raiz e caipira, que era chamada de "sertaneja" antes da mídia comercial se apropriar, indevidamente, do nome. Quando criança ouvia aos pés da cama dele, vindas de um rádio à pilha que chiava muito, clássicos destes gêneros que marcaram para sempre a sua vida. Eu e Andreia Beillo não temos nada em comum. Para começo de conversa, ela torce pelo Palmeiras. Mas resolvemos juntos botar o pé na estrada e acreditar nas bençãos de São Gonçalo do Amarante e tentar encontrar na atividade de blogueiros dedicados à música de qualidade algo que nos una e ajude muita gente boa espalhada por todo este país, e lá fora, também, a ter seus méritos reconhecidos, resgatando e preservando valores de nossa cultura popular.

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