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1009 – Vamos dar uma força à campanha para gravação de Trancelim, novo álbum do premiado coletivo Ponto BR?

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Tran·ce·lim
substantivo masculino
1. Trança estreita para guarnições ou bordados.
2. Cordão de ouro muito delgado.
 
“trancelim”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://www.priberam.pt/dlpo/trancelim [consultado em 13-12-2017].

 

Amigos e seguidores:

O coletivo de artistas Ponto BR está em campanha, aberta em uma das plataformas virtuais de crowdfunding, para tentar levantar os recursos mínimos e gravar o disco Trancelim, segundo álbum desta galera que reúne mestres da cultura popular  —Walter do Maracatu Estrela Brilhante do Recife, Mestra Zezé de Iemanjá da Casa Fanti Ashanti, e Ribinha do Bumba Boi de Maracanã, em diálogo com a paulistana Renata Amaral, o pernambucano Eder “O” Rocha, o suíço radicado em Sampa Thomas Rohrer e o maranhense Henrique Menezes — álbum com o qual os integrantes pretendem, sob o risco da graça, do improviso e da experimentação, possibilitar a descoberta de uma terceira margem do fazer artístico, diluindo supostos limites entre erudito e popular, tradição e contemporaneidade, sagrado e profano. As contribuições partem de módicos R$15,00 e dão direito a recompensas bem legais (diretamente das comunidades de origem dos mestres e músicos, carregando um pouco da história e da sabedoria que embasam este trabalho) e que incluem desde exemplares de discos e dvds a colares, sabonetes artesanais de ervas medicinais, matracas, oficinas de percussão, camisetas, baquetas e até café com os mestres. Saiba mais detalhes e colabore clicando em https://benfeitoria.com/pontobr

O alagoano Seu Nelson da Rabeca (de chapéu, ao lado de Thomas Rohrer) é um dos músicos que o Ponto BR convidará para participar de Trancelim caso o coletivo atinja a segunda meta da campanha (Foto: Joelia Braga)

Até badalarem 23h59 de 27 de janeiro de 2018 a meta inicial do Ponto BR será contar com pelo menos R$ 20 mil, montante suficiente para gravação, edições, mixagem, masterização, projeto gráfico e prensagem de Trancelim e garantir a participação das Caixeiras do Divino (MA) e dos Agudás de Porto Novo (Benim, África Ocidental). Caso alcancem a segunda meta (a partir de R$ 35 mil) também serão convidados Seu Nelson da Rabeca (AL) e Sebastião Biano (AL). Os artistas têm, ainda, uma terceira meta, R$ 50 mil, o que incluiria no projeto o Jongo da Serrinha (RJ).

Trancelim aprofundará o diálogo iniciado em Na Eira, primeiro álbum do Ponto BR,  disco no qual não apenas o repertório, mas o entendimento estético das tradições populares, a composição ligada à memória, a funcionalidade da construção formal, o vigor dos terreiros e batuques, a luminosidade das melodias e sua relação inseparável com uma prosódia rítmica e contundente, fazem do espetáculo uma experiência particular

O coletivo é, hoje, referência no diálogo com a cultura tradicional do Brasil Profundo, e, com número de fãs em ascensão, desde 2011 desenvolve em apresentações país adentro novos repertórios: um novo disco virou, assim, demanda constante desse público.

O Ponto BR, a partir de Na Eira, coleciona prêmios e aprovações em editas públicos, firmando-se como um dos principais coletivos da cena musical contemporânea. Cocos, Maracatus, Bois, Rojões e Carimbós são alguns gêneros que compõem o repertório dos espetáculos que exploram as possibilidades deste diálogo multicultural com o uso de bases pré gravadas, projeção de imagens e recursos cênicos de dança. Eleito o Melhor Grupo Regional do 23º Prêmio da Música Brasileira (2012) seus membros trabalham com artistas como DJ Dolores, Ivaldo Bertazzo, Zélia Duncan, Nação Zumbi, Mestre Ambrósio, Zeca Baleiro e Chico Cesar, entre outros. Formado em 2002, representou o Brasil no Golden Karagöz Festival (Turquia) e Festival Wemilere (Cuba). Em turnê nacional, percorreu 9 estados e protagonizou temporadas que atraíram mais de 10 mil pessoas na Caixa Cultural Curitiba (PR), shows em unidades dos SESC de São Paulo, no Centro Cultural Banco do Brasil e em festivais como Chapada dos Veadeiros (GO), Festival Brasília (DF), Festival Sotaque Carregado e outros. Cantado por seus mestres, geração após geração, este repertório se funde, adapta-se, particulariza-se, e tem como resultado sucessos atemporais, filtrados pelo tempo, esculpidos pela memória. São melodias e ritmos matrizes da nossa música urbana e, por terem influenciado a formação de gêneros como samba, forró e outros, acabam facilmente assimilados.

Na Eira é uma investigação estética fundamentada em uma longa convivência com comunidades tradicionais, suas culturas, seus guardiões, e em pesquisas que já renderam dezenas de registros em CD e documentários destas manifestações. Propõe a realização de ações integradas de formação de público com a realização do espetáculo e oficinas. As oficinas de Bumba Meu Boi, Maracatu, Rabeca e Caixa do Divino, ministradas pelos mestres destas tradições, oferecem, ainda, a experiência direta e integrada com esse universo. Dançante, comovente, ao mesmo tempo simples e sofisticado, o espetáculo atinge os mais variados públicos, revelando os Brasis aos brasileiros.

O blogue Quadrada dos Canturis disponibiliza em formato Mp3 arquivos das faixas de Na Eira, mas colaborando com a campanha do Ponto BR é possível receber como uma das recompensas o álbum físico, valorizando não apenas o trabalho dos músicos,  bem ainda dos demais profissionais envolvidos no projeto — o autor do projeto gráfico do encarte, fotógrafos, técnicos de gravação etc. O álbum também poderá ser encomendado pela caixa postal virtual contato7@ponto.mus.br

Faixas de Na Eira

1) Liga as Correntes I 2) Terra de Caboclo I 3) Aguere Iemanjá I 4) Bombo de Macaíba/Quando Eu Morrer I 5) Cavalo Bravo-Mina Je I 6) Pisei nas Pedras/Sou das Águas I 7) Estrela-Estrada Linda I 8) Deus, Deus, Deus/Aurora I 9) Cantigas de Encantaria I 10) Santo Antônio me Avisou I 11) Trilho, Trole, Trem/Tonel Torado I 12) Seu Manaê I 13) Nossos Tambores/Água Fria I 14) Serra de Amburana/Tupinambá I 15) Forró Arrochado I 16) Janaína-Saía de Mar Afora

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Autor: barulhomarcel

Jornalista nascido em Bela Vista do Paraíso (PR). Corintiano por herança do pai, Geraldo Caetano de Lima. Do velho também puxou a paixão por modas de viola, música de raiz e caipira, que era chamada de "sertaneja" antes da mídia comercial se apropriar, indevidamente, do nome. Quando criança ouvia aos pés da cama dele, vindas de um rádio à pilha que chiava muito, clássicos destes gêneros que marcaram para sempre a sua vida. Eu e Andreia Beillo não temos nada em comum. Para começo de conversa, ela torce pelo Palmeiras. Mas resolvemos juntos botar o pé na estrada e acreditar nas bençãos de São Gonçalo do Amarante e tentar encontrar na atividade de blogueiros dedicados à música de qualidade algo que nos una e ajude muita gente boa espalhada por todo este país, e lá fora, também, a ter seus méritos reconhecidos, resgatando e preservando valores de nossa cultura popular.

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