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974 – Cole no Sesc Pompeia (SP) e conheça Rebento, novo álbum instrumental do violeiro Ricardo Vignini!

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Um dos violeiros mais atuantes do país, Ricardo Vignini, é o convidado do projeto Plataforma para a apresentação da quinta-feira, 20, no palco do teatro da unidade Pompeia do Sesc de Sampa. A partir das 21 horas, o cantor e compositor lançará o mais novo álbum da carreira solo, Rebento, que reúne 13 músicas instrumentais, das quais 10 de autoria própria. Para o show de lançamento, o violeiro chamará para a roda André Rass (percussão), Ricardo Carneiro (violão e guitarra), Sergio Duarte (gaita), Ari Borger (piano) e Bruno Serroni (violoncelo).

Vignini conta que as músicas deste novo trabalho surgiram rapidamente, em 2016. “Quando vi, já tinha um álbum”, explica o paulistano que se tornou referência em pesquisas e resgate de sonoridades, melodias e tradições da cultura popular do Sudeste. “O disco soa meio como uma trilha”, prossegue. “Nasceu de repente, um Rebento” que veio à luz com parcerias com o gaitista Duarte (Pé vermelho), o percussionista Marcos Suzano (Ventos de novembro) e o pianista Ari Borger (Lua da colheita), mais participações dos amigos Chistian Oyens, Fernando Nunes, Lúcio Maia, Marcelo Berzotti e Rafael Schmidt.

O pagode de viola Dr. Cateretê (que conta com Schmidt, no violão, e o também parceiro do Matuto Moderno, Berzotti, no baixo) é a única música de Rebento que tem alma de roça. Nas demais faixas, o disco prima pela pluralidade que vai da música raiz ao rock progressivo; Beijando o céu homenageia Jimi Hendrix, com a guitarra de Maia, da Nação Zumbi; o baião Pé vermelho soa com sotaque blues ao som da gaita de Duarte dialogando com a percussão de Suzano; e Ventos de novembro marca o afinado dueto da viola de Vignini e o piano de Borger. Já as faixas Indiana e O Bonde dos Fontes entregam que Vignini bebeu nas minas do bluegrass, enquanto Trevo e BR 116 têm levadas progressiva e de world music.

Ricardo Vignini é da capital de São Paulo, leciona viola caipira há 18 anos, é produtor e pesquisador de cultura popular do Sudeste. Tem trabalho reconhecido nacional e internacionalmente nos Estados Unidos, Canadá, México, Argentina e países da Europa nos quais Rebento já está nas rádios e podcasts de world music da Grécia e da Espanha, além do Canadá e dos Estados Unidos. Integra o duo Moda de Rock com Zé Helder, mineiro coautor dos álbuns Moda de Rock – Viola Extrema – nos quais ambos promovem releituras caipiras de clássicos de Jimi Hendrix, Metallica, Led Zeppelin, Pink Floyd e Dire Straits, entre outros lendários expoentes do rock –; e as bandas Mano Sinistra e Dotô Tonho. Gravou e produziu três álbuns e um DVD do violeiro Índio Cachoeira, do qual é parceiro do álbum Duas Gerações e participou de Carbono, que o levou a participar ao lado de Lenine (PE) do Rock in Rio 2016. Também  já dividiu o palco com artistas norte-americanos tais quais Bob Brozman e Woody Mann. Na Zoada do Arame (2004), álbum instrumental com o qual abriu os caminhos solo, tornou-se artigo raro. 

André Rass, gaúcho de Dom Pedrito (RS), cresceu em ambiente e festas animadas por vários estilos de música que incluíam rodas de choro conduzidas pelo pai, violonista, e pelo padrinho, acordeonista. Em dupla com um irmão, viajou por todo o estado do Rio Grande do Sul e parte do Uruguai e Argentina, conhecendo neste giro murgas, candombes, milongas, chacareras e zambas entre outros ritmos latino-americanos que ampliaram os próprios horizontes no universo da percussão. A inquietude de André Rass o levou até Salvador (BA), onde pesquisou ritmos e folclore em tribos indígenas na região do Recôncavo Baiano. Rass já tocou em vários trios elétricos e acompanhou nomes como Gerônimo, Luila, Ramiro, Olodum e  realizou trabalhos tanto no palco, quanto em estúdio, com Lucina, Tetê Espíndola, Alzira Espíndola, Na Ozzetti, Paulo Renato, Levi Ramiro e Cláudio Lacerda, entre outros.

Ari Borger está em atividade desde 1985. É  mestre em piano blues, boogie woogie e hammond B3 e já abriu shows para artistas como B.B.King, além de tocar com Johnnie Johnson e Pinetop Perkins – pianistas de Chuck Berry e Mudy Waters. Morou em New Orleans (Estados Unidos), cidade na qual gravou seu primeiro disco e foi atração de renomadas casas, entre as quais Tipitina’s e House of Blues. Os discos de Borger já integraram listas dos dez mais badalados da Real Blues Magazine. A relação de músicos com os quais já gravou ou acompanhou apresenta: Herbert Vianna, Rod Piazza, Junior Watson, Linwood Slim, Mud Morganfield Junior ( filho de Muddy Waters), Sax Gordon, Mitch Kaschmar, Sugaray Rayford e Diunna Greenleaf — estes dois ganhadores do Grammy Music Awards. Já gravou seis discos ao longo de mais de 20 anos de carreira, alternando-os entre o blues tradicional, boogie woogie, soul e o jazz. 

Bruno Serroni é multi-instrumentista, carreira iniciada ao lado da cantora Blubell. Integrou a banda de rock Pullovers, com a  qual  gravou Tudo Que eu Sempre Sonhei (2009), e tocou e gravou com Maria Dapaz, Natália Mallo, Laura Wrona, Dudu Tsuda, Lulina, Luiza Caspary, Pipo Pegoraro, Marcelo Jeneci, Thiago Pethit, Labirinto, Quarto Negro, Leo Cavalcanti, Péricles Cavalcanti e Flavio Tris, entre outros. Atualmente toca no projeto de Dudu Tsuda e acompanha Hélio Flanders, do Vanguart, além de manter uma produtora de áudio.

Sergio Duarte já soma 20 anos de carreira, dois álbuns e um terceiro em fase de produção. É considerado um dos pioneiros e mais importantes gaitistas do Brasil e vem influenciando novas gerações com um trabalho elogiado por nomes de referência do blues mundial, como James Cotton, Sugar Blue, Mark Hummel e o lendário guitarrista Buddy Guy, para quem já abriu shows.

Ricardo Carneiro, paulistano, toca violão, guitarra, violas machete e dinâmica. Mescla folk e blues com elementos do rock, viola brasileira e violão erudito e lançou no ano passado o disco solo NY 7577, produzido por Chico Saraiva. Como vários guitarristas, começou tocando rock e por 15 anos esteve na banda pop Quasímodo, protagonista de aproximadamente 2.000 shows pelo Brasil e Exterior. Levou a viola machete ao samba de roda e com a dinâmica acompanha o violeiro Caçapa  (PE), é guitarrista das bandas de Nicole Salmi e Roxy e da banda da cantora Alessandra Leão.

Sobre o Projeto Plataforma

Por lançar novos trabalhos de cantores e compositores, o projeto se estabelece como uma verdadeira plataforma para expor essas obras, conferindo caráter original às apresentações no Sesc Pompeia de músicos de diversos estilos e gerações há mais de dez anos. Já passaram pelo Plataforma lançando CDs, DVDs, vinis e protagonizando shows inéditos Arnaldo Antunes, BNegão, Aláfia, Guilherme Arantes, Bixiga 70, Alceu Valença, Marcelo Jeneci, Fundo de Quintal, Felipe e Pepeu Gomes, Móveis Coloniais de Acaju, Nana Caymmi, Lenine, Nação Zumbi, Mundo Livre S/A e Jards Macalé, entre outros.

O Teatro do Sesc Pompeia fica na rua Clélia, 93, e para mais informações e compra de ingressos tem o telefone 3871-7700.

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Autor: barulhomarcel

Jornalista nascido em Bela Vista do Paraíso (PR). Corintiano por herança do pai, Geraldo Caetano de Lima. Do velho também puxou a paixão por modas de viola, música de raiz e caipira, que era chamada de "sertaneja" antes da mídia comercial se apropriar, indevidamente, do nome. Quando criança ouvia aos pés da cama dele, vindas de um rádio à pilha que chiava muito, clássicos destes gêneros que marcaram para sempre a sua vida. Eu e Andreia Beillo não temos nada em comum. Para começo de conversa, ela torce pelo Palmeiras. Mas resolvemos juntos botar o pé na estrada e acreditar nas bençãos de São Gonçalo do Amarante e tentar encontrar na atividade de blogueiros dedicados à música de qualidade algo que nos una e ajude muita gente boa espalhada por todo este país, e lá fora, também, a ter seus méritos reconhecidos, resgatando e preservando valores de nossa cultura popular.

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