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1004 – Jair Marcatti recebe Sidnei de Oliveira para mais um bate-papo da série Retratos do Brasil – Prosa e Música, na BMA

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Jair Marcatti (Foto: Daniel Kersys)

Dedos de prosa, boa conversa e muita música. Essa é a receita do Projeto Retratos do Brasil – Prosa e Música que será promovido na Biblioteca Mario de Andrade (BMA/São Paulo) uma vez por mês, às quintas-feiras, entre agosto e dezembro, sempre começando às 19 horas. O idealizador Jair Marcatti, historiador e professor do curso de Relações Internacionais da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM),  pretende mostrar nos cinco encontros o Brasil que a música de cada convidado reflete; um país mais para dentro, mais regional, dos rincões, escondido, mas muito vivo. A cada nova rodada, Marcatti conversa com músicos que, em comum, apresentam olhar aprofundado sobre o Brasil, somado ao trabalho de pesquisa e de resgate das nossas mais entranhadas tradições, com a vantagem dos bate-papos serem pontuados no calor da prosa, ao vivo, pelo som dos instrumentos.

Depois de receber Luiz Salgado (MG), Roberto Seresteiro (SP), e Cláudio Lacerda (SP), o palco da BMA estará reservado para o bate papo musical entre Marcatti e o músico Sidnei de Oliveira, programado para 23 de novembro, com entrada franca, início previsto para 19 horas e cujo tema será A Viola e seus caminhos: Do Pampa ao Pantanal. Hoje um dos mais queridos do país, o instrumento possui suas características em diversas regiões nacionais: Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, em especial a grande extensão do Pantanal, por exemplo, possuem gêneros musicais que dialogam com o universo abarcado pela viola caipira. Subindo e descendo veredas aquáticas como os importantes Rios Uruguai, Paraná e Paraguai, protagonizando a transmissão de conhecimentos e de culturas, as dez cordas já contribuíram, por exemplo, para popularizar país afora um ritmo muito conhecido e comum aos três estados: o Chamamé.

Do Pampa ao Pantanal, portanto, retratará a linguagem musical desse recorte que forma um dos muitos Retratos do Brasil.

O músico, compositor e instrumentista Sidnei de Oliveira, formado em Música e Filosofia, Mestre e Doutor em Filosofia, com pesquisas sempre relacionando Filosofia e Música, e com estágio na Universidade de Leipzig (Alemanha), atualmente é Pós-doutorando pela Universidade de São Paulo (USP) com a pesquisa Viola Caipira como cultura, arte e essência: As representações e os estereótipos do caipira no século XX e início do XXI. O talento deste gaúcho de São Francisco do Sul já encantou plateias, amigos e admiradores nas principais capitais do Brasil — entre as quais Manaus (AM), Brasília (DF), São Paulo (SP), Florianópolis (SC), Vitória (ES), Salvador (BA), Curitiba (PR) e Belo Horizonte (MG). Cidades do Interior gaúcho e paulista, e do Exterior, como Basel (Suíça) e Punta del Este (Uruguai), também estiveram no roteiro de turnês sempre encerradas com calorosos aplausos do auditório.

 

Além da aprovação pública em suas apresentações, a carreira de Sidnei de Oliveira conta com reconhecimento da crítica especializada. Entre diversos prêmios de composição e interpretação que ele já arrebatou destacam-se o primeiro lugar do Prêmio Syngenta de Música Instrumental de Viola (2004), com a composição Esplendor, e o Prêmio de Apoio à Gravação de Música Popular (2010), conferido pela Funarte, onde gravou o disco instrumental de estreia Prólogo, com lançamento pelo Sesc Instrumental Brasil na unidade do Sesc Consolação. Sidnei de Oliveira também tem em sua galeria o troféu de melhor instrumentista da 31ª Feira Avareense da Música Popular (Fampop) , executando a composição 10 Cordas e um Chamamé. Atualmente, trabalha na pré-produção do segundo álbum, Utopia, com previsão de gravação no ano de 2018.

A BMA fica  na rua da Consolação, 94, São Paulo, entre as estações República e Anhangabaú do Metrô. A entrada é franca.

Leia também no Barulho d’água Música:

716 – Sidnei de Oliveira, violeiro e violonista: do RS ao palco do projeto Imagens do Brasil Profundo

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Autor: barulhomarcel

Jornalista nascido em Bela Vista do Paraíso (PR). Corintiano por herança do pai, Geraldo Caetano de Lima. Do velho também puxou a paixão por modas de viola, música de raiz e caipira, que era chamada de "sertaneja" antes da mídia comercial se apropriar, indevidamente, do nome. Quando criança ouvia aos pés da cama dele, vindas de um rádio à pilha que chiava muito, clássicos destes gêneros que marcaram para sempre a sua vida. Eu e Andreia Beillo não temos nada em comum. Para começo de conversa, ela torce pelo Palmeiras. Mas resolvemos juntos botar o pé na estrada e acreditar nas bençãos de São Gonçalo do Amarante e tentar encontrar na atividade de blogueiros dedicados à música de qualidade algo que nos una e ajude muita gente boa espalhada por todo este país, e lá fora, também, a ter seus méritos reconhecidos, resgatando e preservando valores de nossa cultura popular.

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