Barulho d'Água Música

Veículo de divulgação de cantores, duplas, grupos, compositores, projetos, produtores culturais e apresentadores de música independente e de qualidade dos gêneros popular e de raiz. Colabore com nossas atividades: leia, compartilhe e anuncie!

1003 – Graziella Nervegna apresenta “Revoada”, show com canções inéditas e de disco que terá direção de Consuelo de Paula

Deixe um comentário

Para quem não esticará até uma praia ou cidade do Interior e ficará de “bobeira” por Sampa e região metropolitana durante o próximo “feriado prolongado”, o Barulho d’água Música passa a visão: prestigie  a cantora e compositora Graziella Nervegna,  paulistana com alma de artista gerada nas montanhas de Minas Gerais, mais exatamente no bucólico distrito de Monte Verde, situado no município de Camanducaia. As temporadas de férias que Graziella passou aos pés das Pedras Redonda e Partida, do Chapéu do Bispo e do Pico do Selado aproveitando os ares serranos e de clima europeu para brincar e caminhar por trilhas e em matas deixaram gravados em sua alma as sensações e os perfumes da Natureza, experiências que somadas ao contato com a terra, aos momentos de amizade e de liberdade, aos costumes e à musicalidade do povo mineiro resultaram no repertório de Anambé  disco de estreia para o qual levou muitas das composições daquele período, além de canções de outros autores, e base do show Revoada marcado para o sábado, 4 de novembro, a partir das 15 horas, no Auditório Souza Lima, situado no bairro Paraíso, zona Sul de São Paulo, sem cobrança de entrada, com a participação do pianista, acordeonista e compositor Guilherme Ribeiro.

Graziella Nervegna disse que  pretende lançar Anambé (nome comum a alguns passarinhos e que em tupi-guarani significa “aqueles que caminham em parceria”) durante o primeiro semestre de 2018 e contou que as faixas já estão sendo gravadas no estúdio Ventamoinho (Campinas/SP), do multi-instrumentista João Arruda, com direção artística de Consuelo de Paula (Pratápolis/MG). Ela e Consuelo conheceram em 2012, dando início à amizade que também já se tornou parceria musical. De acordo com a paulistana, o “encantamento imediato” pela obra da mineira a reconduziu àquele mágico lugar da infância onde começou o despertar para a vocação artística, reforçando sua vontade de cantar. “Tive com Consuelo aulas que transformaram toda a minha vida: ela percebeu a sensibilidade que eu tinha e da qual nem eu mesma era consciente e provocou minhas primeiras composições, uma das quais somos parceiras. Logo depois, escrevi as letras das canções, sendo muitas delas inspiradas pelo universo poético de Consuelo.”

 

Graziella também aprimorou a voz com Tuca Fernandes e Tatiana Parra, dando assim novos passos em direção  à retomada da vocação que deixara temporariamente de lado para curtir a maternidade. Antes da convivência com os três mestres, observa que esta vital necessidade de ela cantar chegava ao ponto de gerar “inquietação angustiante” e até mesmo levá-la a se perder “nas sombras de mim mesma” —  fase que tentou contornar dedicando-se a conhecer e a ouvir Elis Regina e Milton Nascimento, referências musicais nas quais se apoiou para prosseguir  a “busca insaciável pela própria identidade”, cujo perfil vinha se esboçando desde os 3 anos de idade, quando ganhou de presente o primeiro instrumento musical: uma flauta andina.

 

Se a sonoridade da flauta fascinou Graziella, a sensibilidade de uma tia, Maria Grazia, contribuiu em muito para fazer crescer o embrião que a menina já trazia em si ao estimulá-la a curtir Violeta Parra e outros compositores latino-americanos. Com este incentivo dentro de casa,  mais generosas regas de autodidatismo, bastava esperar o tempo passar para que a semente vingasse. “Quando ganhei meu primeiro violão, aos doze anos, aprendi a tocar sozinha e a afinar minha voz ao instrumento”, recorda. “Ao longo de minha adolescência cantava em pequenos eventos familiares e em cerimônias religiosas e ainda gostava de escrever poemas”.

Revoada, apresentação com entrada franca na qual Graziella Nervegna cantará acompanhada do pianista, acordeonista e compositor Guilherme Ribeiro, será a promissora estreia de um novo talento que pulsa e vem sendo aprimorado desde a mais tenra infância. Confira colando no Auditório Souza Lima, situado na Maria Figueiredo, 560, a menos de 2 quilômetros da estação Paraíso da linha 1/Azul do Metrô de São Paulo.

Leia também no Barulho d’água Música:

923 – Consuelo de Paula estreia projetos em Sampa e leva o Tempo e o Branco ao Rio

Guilherme Ribeiro lança Tempo, quarto disco autoral, no Museu da Casa Brasileira (SP)

 

Anúncios

Autor: barulhomarcel

Jornalista nascido em Bela Vista do Paraíso (PR). Corintiano por herança do pai, Geraldo Caetano de Lima. Do velho também puxou a paixão por modas de viola, música de raiz e caipira, que era chamada de "sertaneja" antes da mídia comercial se apropriar, indevidamente, do nome. Quando criança ouvia aos pés da cama dele, vindas de um rádio à pilha que chiava muito, clássicos destes gêneros que marcaram para sempre a sua vida. Eu e Andreia Beillo não temos nada em comum. Para começo de conversa, ela torce pelo Palmeiras. Mas resolvemos juntos botar o pé na estrada e acreditar nas bençãos de São Gonçalo do Amarante e tentar encontrar na atividade de blogueiros dedicados à música de qualidade algo que nos una e ajude muita gente boa espalhada por todo este país, e lá fora, também, a ter seus méritos reconhecidos, resgatando e preservando valores de nossa cultura popular.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s