1030 – Consuelo de Paula homenageia Dia Internacional da Mulher com Bibianas, no Teatro da Rotina (SP)

A cantora, compositora e poetisa Consuelo de Paula (MG) estará de volta ao aconchegante Teatro da Rotina em 9 de março, quando, a partir das 21 horas, apresentará Bibianas, show com o qual marcará a passagem do mês dedicado ao gênero e o Dia Internacional da Mulher, que transcorrerá na véspera, em 8 de março. Bibianas será, ainda, o terceiro concerto da série que Consuelo batizou como Movimentos do amor e de lutaO primeiro ato, Movimentos do amor e da luta, e o segundo, Chamamento, também tiveram como palco o teatro paulistano situado na rua Augusta, 912 (veja Serviço).

Bibianas é um encontro entre Consuelo de Paula e parceiras de composição, algumas das quais convidará para acompanhá-la. Voz, violão e instrumentos de percussão compõem a tríade mágica e completam o canto pleno, personalizado e profundo que possibilitam à mineira de Pratápolis envolver o público a cada nova canção. Neste show, além de canções autorais e algumas interpretações de outros autores que farão a ponte entre uma parceria e outra – incluindo a recente Valsa para Mathilde, com Adoniran Barbosa e Copinha — estarão em destaque muitos ritmos brasileiros.

Katya Teixeira, Thamires Tannous, Daniela Lasalvia, Andréia Preta, Duo Flor de Maracujá, Ângela Quinto e Graziella Nervegna já aceitaram o convite de Consuelo e também serão atrações durante Bibianas. Além delas, Etel Frota, Socorro Lira e Déa Trancoso também estarão presentes em forma de canções selecionadas para o repertório. Entre as mulheres que deverá homenagear Consuelo mencionou Maria Bethânia, Alaíde Costa, Ana Luisa, Luzia Dvorek, Rita Gullo, Ana Cascardo, Cris Lemos, Karine Telles, Cecília Meireles, Mercedes Sosa, Violeta Parra, Chiquinha Gonzaga, Clementina de Jesus e Mestras da cultura popular.

Consuelo de Paula é cantora, compositora, poeta, diretora artística e produtora musical de seus próprios trabalhos: Samba, Seresta e Baião (1998), lançado nos teatros do SESC Pompéia e Ipiranga (SP); Tambor e Flor (2002), lançado no Theatro Ateneo da Argentina e no Teatro Paiol de Curitiba (PR); Dança das Rosas (2004), lançado no Theatro Municipal de São Paulo e no Teatro Gran Rex de Buenos Aires. Em junho de 2008, após a obra de Consuelo ganhar a capa do Guia Japonês Brasilian Music (Massato Asso), que selecionara os 500 melhores álbuns da música brasileira de todos os tempos, saiu no Japão a coletânea desses três álbuns, batizada de Patchworck.

Em 2011, Consuelo estreou na literatura com A Poesia dos Descuidos, livro com ilustrações de Lúcia Arrais Morales premiado pela Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo. Nesta temporada ela também lançou seu primeiro DVD, Negra, gravado ao vivo no Teatro Polytheama, situado em Jundiaí (SP). Negra revela novas nuances na trajetória musical de Consuelo de Paula; expressa a pulsação, a alegria e a sensualidade sugeridas pela cor vermelha. Com sua voz, Consuelo cria um espetáculo que sugere uma sequência de quadros de um filme único e envolvente: o resultado é um trabalho sensorial, caloroso, que guarda a delicadeza já presente nas obras anteriores.

Em outubro de 2012 Consuelo voltou aos estúdios para gravar Casa, acompanhada pela Orquestra À Base de Corda de Curitiba, com canções dela e de Rubens Nogueira, e arranjadores como Dante Ozzetti, Chico Saraiva, Weber Lopes, Luiz Ribeiro e o próprio maestro da Orquestra, João Egashira. Casa é mais uma obra primorosa de Consuelo, que assina a concepção, a direção e a produção.

O Auditório Oscar Niemeyer do Ibirapuera, em São Paulo, teve uma das suas históricas lotações máximas em 1º de fevereiro de 2014, data de lançamento de O Tempo e o Branco. O álbum é inspirado no universo poético de Cecília Meireles e apresenta a sutil sonoridade resultante do encontro do acordeon de Toninho Ferragutti e da viola caipira de Neymar Dias.

Considerados sucesso e referência pela crítica, os três primeiros discos de Consuelo de Paula estão articulados a partir de uma unidade conceitual que nos revela uma trilogia; todos foram reeditados pela Tratore, com distribuição para todo o Brasil e para o Exterior. Negra, A Poesia dos Descuidos, Casa e O Tempo e o Branco também são distribuídos pela Tratore e estão disponíveis na loja virtual da própria artista.

Ao longo de sua trajetória artística, Consuelo de Paula tem participado de diversos projetos culturais e de programas conceituados tais quais Ensaio (sob a direção de Fernando Faro), na TV Cultura de São Paulo; Talentos (Giovani Souza), na TV Câmara de Brasília; A Voz Popular (Luís Antônio Giron), na Rádio Cultura de São Paulo; Letra e Música (Pasquale Cipro Neto); Contacto Brasil, na Rádio Jazz, Venezuela, entre outros. Já se apresentou em espaços importantes como o Teatro Gran Rex de Buenos Aires (Noite Brasileira, com Consuelo de Paula e Naná Vasconcelos); Theatro Municipal de São Paulo; Teatro do Centro Cultural Banco do Brasil (Consuelo de Paula, Rolando Boldrin, Chico Pinheiro e Heródoto Barbeiro); CCBB de Brasília/DF (projeto Nossa Língua, Nossa Música, ao lado de artistas da Ilha da Madeira e do Timor Leste, entre outros); Teatro do Itaú Cultural, São Paulo; Teatro Paiol, Curitiba/PR (Projeto Orquestra à Base de Cordas Convida); Clube do Banco do Nordeste, Fortaleza/CE; Centro Cultural Santander, Porto Alegre/RS; Centro Cultural da Caixa Federal de Curitiba/PR (Projeto Solo Música); Teatro da Funarte, Rio de Janeiro/RJ; Teatro Abílio Barreto, Belo Horizonte/MG; principais teatros das unidades do SESC do Estado de São Paulo. Percorreu diversas cidades em diferentes estados brasileiros através do Projeto Pixinguinha da Funarte.

Consuelo de Paula é uma das poucas artistas de sua geração que possui, de fato, uma obra autorreferente na forma e no conteúdo. Possui forte presença de palco e carisma, revelando-se primorosa intérprete de sua própria obra e de outros autores. Sua expressão artística é marcada por profunda coerência, sensibilidade e dedicação aos elementos da cultura musical brasileira, com tudo o que ela tem de particular e de universal, de modo a sempre nos colocar diante de algo novo, inusitado e surpreendente, sempre a nos mostrar onde mora o Brasil. Com uma trajetória singular, Consuelo se apresenta como herdeira da arte musical brasileira e mantém compromisso com a contemporaneidade, compromisso esse expresso na maneira inovadora de compor, harmonizar e interpretar. Refinamento erudito, elegância popular e boas ideias são elementos constantes em sua obra, o que lhe tem assegurado profundo respeito, admiração e reconhecimento do público e da crítica especializada.

Outros trabalhos registrados

Consuelo foi convidada a participar de outros importantes álbuns. Canta ao lado de Rolando Boldrin no CD e DVD Senhor Brasil; abre Prata da Casa, do SESC, com sua canção Dança para um poema; interpreta a canção Lua Branca (de Chiquinha Gonzaga) em Divas do Brasil, disco de prata em Portugal, que reúne as melhores cantoras brasileiras: Elis Regina, Maria Bethânia, Céline Imbert, Bebel Gilberto, Astrud Gilberto e Zizi Possi, entre outras; comparece em duas faixas na coletânea Cachaça Fina (Spirit of Brazil), lançada no exterior: Samba, seresta e baião, de sua autoria, e Moro na Roça, samba que já foi interpretado por Clementina de Jesus.

Assinou o roteiro do disco Velho Chico, uma viagem musical, do cantor e compositor Elson Fernandes, no qual interpreta a canção O Ciúme, de Caetano Veloso, considerada a gravação definitiva pelo crítico Mauro Dias, no jornal O Estado de São Paulo.

Sua canção Sete Trovas foi gravada por Maria Bethânia no premiado Encanteria e no DVD Amor, Festa e Devoção. A canção Bem-me-quer foi gravada por Alaíde Costa e Gonzaga Leal em Porcelana. Vários artistas da nova geração têm gravado canções de Consuelo de Paula.

Depoimentos sobre Consuelo de Paula

“Consuelo de Paula é danada. Escolhi sua música para encerrar o meu CD Encanteria”, Maria Bethânia.

“Uma viagem sem limites, a que a cantora nos convida e desafia, antes de nos perdermos de vez” (Revista Fórum).

 “Consuelo de Paula é um diamante, um tesouro mundial. ” (Massato Asso, jornalista e crítico musical no Japão).

“Consuelo tem a verve da poesia. Escreve letras como se fossem cartas confessionais, movidas à métrica musical e profundidade emocional. A cada verso um achado; a cada rima, intenções segundas e primeiras […]” (Aquiles Rique Reis, músico e vocalista do MPB4, no Diário do Comércio).

“Con una entonación perfecta, la mineira Consuelo de Paula desplegó una seductora sencillez”, Clarín, Buenos Aires.

 “Uma das mais belas vozes brasileiras”, Folha de São Paulo.

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Serviço:

Bibianas
Consuelo de Paula e convidadas
9 de março, sexta-feira, 21h
Teatro da Rotina: Rua Augusta, 912, São Paulo
R$ 40 (bilheteria), R$ 20 (antecipado em teatrodarotina.org/ingresso)
Mais informações: 011 991930343

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